15.05.2016

Renoir_-_Madame_Georges_Charpentier_et_ses_enfants

 

 

Todos os pais já foram crianças. Todos os pais já foram adolescentes.

Mas quando somos crianças e adolescentes não pensamos nisso. Aliás, isso nem mesmo parece possível!

Os pais nasceram pais. Ao menos, é o que os filhos pensam.

São os possuidores de todas as respostas em algumas fases da vida.

São chatos, exigentes, incompreensivos. Pegam no pé.

Eu sou mãe. Meus filhos são adolescentes.

E eu me lembro da minha adolescência como se tivesse sido no ano passado.

Eu me lembro dos sofrimentos, das dificuldades, das crises, das escolhas.

Eu me lembro como via cada pequeno problema como algo gigantesco, insolúvel.

E me angustio muito ao perceber meus filhos passando pelas mesmas dificuldades que passei nessa fase.

A dificuldade de fazer novos amigos, a timidez, o medo do isolamento, de não corresponder às expectativas, seja dos pais ou dos colegas.

Não é fácil perceber tudo isso. Mais difícil ainda quando, mesmo passados 30 anos, ainda não temos as respostas, a solução para essas angústias. Não posso dar um caminho. A única coisa que posso é dizer que também passei por tudo isso. E que tudo se resolve aos poucos. É só ter paciência.

Eu não minto para os meus filhos. Eu não tento mostrar uma mãe inventada, coberta de ouro e alegrias. Eles me têm real, humana, com falhas e dificuldades. E sabem que estou ao lado deles para enfrentar cada obstáculo que aparecer.

E o coração da mãe sofre de novo… é como se vivesse as aflições da adolescência uma vez mais.

– Sílvia Souza

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23.04.2016
Espinho, Portugal

Espinho, Portugal

 

Lua de memórias perdidas sobre a negra paisagem, nítida no sossego, da minha imperfeição compreendendo-se. O meu ser sente-te vagamente, como se fosse um cinto teu que te sentisse. Debruço-me sobre o teu rosto branco nas águas noturnas do meu desassossego, mas nunca saberei se és lua no meu céu para que o causes, ou estranha lua submarina para que, não sei como, o finjas.

Bernardo Soares. Fernando Pessoa. Livro do Desassossego.

  Lua de memórias perdidas sobre a negra paisagem, nítida no sossego, da minha imperfeição compreendendo-se. O meu ser sente-te vagamente, como se fosse um cinto teu que te sentisse. Debruço-me sobre o teu rosto branco nas águas noturnas do meu desassossego, mas nunca saberei se és lua no meu céu para que o causes, […]



22.04.2016
Praia de Esmoriz, Portugal

Praia de Esmoriz, Portugal

 

Ocupas o intervalo dos meus pensamentos e os interstícios das minhas sensações. Por isso eu não te penso nem te sinto, mas os meus pensamentos são ogivais de te sentir, e os meus sentimentos góticos de evocar-te.

Bernardo Soares. Fernando Pessoa. Livro do Desassossego.

  Ocupas o intervalo dos meus pensamentos e os interstícios das minhas sensações. Por isso eu não te penso nem te sinto, mas os meus pensamentos são ogivais de te sentir, e os meus sentimentos góticos de evocar-te. Bernardo Soares. Fernando Pessoa. Livro do Desassossego.






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