26.06.2016

O Lado Bom da Vida

 

Quando esse filme estreou em fevereiro de 2013, fui assisti-lo. Era um dos grandes indicados ao Oscar de 2013, tendo sido indicado em 8 categorias (sendo uma delas de Melhor Filme do Ano) e acabou ganhando um prêmio (Melhor Atriz Jennifer Lawrence). Outra categoria em que concorreu foi a de Melhor Roteiro Adaptado (David O. Russell, que também foi o Diretor).

Eu adorei o filme. Duas pessoas muito problemáticas, tentando reconstruir suas vidas depois de perderem seus cônjuges (um após o divórcio e a outra após o falecimento). Apesar de suas inúmeras dificuldades pessoais, de problemas emocionais e psiquiátricos, eles conseguem encontrar apoio e parceria um no outro e, através da dança e de um objetivo, vão resolvendo seus problemas.

O filme realmente me tocou e mostrou a possibilidade de superar os problemas, de encontrar um foco que leve a motivação, de forma a fazer o bem para si mesmo e para os outros que estão ao redor.

Gostei muito da atuação da Jennifer Lawrence e também do Bradley Cooper, que foi ganhando cada vez mais minha admiração como ator.

Como aconteceu em outras situações, depois de ver o filme e de ler uma entrevista do escritor da obra, Matthew Quick, onde ele falou da sua motivação para escrever o livro, sobre a superação após a depressão e sobre o aspecto de que muitos livros são tristes e não têm um final feliz (como gostaríamos), acabei me animando para comprar o livro e lê-lo.

Foi uma enorme frustração. Acho que realmente tenho dificuldade em gostar da leitura destes best sellers americanos, com sua linguagem absolutamente coloquial e superficial, como se fossem todos de autoajuda ou já fossem escritos com a ideia de virarem roteiros de cinema.

Quando eu pego um livro para ler, não quero apenas uma história interessante. Quero um bom texto, algo que se aprofunde nos sentimentos, que me envolva e me faça pensar e, de preferência, que faça com que eu tenha um pouco de inveja do escritor. Não a inveja de sua criatividade apenas, mas inveja de sua capacidade de expressar sentimentos profundos através da palavra escrita.

Os Estados Unidos constituem-se no maior mercado do mundo. Tudo o que faz sucesso lá acaba estourando em todos os outros países. Mesmo que não seja efetivamente bom. É muito mais difícil a situação inversa: para que um escritor estrangeiro faça sucesso no mercado americano, é necessário que ele seja realmente excepcional.

Acho que é por esse motivo que mantenho minha desconfiança quanto aos escritores americanos contemporâneos, numa época em que o poder de venda é o que realmente conta. Não gosto de ser obrigada a engolir estes textos comerciais. Mesmo que a obra de Matthew Quick tenha sido traduzida em mais de 30 idiomas e que ele tenha recebido a Menção Honrosa PEN/Hemingway, não me agradou.

A quem não viu o filme, acho que vale a pena. Quanto ao livro, eu, particularmente, não gostei.

 

 

 

 

  Quando esse filme estreou em fevereiro de 2013, fui assisti-lo. Era um dos grandes indicados ao Oscar de 2013, tendo sido indicado em 8 categorias (sendo uma delas de Melhor Filme do Ano) e acabou ganhando um prêmio (Melhor Atriz Jennifer Lawrence). Outra categoria em que concorreu foi a de Melhor Roteiro Adaptado (David O. […]



19.06.2016

O Nome da Rosa

 

O livro foi publicado pela primeira vez em 1980. Foi o maior sucesso de Umberto Eco. Em 1986, o filme foi lançado com Sean Connery no papel principal de William of Baskerville

 

 

Assisti ao filme antes, quando estreou nos cinemas. A história é incrível. Umberto Eco soube construir um romance totalmente ambientado em um mosteiro italiano na Idade Média (o ano é 1327) com toda a ambientação histórica tanto da vida dos monges como do povo. Nesse romance, ele construiu um mistério envolvendo a morte de vários monges, em situações variadas, deixando dúvidas quanto a possíveis causas sobrenaturais ou não, deixando o suspense muito bem articulado até o final.

O papel de Sean Connery é o de um franciscano que chega ao mosteiro e é convidado a ajudar a desvendar essas mortes. Mas ele é um homem extremamente racional e, portanto, vai buscar uma explicação lógica para as mortes.

O filme mostra o poder que tinha a Igreja Católica, por ser detentora de todo o conhecimento contido nos livros e manuscritos, enquanto o povo vivia na ignorância e na mais completa pobreza. É também a época da Inquisição, que será chamada para investigar as ocorrências.

O filme realmente é maravilhoso. Fui ler a obra original apenas em 2005. Percebi que o roteiro do filme foi feito como uma adaptação muito fiel ao livro. Mesmo assim, o livro nos permite uma experiência mais rica, mais completa.

Confesso que, quando fiz a leitura, na minha cabeça os personagens já estavam construídos. Não tinha como eu desvincular a atuação maravilhosa de Sean Connery no papel principal. Nem me esquecer do olhar ingênuo do aprendiz de William, Adso, interpretado por Christian Slater.

Muitos dos mais jovens não devem ter visto o filme nem lido o livro. Eu recomendo totalmente. Principalmente a leitura.

É uma obra excelente!

 

 

– Sílvia Souza

Rosa

  O livro foi publicado pela primeira vez em 1980. Foi o maior sucesso de Umberto Eco. Em 1986, o filme foi lançado com Sean Connery no papel principal de William of Baskerville.      Assisti ao filme antes, quando estreou nos cinemas. A história é incrível. Umberto Eco soube construir um romance totalmente ambientado em um mosteiro italiano […]



12.06.2016

Les Misérables

 

Depois de assistir à adaptação de 1998 para o cinema, com Liam Neeson, Geoffrey Rush e Uma Thurman, resolvi ler a obra de Victor Hugo. Meu pai sempre me dizia que era um livro lindo. Comprei uma versão integral que tinha acabado de ser publicada. Ao terminar a obra, dei razão ao meu pai. Ainda hoje, considero a história contada em Les Misérables como a mais bonita que tive o prazer de ler.

Jean Valjean, o personagem central do livro, vai para a prisão por roubar um pão. Ao sair, após anos preso, é acolhido por um Padre muito bom que serve a Jean Valjean uma refeição e permite que ele passe a noite em sua casa. No entanto, ele tenta fugir no meio da noite, após roubar toda a prataria do Padre. Ele chega a agredir o Padre em sua fuga. É preso pouco depois e quando é levado em face do Padre para que este confirme o furto, o Padre nega e diz que lhe deu todas aquelas coisas. E diz para Jean Valjean que, com esse ato, estava comprando sua alma.

Desse ponto em diante, o ex-prisioneiro vai construir para si outra história, fazendo fortuna, trabalhando muito, mas ajudando as pessoas que precisavam dele.

A história se desenrola em meio à nova instauração da Monarquia, com Luís Filipe I, e às barricadas e oposições ao retorno do regime apoiado pela burguesia. Victor Hugo incorpora a descrição do momento histórico de forma maravilhosa, descrevendo batalhas com detalhes. Outro capítulo que chama atenção é o que dedica à descrição do sistema de esgotos de Paris. Além de ter sido uma obra de engenharia muito elogiada na época, a descrição ajuda em outro momento crucial da narrativa.

A obra de Victor Hugo, publicada pela primeira vez em 1862, fala sobre crime e castigo, a perseguição incansável de Jean Valjean pelo Inspetor Javert, o desespero da prostituta Fantine, a amoralidade do casal Thénardier e o desejo universal de escapar das prisões da própria mente. É uma obra prima da literatura mundial, sem dúvida alguma.

Ao colocá-lo nesse tema do meu blog, em que falo das adaptações do livro para o cinema, deparei-me com algo que me impressionou. Acredito que não haverá outra obra literária com tantas adaptações para as telas. Eu encontrei 16 adaptações para o cinema ou a TV. Isso sem contar a produção da Broadway, uma montagem maravilhosa que foi apresentada em palcos por todo o mundo.

Citarei a seguir as adaptações que consegui localizar.

A primeira, data de 1909; é em preto e branco, ainda na época do cinema mudo. Não consegui encontrar nem mesmo fotos do filme. Apenas do ator que interpretava Jean Valjean, Maurice Costello.

Maurice Costello

Maurice Costello

 

A segunda foi uma adaptação francesa de 1912.

Les Misérables (1912)

Les Misérables (1912)

 

Em 1917, houve outra adaptação americana dirigida por Frank Lloyd.

Les Misérables (1917)

Les Misérables (1917)

 

Em 1925, outra produção francesa com quase 6 horas de duração.

Les Misérables (1925)

Les Misérables (1925)

 

Em 1934, outra produção francesa, dessa vez dirigida por Raymond Bernard.

Les Misérables (1934)

Les Misérables (1934)

 

Em 1935, a adaptação americana foi indicada ao Oscar de Melhor Filme e recebeu outras 3 indicações.

Les Misérables (1936)

Les Misérables (1936)

 

 

Adaptação americana de 1952.

Les Misérables (1952)

Les Misérables (1952)

 

Em 1958, nova produção europeia (coprodução francesa, alemã e italiana).

 

Em 1967, a Inglaterra produziu uma minissérie com 10 capítulos, com Frank Finlay (falecido esse ano) como Jean Valjean. Em 1972, a França também produziu um especial para a TV, com duas partes.

Em 1978, uma produção inglesa.

 

Em 1982, uma coprodução franco-alemã.

 

Em 1995, uma produção da Warner, mas trata-se de uma adaptação livre baseada na obra de Victor Hugo.

 

Em 1998, a primeira adaptação a que assisti e aquela que me motivou a ler o livro. Embora seja um filme lindo, ele conta apenas a primeira metade da história.

 

Em 2000, uma minissérie com 4 capítulos, com Gérard Depardieu e John Malkovich.

Les Misérables (2000)

Les Misérables (2000)

 

Em 2012, a adaptação do musical da Broadway para as telas do cinema, tendo sido indicada ao Oscar em 8 categorias e sendo premiada em 3 categorias. Interpretação excepcional dos atores Hugh Jackman, Russell Crowe e Anne Hathaway.

 

Mais do que qualquer adaptação, a obra original é maravilhosa e vale a leitura na íntegra.

 

 

– Sílvia Souza

 

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  Depois de assistir à adaptação de 1998 para o cinema, com Liam Neeson, Geoffrey Rush e Uma Thurman, resolvi ler a obra de Victor Hugo. Meu pai sempre me dizia que era um livro lindo. Comprei uma versão integral que tinha acabado de ser publicada. Ao terminar a obra, dei razão ao meu pai. Ainda hoje, considero […]






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