5.06.2016

Persuasão

 

Eu já tinha tentado ler “Orgulho e Preconceito” de Jane Austen, porque simplesmente adorei o filme. Mas minha leitura não foi adiante. Tinha desistido de ler novas obras dela, embora costume sempre assistir às adaptações. Gosto dos filmes de época, geralmente lindas produções inglesas, com atrizes maravilhosas.

A Laynne Cris do Blog Meu Espaço Literário convenceu-me a ir adiante em uma de suas obras e me indicou “Persuasão”.

Eu já tinha assistido ao filme de 2007, com Sally Hawkins, e tinha gostado. Concluí a leitura e gostei muito. Tenho que confessar que o Romantismo não é minha fase preferida da literatura. E também tenho sempre um receio de me identificar demais com os personagens e querer viver no livro, no romance, no conto de fadas, no mundo do amor que dura a vida toda. Eu já tenho uma tendência a ser excessivamente romântica e sonhadora.

Mas a história encanta. Publiquei uma resenha a respeito em Novembro de 2015: Livro “Persuasão” de Jane Austen.

Foram feitas duas adaptações da história, uma em 1995 e outra em 2007 (que era a que eu tinha visto). As duas foram adaptações feitas para a TV e foram bastante fieis à obra original (pelos comentários que li em páginas de fãs de Jane Austen).

 

Persuasion, 1995 (adaptação da BBC)

 

Persuasion, 2007 

 

Acho que vale a pena conhecer alguma obra da autora e ver alguns filmes. Ainda sou grande fã de “Orgulho e Preconceito” de 2005, com a Keira Knightley.

Boas leituras e bons filmes!

 

 

– Sílvia Souza

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  Eu já tinha tentado ler “Orgulho e Preconceito” de Jane Austen, porque simplesmente adorei o filme. Mas minha leitura não foi adiante. Tinha desistido de ler novas obras dela, embora costume sempre assistir às adaptações. Gosto dos filmes de época, geralmente lindas produções inglesas, com atrizes maravilhosas. A Laynne Cris do Blog Meu Espaço […]



29.05.2016

O Conde de Monte Cristo

 

Com alguma vergonha, tenho que confessar que meu primeiro contato com essa obra maravilhosa de Alexandre Dumas foi através do filme de 2002, de produção americana. Achei o filme maravilhoso e fui procurar o livro em sua versão integral.

 

 

Naquela época, achei apenas uma opção da obra completa, que consistia de 3 volumes em que não havia muito cuidado na tradução nem na publicação. Ainda assim, fiquei completamente apaixonada pela história criada por Alexandre Dumas e percebi que o filme do qual eu tinha gostado tanto era muito limitado em vista da riqueza de detalhes e de toda a trama que é apresentada na obra integral.

O Conde de Monte Cristo tornou-se um dos meus livros preferidos e fez com que eu passasse a buscar outros livros de Dumas em sua versão completa e não apenas me contentando com as adaptações feitas para edições juvenis. Comprei uma versão mais recente e mais cuidadosa, até para guardá-la e ter disponível caso, um dia, meus filhos queiram ler.

A história de Edmond Dantés, que foi injustamente acusado de um crime, mantido prisioneiro no Château d’If em Marseille, de onde foge e prepara uma vingança homérica contra todos aqueles que lhe fizeram mal não pode ser resumida em 2 ou 3 horas. Caso alguém fosse ser fiel à trama, precisaria fazer uma minissérie, como já foi feita na França em 1979 e em 1998.

 

 

 

A obra já tinha tido várias outras adaptações para o cinema, embora eu não tenha visto nenhuma delas. Citarei aqui cronologicamente:

 

1929 – Produção Alemã

 

1934 – Produção Americana

 

1954 – Produção Francesa

 

1961 – Produção Francesa

 

1975 – Filme para a TV de Produção Inglesa

 

A verdade é que não consigo acreditar que nenhuma dessas adaptações tenha sido capaz de inserir todos os personagens, todos os meandros, cenários, eventos… então, desisti de buscar filmes que descrevam o Conde. Eu me apaixonei pela figura dele, por sua determinação, pela forma como ele aprendeu com as pessoas que estiveram dispostas a ensiná-lo, como ele sempre foi fiel a aqueles que mereceram. Mas não esqueceu o mal que lhe foi feito; e buscou cada um dos seus carrascos, destruindo cada um deles no momento certo.

A quem não conhece ou nunca leu a obra original, recomendo que não deixem de ler. Acho difícil imaginar alguém que não vá se apaixonar.

Em uma viagem que fiz à França em março de 2011, estive em Marseille por 1 dia apenas. Meu único objetivo de visitar a cidade (da qual não gostei) foi o de visitar a ilha com as ruínas que já serviram como prisão. Mas naquele dia, por causa do vento, o barco não pôde sair do porto em direção ao Château d’If. Quem sabe de uma próxima vez…

 

– Sílvia Souza

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  Com alguma vergonha, tenho que confessar que meu primeiro contato com essa obra maravilhosa de Alexandre Dumas foi através do filme de 2002, de produção americana. Achei o filme maravilhoso e fui procurar o livro em sua versão integral.     Naquela época, achei apenas uma opção da obra completa, que consistia de 3 […]



22.05.2016

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Eu acompanhava a movimentação dos fãs na Internet na época em que o filme estava sendo produzido. Imagens dos atores, das locações, de Amsterdã. Nada disso me estimulava a ler o livro.

Entretanto, quando o filme estreou, eu estava sozinha e resolvi assisti-lo (afinal, ele dominava as salas e horários dos cinemas). Desde o início, gostei do filme, daquele amor adolescente, apesar de estar fadado a um desfecho triste. Chorei muito, em vários momentos. Adorei as gravações feitas em Amsterdã, que é uma cidade incrível, com passeios pela cidade e a Casa de Anne Frank. Gostei de muitas frases do filme, da forma como foram faladas e tive vontade de gravá-las para minha coleção de citações.

Foi por causa dessas citações que eu comprei o livro. Cheguei do cinema e resolvi comprá-lo em e-book, para poder lê-lo imediatamente e conseguir transcrever as frases que eu tinha gostado tanto.

 

 

Baixei o livro e completei a leitura em cerca de 2 horas, naquele mesmo dia. Fiquei completamente decepcionada! Talvez cumpra a finalidade de ser um livro para o público adolescente. A linguagem é simples, bastante coloquial e a leitura é rápida. Entra na categoria de muitos livros de escritores americanos (na minha opinião) que parecem ter sido feitos como roteiros de filmes; algo que será facilmente adaptado e será um best seller como livro e um grande sucesso de bilheteria enquanto filme.

Mas, afinal, o livro tem que ser fraco para atrair adolescentes? Não podem se acostumar a uma linguagem mais trabalhada e bem cuidada? Sei que estou fazendo críticas a um livro que é um absoluto sucesso, que tem a média de 4.31 estrelas (do total de 5) no GoodReadscom a avaliação tendo sido feita por 1.966.291 leitores (até a data de hoje) e com 132.244 resenhas feitas. Quem sou eu para criticá-lo, certo?

Acho John Green muito inteligente e bastante carismático, mas realmente, acho que a leitura oferecida a jovens (embora haja mais opções e eles estejam lendo mais) tem sido de qualidade ruim. Pode até ser interessante a colocação do problema da morte, de doenças terminais em jovens; mas o cuidado com a escrita não conta?

Conclusão: gostei do filme, das imagens, emocionei-me, mas fiquei decepcionada com o livro. E as falas que eu queria para minha coleção de citações não estavam no livro; provavelmente, o roteiro do filme tenha trabalhado melhor os diálogos. Coloco abaixo algumas citações originais do filme; mas vou deixá-las em inglês mesmo, da forma como extraí do site do IMDB.

Hello. My name is Hazel Grace Lancaster. And Augustus Waters was the star-crossed love of my life. Ours is an epic love story and I probably won’t be able to get more than a sentence out without disappearing into a puddle of tears. Like all real love stories, ours will die with us, as it should. You know, I’d kind of hoped that he’d be the one eulogizing me, because there is really no one else… Yeah, no, um… I’m not gonna talk about our love story, ‘cause I can’t. So instead I’m gonna talk about math. I’m not a mathematician, but I do know this: There are infinite numbers between zero and one. There’s point one, point one two, point one one two, and an infinite collection of others. Of course, there is a bigger set of infinite numbers between zero and two or between zero and a million. Some infinities are simply bigger than other infinities. A writer that we used to like taught us that. You know, I want more numbers than I’m likely to get, and God, do I want more days for Augustus Waters than what he got. But Gus, my love, I can not tell you how thankful I am, for our little infinity. You gave me a forever, within the numbered days. And for that I am… I am eternally grateful. I love you so much.

– Hazel

I am in love with you. And I know that love is just a shout into the void, and that oblivion is inevitable, and that we’re all doomed. And that one day all our labor will be returned to dust. And I know that the sun will swallow the only earth we will ever have. And I am in love with you.

– Augustus

I fell in love with him the way you fall asleep: Slowly, and then all at once.

– Hazel

I am mad! I’m mad because I think you’re special. And isn’t that enough? You think that the only way to lead a meaningful life, is for everyone to remember you. For everyone to love you! Guess what, Gus – this is your life! This is all you get! You get me, and you get your family and you get this world, and that’s it! And if that’s not enough for you, then I’m sorry, but its not nothing. Because I love you. And I’m going to remember you.

– Hazel

– Sílvia Souza

Sonnenblume_02_KMJ

  Eu acompanhava a movimentação dos fãs na Internet na época em que o filme estava sendo produzido. Imagens dos atores, das locações, de Amsterdã. Nada disso me estimulava a ler o livro. Entretanto, quando o filme estreou, eu estava sozinha e resolvi assisti-lo (afinal, ele dominava as salas e horários dos cinemas). Desde o […]






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