17.04.2016
La Liseuse de Jean-Honoré Fragonard

La Liseuse de Jean-Honoré Fragonard

 

Publicações da semana:

 

– Sílvia Souza

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  Publicações da semana: Domingo (10/04): De livro para filme: “Anna Karenina” de Liev Tolstói Segunda-feira (11/04): Livro “Autobiografia: O Mundo de Ontem” de Stefan Zweig Terça-feira (12/04): Filhos e Família: O ex da minha vida Quarta-feira (13/04): Saúde: Ginecomastia Quinta-feira (14/04): Texto de autoria: Batalha (ou amor) Sexta-feira (15/04): Beleza: Escolha dos óculos Sábado (16/04): Cultura: 10 razões para viajar a São Paulo   – […]


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12.04.2016
L'ex de notre vie: celui qu'on n'oubliera jamais Marie Claire France

“L’ex de notre vie: celui qu’on n’oubliera jamais”
© Marie Claire France

 

Há algumas atividades que fazem parte da minha rotina para que eu treine meu francês. Uma delas é um jornal francês de 10 minutos de duração que eu escuto todos os dias. Outra é a leitura de duas revistas francesas que eu adoro: Votre Beauté e Marie Claire France.

Hoje, comecei a ler um dos artigos da Marie Claire que me chamou atenção: “O ex de nossa vida: aquele que não esqueceremos nunca”. A reportagem é muito interessante. O foco não é aquele homem inesquecível e que achamos que vamos amar pelo resto das nossas vidas. Não. O foco é o homem com quem construímos boa parte de nossas vidas, tivemos filhos, amamos imensamente, mas problemas da vida fizeram com que houvesse um rompimento. Mas esse homem continua sendo amado de outra forma; torna-se um amigo, continua parte da família. Segue conselheiro, torcendo por nossas vitórias (e nós pelas dele), aquele que será único no momento de saber o que estamos pensando sem que tenhamos que dizer uma única palavra.

Eu tenho o ex da minha vida. Ele entrou na minha vida em 1989, no primeiro ano da faculdade. Apaixonamo-nos logo no início. Passamos quase um ano juntos. Éramos muito novos e ele queria aproveitar a juventude. Separamo-nos. Ficamos sem nos falar por alguns anos. Em 1995, no início da Residência Médica, reaproximamo-nos e casamo-nos pouco mais de um ano mais tarde. Viajamos muito. Éramos iguais em muitas coisas e diferentes em várias outras. Ele esteve ao meu lado quando precisei e eu estive ao seu lado em todos os momentos cruciais. Tivemos dois meninos maravilhosos que deram sentido às nossas vidas. Mas problemas nos separaram.

É claro que um divórcio não é fácil. Não conheço, pessoalmente, nenhum casal que tenha rompido de forma amigável. Há muita mágoa envolvida. Mas o tempo acalma tudo. As tristezas vão sendo esquecidas e os bons momentos são lembrados com mais frequência. E nossa meta sempre foi criar ambientes saudáveis para nossos filhos. Privá-los de sofrimento, na medida do possível, era nossa prioridade. E acho que conseguimos.

Passaram-se cinco anos. Ele está casado. Eu tive um namorado. E ele continua sendo minha referência; não apenas para os assuntos envolvendo nossos filhos. Com ele, discuto os casos médicos quando preciso de um outro olhar. Quando ele tem uma conquista profissional, liga-me no mesmo momento para compartilhar. Ele sabe ler meus pensamentos, entende minhas tristezas, festeja as alegrias. É uma amizade para o resto da vida; é parte da minha família. E meus filhos sabem disso.

Os ganhos para os filhos são imensos. Eles sabem que concordamos na maioria dos pontos no que concerne educação, princípios, cuidados. Damos suporte um ao outro nos horários deles, nas coberturas das viagens, nas programações de férias. Moramos próximos e nossos filhos sabem que têm as duas casas e são essenciais nas duas.

A maior desvantagem? Fazer com que o(a) novo(a) parceiro(a) entenda essa situação, essa proximidade, sem ciúmes ou insegurança. Não é fácil. Mas não é o ideal? Pai e mãe, mesmo separados, convivendo em harmonia e apoiando-se mutuamente?

Quando pensei em escrever sobre esse tema, acabei encontrando várias reportagens a respeito em variados jornais de inúmeros países. Talvez seja uma tendência (espero). Uma forma madura de manter relacionamentos saudáveis nesse mundo com famílias cada vez mais complexas.

– Sílvia Souza

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  Há algumas atividades que fazem parte da minha rotina para que eu treine meu francês. Uma delas é um jornal francês de 10 minutos de duração que eu escuto todos os dias. Outra é a leitura de duas revistas francesas que eu adoro: Votre Beauté e Marie Claire France. Hoje, comecei a ler um […]



1.04.2016
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Universidade de Coimbra

 

Quando terminei o segundo ano do Ensino Médio, estava em uma fase em que me era muito mais divertido bater papo com as amigas, namorar e tomar sol do que ter que me sentar para estudar. Aquelas férias foram leves e divertidas.

Assim que iniciei o terceiro ano, minha mãe me avisou: se você pretende passar no vestibular para Medicina, não pode continuar nesse ritmo.

As aulas começaram. Montei um esquema de estudo diário, inclusive nos finais de semana. Continuava namorando; saía quando havia festas, mas mantinha minha programação de estudo e leitura.

Pouco tempo após o início das aulas, tive uma hepatite por Mononucleose Infecciosa e precisei ficar de licença médica, em repouso absoluto, por 4 semanas. Após o período inicial, em que eu me sentia muito mal, meu primo passou a me levar as matérias que eram dadas em sala de aula. E fui colocando em dia por minha conta. Quando voltei para a escola, eu estava muito à frente dos outros alunos, porque acabei me adiantando à programação de aulas dos professores.

O ano inteiro foi nesse mesmo ritmo. Dormia cedo. Fazia meu dia render. Seguia meu cronograma. Em períodos de prova, aproveitava para revisar todos os tópicos de todas as matérias.

Sou do interior de São Paulo. A escola em que eu estudava não chegava aos pés dos melhores colégios da capital do estado. Eu sabia que tinha que fazer o meu melhor se quisesse cursar uma Universidade Estadual. E eu me recusava a cursar uma particular, porque tinha consciência que seria muito difícil para os meus pais pagarem a faculdade e ainda me manterem morando fora de casa. Não cheguei a me inscrever nas particulares. Prestei apenas USP, UNESP e Unicamp.

Naquela época (1988), não havia ENEM. Não havia cotas de nenhum tipo. Éramos desconhecidos que concorriam dentro das mesmas condições por uma vaga em uma Universidade Estadual. A Unicamp estava em alta. Tinha sido a primeira universidade a mudar seu vestibular, reduzindo a necessidade de decorar e aumentando o raciocínio durante as provas. Era meu desejo cursar a Unicamp.

Lembro-me como se fosse hoje quando saiu no jornal a lista dos aprovados na primeira fase da Unicamp. Estava na casa dos meus avós; era um domingo. Meu nome estava na lista! Eu pulava e gritava! Para mim, aquilo valia como a aprovação na Unicamp, porque a primeira fase dependia da redação, que poderia ter uma avaliação mais subjetiva. (No final, quando as notas saíram, tirei nota 8,8 nessa redação da Unicamp!).

Prestei Unesp, segunda fase da Unicamp e segunda fase da Fuvest.

A primeira a soltar o resultado foi a Fuvest. Quem me informou sobre a minha aprovação na Fuvest (USP) foi uma amiga que veio até São Paulo para olhar a lista que saía nos cursinhos antes de sair nos jornais. Era assim… tínhamos que procurar pelo nome em listas gigantescas… Estava aprovada! Em dois dias, tinha que estar em São Paulo, com todos os documentos para fazer a matrícula na Faculdade de Medicina da USP. Meu pai veio para São Paulo comigo. Era a segunda vez na minha vida em que eu percorria a maior cidade do estado. Fomos direto para a Faculdade e fizemos minha matrícula. Voltaríamos no ônibus da tarde, mas tínhamos algumas horas para andar pela Faculdade e pelo Hospital.

Quando eu vi aquela faculdade centenária, o complexo hospitalar (Hospital das Clínicas), deixei de ter dúvidas. Era ali mesmo que eu iria estudar, independente do resultado da Unicamp.

Quando estávamos em São Paulo, saiu o resultado da Unesp. Mais uma aprovação.

Dois dias depois, o resultado da Unicamp. Aprovada também.

Meu esforço, minha organização, minha programação de estudo e leitura, toda minha dedicação tinha sido recompensada.

Chegaram a ligar da Unicamp na minha casa para saber o porquê de eu não ter comparecido para fazer a matrícula. Posteriormente, fiquei sabendo que eu tinha sido a primeira colocada em Medicina Unicamp. Na USP, fui a quinta colocada na carreira.

Não sei se existem gênios que entram sem muito esforço. Eu tenho consciência que tive que estudar muito, não ter preguiça, manter o ritmo e a dedicação. Meus pais foram personagens importantíssimos, apoiando-me e ajudando-me. E alguns dos meus professores também.

Ah! Ia me esquecendo… Por que a foto da Universidade de Coimbra? Uma amiga que também fez Medicina sugeriu de irmos estudar em Portugal e fazer Medicina em Coimbra. Chegamos a nos informar sobre o sistema de ingresso. Mas acabamos desistindo por causa da distância…

– Sílvia Souza

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  Quando terminei o segundo ano do Ensino Médio, estava em uma fase em que me era muito mais divertido bater papo com as amigas, namorar e tomar sol do que ter que me sentar para estudar. Aquelas férias foram leves e divertidas. Assim que iniciei o terceiro ano, minha mãe me avisou: se você […]






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