9.07.2016

“On the terrace in Kharkov” de Zinaida Serebriakova (1919)

 

Meus filhos frequentam museus desde a mais tenra idade. Já visitaram vários museus de artes, de ciências, de história natural. Sempre que há uma exposição de algum artista conhecido, faço questão de levá-los.

Eles nunca reclamaram. Muito pelo contrário. Eles adoram.

Eu não conheço muito sobre arte. Fui aprendendo ao longo da minha vida, justamente por visitar museus e exposições.  Aos pouquinhos, fui aprendendo a conhecer os principais artistas, suas características e estilos, o movimento ao qual pertencem. E tentei passar uma parte dessa descoberta para eles.

Visitar museus nunca foi encarado como um passeio chato. Sempre foi preenchido com história, conversas, trocas de opiniões. E, com muita frequência, eles exploram mais as informações, interagem mais com as atividades que alguns museus oferecem, leem com maior atenção as explicações.

Às vezes, escuto de alguns pais que os filhos não gostam de ver exposições de obras de arte; portanto, eles deixam tais programas fora da agenda familiar. Eu acho uma pena. E fico me perguntando o que pode ter causado essa percepção.

É fato que moramos fora do Brasil por um tempinho. Isso facilitou bastante esse início aos grandes artistas e suas obras em diferentes museus. Mas não acho que seja uma condição necessária.

Vi, em museus em outros países, muitas crianças pequenas (5 ou 6 anos) tendo aulas nos museus. E outras mais velhas também.

Isso poderia ser incentivado no Brasil também. Ao menos em São Paulo, isso seria possível. Temos obras incríveis no MASP, no MAM, na Pinacoteca. E muitas exposições vêm sendo organizadas: Frida Kahlo, Joan Miró, Wassaly Kandinsky, Henri Matisse, Amedeo Modigliani, e tantos outros. Mesmo não tendo museus tão ricos quanto um Louvre, temos a chance de ver muita coisa linda aqui mesmo. E podemos estimular as crianças a vivenciarem esse mundo também, de uma forma lúdica e divertida.

E não só a arte pode interessar a elas. Os museus de ciências são incríveis para despertar a curiosidade em coisas que eles observam no cotidiano, mas nunca pensaram a respeito. O Catavento Cultural é um espaço maravilhoso, muito bem montado, pensado, estruturado, com muitas atividades divertidas e interativas. Além de ficar em um prédio lindo, com trens, aviões e outras máquinas em seu espaço exterior.

Não há desculpa para não levar os pequenos. Nem mesmo o custo. A maioria dos museus tem dias de visitação gratuita.

E tenho certeza de que a maioria dos pais que acha que os filhos não iriam gostar acabará se surpreendendo com a reação deles frente ao novo, ao colorido, ao divertido e às emoções contidas em cada obra ou criação que será admirada.

– Sílvia Souza

Sonnenblume_02_KMJ

  Meus filhos frequentam museus desde a mais tenra idade. Já visitaram vários museus de artes, de ciências, de história natural. Sempre que há uma exposição de algum artista conhecido, faço questão de levá-los. Eles nunca reclamaram. Muito pelo contrário. Eles adoram. Eu não conheço muito sobre arte. Fui aprendendo ao longo da minha vida, […]



28.06.2016

 

Acho que, atualmente, sou mais criança do que meus filhos. Eles já não se empolgam tanto com as animações que estreiam no cinema, embora não se recusem a me acompanhar. Mas quando Zootopia saiu, não conseguimos ver em versão original em inglês e acabamos esperando a oportunidade de ver quando estivesse disponível no Now. Isso aconteceu, finalmente, nesse último final de semana.

Mas tive um problema com o filme. Meu problema com Zootopia foi algo que nos acomete com muita frequência: EXPECTATIVA.

As críticas do filme e os comentários que escutei de amigos que assistiram foram excelentes. Por esse motivo, não sei dizer exatamente o que esperava, mas achava que seria surpreendida como quando vi Divertida Mente. Mas isso não aconteceu. E fiquei um pouco (bem pouquinho) frustrada.

A animação é maravilhosa e traz à tona várias questões éticas e muitos aspectos sobre tolerância e sobre a aceitação daqueles que são diferentes de nós. E de uma forma incrível e muito visual para as crianças.

Zootopia é o nome da cidade que acolhe todos os bichos, sem distinção, em um mundo onde todos os animais convivem pacificamente, independente de serem predadores ou presas. Todos os instintos foram controlados e a tolerância está presente. Mas a situação (limítrofe) se desequilibra quando alguns predadores tornam-se agressivos e trazem de volta o medo, a intolerância e o preconceito.

Não é muito diferente do que vivemos no mundo hoje em dia. E eles conseguiram colocar todas essas questões em uma linguagem infantil, sem apelar para o politicamente correto ou para o enfado.

A própria questão de um mundo excessivamente controlado, onde os papeis de cada um são fixos já ao nascimento (próximo do que era na Idade Média ou da descrição distópica de Admirável Mundo Novo) também são abordados. A coelha Judy deseja ser uma policial. E não havia nenhum coelho que tivesse desempenhado essa função. Ela precisou batalhar muito e se destacar para conseguir alcançar seu sonho.

A raposa Nick Wilde, que ajudará Judy a resolver o problema central do filme, é, na minha opinião, o personagem mais carismático e realista. É aquele que sofreu preconceito e precisou abandonar seus sonhos para poder sobreviver em um mundo hostil.

E as preguiças que aparecem no filme são os animais que mais dão um toque cômico e divertido à história.

Para quem gosta de animação, para quem tem filhos, o filme vale muito a pena. A Disney acertou. Minha ligeira frustração aconteceu apenas por conta da minha expectativa que estava elevada demais. Achei que seria algo surpreendente.

E a música da Shakira é daquelas que a gente não quer parar de escutar (pelo menos eu).

– Sílvia Souza

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  Acho que, atualmente, sou mais criança do que meus filhos. Eles já não se empolgam tanto com as animações que estreiam no cinema, embora não se recusem a me acompanhar. Mas quando Zootopia saiu, não conseguimos ver em versão original em inglês e acabamos esperando a oportunidade de ver quando estivesse disponível no Now. Isso aconteceu, […]



26.06.2016
Albert Edelfelt

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