26.08.2016
"The Question" de Ephrem Kouakou

“The Question” de Ephrem Kouakou

 

La vie, en elle même, nous fait découvrir des actions intéressantes dont notre cerveau ne s’en passent pas. Chaque passé est grand, fort et inoubliable. Il faut passer par tant d’étapes pour échapper a l’échec. L’échec, c’est passé a coté de son avenir.

[A vida nos faz surpreende constantemente com coisas incríveis e inimagináveis. O passado de cada pessoa é grande, forte e memorável. E precisamos vencer muitas etapas, sem desistir ou desanimar, para, finalmente, ter sucesso. As falhas acontecem como partes necessárias para a construção do futuro.]

Il est impératif de contrôler ses envies, sa grandeur de folie, son orgueil si l’on aimerait tracer son avenir. Un avenir c’est ce qui est toujours beau. Quand on parle d’avenir, c’est le reflet de la beauté, de la belle vie, de l’assurance dans la vie. On ne comprendra jamais pourquoi il faut passer par tant d’épreuves pour être heureux demain, alors ne cherchons pas a comprendre.

[É imperativo controlar nossos desejos, nosso delírio de grandeza, nosso orgulho se desejarmos traçar um caminho de futuro. O futuro acabará sendo algo bonito. Quando se fala de futuro, é o reflexo da beleza, da vida bela, da segurança na vida. Nunca iremos entender a necessidade de passarmos por tantas dificuldades para podermos, finalmente, alcançar a felicidade, então, não vale a pena tentar compreender.]

Commençons a jouer au jeu de la vie, et contentons nous de passer chaque étape, parce que les niveaux deviennent de plus en plus difficiles et moches a la fois. Le travail bien fait paye toujours, alors les pas bien comptés nous emmènent a la réussite. Un travail qui se fait en plein orgueil n’est pas loin de la perdition. J’en ai fais l’expérience. Une expérience est ce dont on acquiert de l’intelligence naturelle, mais dans la sueur la plus sale qui soit difficile à comprendre. 

[Comecemos a jogar o jogo da vida, e contentemo-nos a passar cada etapa, porque os níveis tornam-se cada vez mais difíceis e feios ao mesmo tempo. O trabalho bem feito compensa sempre, então, um caminho bem traçado irá nos levar ao sucesso. Um trabalho que é feito de forma orgulhosa não está longe de ser a perdição. Eu tive minha própria experiência. Uma experiência que acabou me levando a adquirir uma inteligência natural, mas a trilha foi tortuosa, e o final poderia ter sido desastroso, o que é algo que eu ainda não entendo.]

La couleur du temps, le soleil et la lune ont changé depuis bien des années leurs manières de faire apparition. Les fleurs étaient arrosées par la pluie. La poussière était manquante, et l’eau était en abondance. Toutes ces choses citées font un retournement contraire. Ce sont aussi des signes qui donnent le discernement pour distinguer que l’intensité que le vent de la vie nous inflige est assez difficile.

[A cor do tempo, o sol e a lua mudaram há muitos anos sua forma de surgir. As flores foram regadas pela chuva. A poeira faltava, e a água chegava em abundância. Todas estas coisas citadas nos retornam de forma inversa. Estes também são sinais que nos dão discernimento para perceber que a intensidade do vento que a vida nos inflige pode ser bastante difícil de ser tolerada.]

En toute chose, il faut pratiquer l’amour, Il faut présenter a son cœur la paix du cœur. Il faut savoir pardonner. On a tous eu une vie, un passé qui était rempli d’inconscience, mais cela n’a jamais tué une personne, tout au contraire, on a senti qu’on avait vécu, et que pour continuer une telle vie, il fallait penser a ne plus avoir faim.

[Em tudo, devemos praticar o amor, deve-se apresentar ao seu coração a paz. Devemos saber perdoar. Todos nós tivemos uma vida, um passado que estava cheio de inconsciência, mas isto nunca matou uma pessoa, ao contrário, sentimos que vivemos, e que para continuar uma vida assim, deveríamos lutar para não ter mais fome.]

Il y a un proverbe qui dit “Celui qui n’a jamais fait d’erreur, n’a jamais tenté d’innover!”. Un homme connaît toujours sa valeur, il connaît ses compétences et il connaît sa puissance et sa détermination. Alors un homme ne doit pas abandonner, un homme ne doit pas envier son prochain, un homme doit rester silencieux dans ses projets sinon les oiseaux en feront leurs nourritures. Un homme doit toujours respecter et gagner de l’influence, pas dans la conception matérialiste, mais en étant humble. 

[Há um provérbio que diz: “Aquele que nunca errou, nunca tentou nada de novo!”. Um homem sempre sabe o seu valor, ele conhece suas habilidades, seu poder e sua determinação. Assim, um homem não deve desistir, um homem não deve invejar o seu vizinho, um homem deve permanecer em silêncio em seus projetos, ou acabará sendo destruído pelos outros. Um homem deve sempre respeitar e ganhar influência, não na concepção materialista, mas sendo humilde.]

L’humilité précède la gloire. 

[A humildade antecede a glória.]

– Constant

  La vie, en elle même, nous fait découvrir des actions intéressantes dont notre cerveau ne s’en passent pas. Chaque passé est grand, fort et inoubliable. Il faut passer par tant d’étapes pour échapper a l’échec. L’échec, c’est passé a coté de son avenir. [A vida nos faz surpreende constantemente com coisas incríveis e inimagináveis. […]



11.08.2016
Buda da Medicina

Buda da Medicina

 

O que é a nossa vida? Agora estou aqui. E daqui a um dia? Impossível saber.

Quantas vezes fazemos planos de futuro, muitas vezes de um futuro distante, e passamos a viver de um sonho que poderá nunca se concretizar.

Quem efetivamente vive o agora? Quem realmente pensa em ser feliz neste exato minuto? Em fazer o bem no momento presente?

Em março, meu cunhado de 52 anos teve uma infecção fulminante e morreu em apenas 7 horas. Ele era apaixonado pela vida; alegre, otimista, sempre prestativo.

Há poucos dias, uma médica jovem, quase 20 anos mais nova do que eu, apenas iniciando sua vida, teve um bichinho comum, mas que resolveu morar no músculo do seu coração. E este, mesmo jovem, não soube derrotar o bichinho. A jovem médica partiu deste mundo sem chances de se despedir.

Nesta semana, não foi uma perda, mas um susto. E peço a proteção de todas as boas energias para que a recuperação aconteça e seja rápida. Uma colega de faculdade teve uma hepatite fulminante, assim sem mais nem menos. Não foi vírus nem bactéria. O fígado simplesmente resolveu não funcionar mais. Cresceu e adoeceu. Entrou na fila do transplante e se submeteu a uma cirurgia de urgência. Agora, muitos estão na torcida para que ela se recupere, sem rejeitar o fígado doado por alguém que não precisava mais dele. Ela que sempre trabalhou muito, deu seu amor materno a uma criança que não nasceu de seu útero e demonstrou suas inúmeras qualidades.

E sei que estes eventos podem ser citados de forma inesgotável. Quantos não partem deste mundo sem um aviso prévio… Quantos não vivem sustos e surpresas e, de uma hora para outra, passam por mudanças abruptas em suas vidas…

São duas grandes verdades que deveriam ser lembradas todos os dias: tudo é impermanente e a morte não chega com a hora marcada.

Por que insisto em sofrer por pequenas coisas? Por que irritar-se se o farol quebrou e os carros não andam? De que me serve ser o primeiro a desembarcar do avião? Ser o mais rico da turma e viver infeliz? Qual a vantagem de sofrer por inveja, por ciúme, por raiva?

Independente da crença religiosa e do tamanho da fé de cada um, não aceito a ideia de deixar para corrigir os erros em uma próxima vida. Existe mesmo uma próxima vida? Caso exista, ou caso exista algo depois da morte, devemos deixar para “viver” depois de morrermos? Na minha opinião, devemos corrigir nossos erros aqui e agora.

Quero dizer o quanto amo as pessoas à minha volta. Quero pedir desculpas pelas minhas falhas. Quero desculpar qualquer um que tenha tentado me magoar. Quero olhar para o céu e admirar o azul, as nuvens, o Sol, a Lua e as estrelas. Quero ter a capacidade de admirar cada flor que desabrocha, cada beija-flor que surgir na minha frente, cada sorriso gratuito que me for oferecido.

Minha pretensão é de poder manter tranquilidade e sentimento de dever cumprido quando chegar o momento solitário da minha partida deste mundo.

E, no momento presente, minhas preces são por aqueles que tiveram que se despedir de alguém que partiu; por aqueles que foram surpreendidos e tiveram seus sonhos, desejos e possibilidades modificados pela impermanência, com mudanças súbitas em suas vidas; por aqueles que esperam melhoras, novas esperanças e a chance de construir novos sonhos.

 

 

  O que é a nossa vida? Agora estou aqui. E daqui a um dia? Impossível saber. Quantas vezes fazemos planos de futuro, muitas vezes de um futuro distante, e passamos a viver de um sonho que poderá nunca se concretizar. Quem efetivamente vive o agora? Quem realmente pensa em ser feliz neste exato minuto? […]



21.05.2016

“Death and Life” by Gustav Klimt

 

Escutava aquela sinfonia tranquila. Sons que se repetiam e se harmonizavam. A presença frequente de uma voz doce, melodiosa e calma.

Não há consciência. Apenas o acordar e o adormecer. Alguns momentos mais claros, outros mais escuros. Aquecimento. Bem estar. O nada do antes. O desconhecido do depois.

Em algum momento, as coisas começaram a mudar. Algumas forças externas surgiram. Apertavam. Empurravam.

A tranquilidade desapareceu. Escutava mais vozes, vozes desconhecidas e agitadas. A sinfonia mudava também; acelerava-se o andamento da música.

A cabeça bateu em algo. Mas a pressão não parava. Empurrava cada vez mais. O ambiente foi ficando mais seco e uma força puxava a cabeça tanto quanto sentia a pressão comprimindo por todos os lados.

Os espaços diminuíram. Não tinha mais como se mover. Sentia o coração acelerar. Um medo (já havia medo?). Era um esmagamento. O corpo todo se ajustava àquela redução do ambiente.

De repente, uma força mais forte e sentiu se apertar ainda mais em um túnel. Uma luz forte atravessou suas pálpebras ainda fechadas. Algo segurava fortemente seu pescoço e suas pernas. A redução da pressão permitiu que seu tórax se movesse e uma grande quantidade de ar penetrou em seus pulmões pela primeira vez. Era tudo mais frio. Escutava sua própria voz, que vinha em um choro forte, sofrido, da dor pela qual tinha passado.

Foi envolvida em algo que lhe incomodava a pele sensível. Depois, fora apoiada em uma superfície dura (tudo tinha sido macio e confortável até aquele momento). Continuava chorando intensamente e, mesmo assim, sentiu algo em sua boca e seu nariz que incomodavam terrivelmente.

Sentia-se só. Assustada e só.

Passavam algo por todo seu corpo, como se quisessem limpar o que ainda lhe conectava ao mundo em que vivera até então. Tudo incomodava. A pele doía. Eram atritos desconhecidos e desconfortáveis.

Aqueceram-na, envolvendo em algo. Mais atrito. Percebia ser transportada, como se voasse em meio àquele ambiente agitado.

Foi colocada em outra superfície. Dessa vez macia e quente. Com um cheiro familiar.

Nesse lugar se sentiu, de repente, acolhida e o choro diminuiu de intensidade. Talvez não estivesse mais tão só.

Uma voz conhecida soou em meio ao barulho da sala. Foi o suficiente para que ficasse um pouco mais calma.

A voz era sua segurança, sua força e seu suporte para enfrentar aquela nova realidade.

– Sílvia Souza

Sonnenblume_02_KMJ

  Escutava aquela sinfonia tranquila. Sons que se repetiam e se harmonizavam. A presença frequente de uma voz doce, melodiosa e calma. Não há consciência. Apenas o acordar e o adormecer. Alguns momentos mais claros, outros mais escuros. Aquecimento. Bem estar. O nada do antes. O desconhecido do depois. Em algum momento, as coisas começaram […]






%d blogueiros gostam disto:
DESIGN POR JESS