15.09.2016

 

Imagino que as pessoas que leem o que eu escrevo aqui devam estar cansadas do tema recorrente da Segunda Guerra Mundial. Tento saber o máximo de histórias, olhar tudo o que aconteceu pelos mais diversos ângulos. Talvez algum dia o assunto se esgote para mim. Mas ainda não é o caso.

Este filme não é recente. É um filme de 2008 que eu não vi quando passou nos cinemas e resolvi assisti-lo no final de semana passado. E ele conta uma história real.

Ele aborda a ocupação da Bielorrússia pelos nazistas em 1941. A Bielorrússia já fazia parte da União Soviética e sua invasão levou à entrada do exército soviético ao conflito que acontecia em quase toda a Europa.

De imediato, vários judeus foram assassinados pelos nazistas durante a ocupação e vários foram enviados aos Campos de Concentração. Durante a invasão, quatro irmãos se esconderam na floresta após a ocupação de sua fazenda e da morte dos pais. Acabaram encontrando outros judeus escondidos na floresta e muitos outros chegavam atraídos pelos boatos sobre esse “esconderijo”.

Uma comunidade acabou se estabelecendo em meio à floresta. Eles ajudavam os partisans soviéticos em troca de comida. Muitas vezes, precisavam se deslocar e refazer todo o acampamento por terem sua localização descoberta pelos soldados nazistas.

Os 4 irmãos cuidavam da comunidade e tentavam impor a ordem e as regras. Ele viveram por 4 anos, até o fim da guerra, na floresta na Bielorrússia, onde enfrentaram os invernos rigorosos habitando apenas as casas improvisadas que montaram. Chegaram a construir uma escola e um hospital no último acampamento que levantaram.

Ao todo, cerca de 1.200 judeus acabaram sobrevivendo escondidos na floresta da Bielorrússia durante a Segunda Guerra Mundial.

O filme conta com os atores: Daniel CraigLiev Schreiber e Jamie Bell

Não acho que o filme seja absolutamente excepcional. O que me atraiu realmente foi mais uma abordagem histórica desse período triste da nossa história.

– Sílvia Souza

  Imagino que as pessoas que leem o que eu escrevo aqui devam estar cansadas do tema recorrente da Segunda Guerra Mundial. Tento saber o máximo de histórias, olhar tudo o que aconteceu pelos mais diversos ângulos. Talvez algum dia o assunto se esgote para mim. Mas ainda não é o caso. Este filme não […]



6.09.2016

 

Domingo foi dia de programa com meus filhos e fomos ver “Esquadrão suicida” que já estava quase saindo de cartaz. Minhas expectativas estavam baixas, porque as críticas não estavam muito boas.

Eu gosto dos filmes baseados em heróis e quadrinhos. Gosto de conversar com meus filhos a respeito. Gosto dos personagens, dos efeitos especiais, da diversão. Então, acho que posso dar minha opinião como alguém que vê muito filme de ação e gosta.

Os estúdios que produzem os filmes do universo da DC ainda precisam melhorar muito. Com exceção da trilogia do Batman dirigida por Chris Nolan, que foi absolutamente sensacional, sinto que falta alguma coisa nos filmes com os heróis da DC.

Uma vez, lendo uma crítica sobre o primeiro filme dos Transformers, o jornalista escreveu que apesar do filme ser sobre máquinas e ser quase todo feito com computação gráfica, o que realmente agradava no filme eram os atores reais, era a parte humana do filme. E esse aspecto é essencial. Além é claro de um bom roteiro e de cenas de ação que sejam envolventes.

Neste filme, o que mais salva a história são as atuações do Will Smith e da Margot Robbie. Eles conseguem dar vida e emoção aos personagens que interpretam. Apesar de ter havido muitos comentários sobre o Jared Leto no papel do Coringa, eu, particularmente, não gostei.

Também não gostei das cenas de ação, com tantos momentos em câmera lenta e com uma trilha sonora que não achei condizente. Não sei explicar melhor. Simplesmente, achei que não deu vida às cenas de ação.

E, por fim, uma coisa que a Marvel já conseguiu inserir bem em seus filmes, mas que a Warner/DC ainda não soube, é um pouco de humor. Algumas tiradas de humor, algumas risadas entre as cenas pesadas de ação e morte, ajudam muito a criar um envolvimento. “Deadpool” foi um filme absolutamente violento e, ao mesmo tempo, divertido por causa das cenas mais descontraídas. Nos filmes dos Vingadores, também soube-se usar muito bem os talentos dos atores, inclusive para cenas bem humoradas.

Imaginei que este filme, no qual os personagens são vilões terríveis, contaria com cenas divertidas, especialmente porque os personagens podiam fugir do politicamente correto. E estas cenas acontecem poucas vezes, sem conseguir mudar o estado de espírito dos espectadores.

Valeu a diversão com meus filhos. Não achei o filme péssimo. Mas acho que a DC precisa trabalhar melhor os roteiros e as cenas se quiser fazer frente aos filmes da Marvel.

 

 

  Domingo foi dia de programa com meus filhos e fomos ver “Esquadrão suicida” que já estava quase saindo de cartaz. Minhas expectativas estavam baixas, porque as críticas não estavam muito boas. Eu gosto dos filmes baseados em heróis e quadrinhos. Gosto de conversar com meus filhos a respeito. Gosto dos personagens, dos efeitos especiais, […]


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30.08.2016

 

Acho que eu não esperava ser tão surpreendida no final deste filme como eu fui. Um filme absolutamente incrível com atores espetaculares: Christopher Plummer e Martin Landau.

Christopher Plummer interpreta Zev Guttman, um judeu, ex prisioneiro do campo de concentração de Auschwitz, que, com cerca de 90 anos, sofre de demência. Ele mora em um lar para idosos e sua esposa faleceu há 1 semana. Após a morte da esposa, ele tinha prometido a um amigo que iria atrás no responsável pela morte de suas famílias durante a guerra. Este homem, que tinha sido responsável por um dos blocos de Auschwitz, também tinha emigrado para os Estados Unidos usando os documentos de um dos prisioneiros.

Zev sai sozinho do lugar onde morava, sem avisar o filho nem deixar um bilhete, e viaja pelos Estados Unidos e Canadá atrás de 4 homens que tinham assumido a mesma identidade. E ele segue sozinho sem se lembrar nem mesmo da morte da esposa. O amigo, Max, deixou tudo organizado, todos os hotéis reservados, os transportes alugados, tudo pago e programado. E deixou todas as instruções escritas em uma carta que passa a ser essencial para Zev, porque a carta conta sobre a morte da esposa e o que exatamente ele está buscando.

Este filme incrível manteve-me hipnotizada durante seus 94 minutos. Ele mostra o envelhecimento, a demência, a perda das capacidades físicas e mentais, e, ainda assim, a busca pela vingança de uma época terrível que não pode ser apagada da mente das pessoas. Cada um dos homens que esteve na guerra, prisioneiros ou soldados, reconstruiu sua vida, casou, teve filhos e chegou à velhice. E, ainda assim, são assombrados por aquele passado, por todo o sofrimento e as crueldades que sofreram ou cometeram. Mesmo os antigos soldados sofriam ao enfrentar os fantasmas do passado, as mortes pelas quais eram responsáveis e as torturas que tinham implementado.

Imagino que nenhuma pessoa que tenha enfrentado o período da guerra tenha saído vencedor. Imagino que as dores da alma, os pesadelos incessantes, as imagens tormentosas permaneceram assombrando cada momento de silêncio ou de solidão.

E, mesmo depois deste período sombrio da História, ainda podem ser encontradas pessoas que admiram o que aconteceu… que comemoram, dão risadas, como aparece no próprio filme, em uma das casas que Zev visita. O homem que tinha estado na guerra tinha falecido havia pouco tempo; mas o filho mantinha com orgulho a bandeira nazista, o livro de Hitler e outras lembranças da Alemanha nazista e das histórias “engraçadas” que o pai gostava de contar sobre os terrores cometidos contra os prisioneiros.

O filme é realmente muito bom. E guarda grandes emoções para o final.

Totalmente recomendado.

 

– Sílvia Souza

 

  Acho que eu não esperava ser tão surpreendida no final deste filme como eu fui. Um filme absolutamente incrível com atores espetaculares: Christopher Plummer e Martin Landau. Christopher Plummer interpreta Zev Guttman, um judeu, ex prisioneiro do campo de concentração de Auschwitz, que, com cerca de 90 anos, sofre de demência. Ele mora em um lar para […]






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