27.09.2016

 

Adoro os filmes de heróis. Sempre gostei. Tive a sorte de ter dois meninos que gostam muito dos personagens da Marvel e da DC e outros tantos que existem. Pode ser que eles gostem por influência minha e do pai. Talvez. Eu comprava todos os bonecos dos heróis (e vilões) quando eles eram pequenos. Alguns muito raros, que nem existiam mais.

Quando meu filho mais velho tinha 4 anos, o pai fez questão de comprar um PS2. Disse que era para o Gabriel e deu como presente de Natal. Aos poucos, o PS2 se tornou uma diversão de família; jogávamos os 3. Entre os jogos preferidos estavam Shrek, Asterix e Obelix e o maravilhoso X-Men Legends.

Eu já era fã dos X-Men desde minha época de faculdade. Assisti a todos os filmes deles e jogamos X-Men Legends 1 e 2 até o final, além de Ultimate Alliance 1 e 2, também até o final. Nessa época, o Guilherme já estava maior e jogávamos os 4 no PS3.

Será que é condenável que pai e mãe jogassem estes jogos violentos com os filhos pequenos?

Era nossa diversão. Incorporávamos os heróis. Eu adorava jogar com a Storm. Mas jogava com outros personagens também. Passei a conhecer o mundo dos personagens da Marvel e, em especial, o universo dos X-Men como nunca tinha imaginado conhecer.

Não tive a chance de ver esse filme no cinema. Estava esperando sair na TV e pude vê-lo com meus filhos (que já tinham assistido 2 vezes no cinema com o pai e com os amigos). Finalmente chegou a minha vez de ver também.

Sou fã dos atores James McAvoy e Michael Fassbender. Eles estão excelentes nos papeis dos amigos (rivais) Professor Xavier e Magneto. E o vilão do filme é o terrível Apocalipse, o vilão dos vilões. 

Eu adorei. Como adorei todos os filmes dos X-Men. Mas como fica claro pelo que escrevi até aqui, sou suspeita para dar minha opinião. Porque os X-Men são o misto de heróis e anti-heróis, com seus problemas psicológicos, familiares, emocionais que se assemelham aos nossos problemas; não são necessariamente bons ou ruins; alguns deles circulam no combate ao bem ou ao mal, mudam de lado, aliam-se quando há necessidade. E, por causa de tudo isso, gosto de me imaginar entre eles e, através dessa fantasia, escapar do mundo real, onde afinal temos pessoas de fato únicas, por causa das mutações e combinações variáveis de cada código genético.

Assistindo ao filme com meus filhos, entramos novamente no meu mundo da fantasia, naquele em que posso ser mais que humana e dar vazão ao que tenho de mais diferente e exclusivo.

 

  Adoro os filmes de heróis. Sempre gostei. Tive a sorte de ter dois meninos que gostam muito dos personagens da Marvel e da DC e outros tantos que existem. Pode ser que eles gostem por influência minha e do pai. Talvez. Eu comprava todos os bonecos dos heróis (e vilões) quando eles eram pequenos. […]



22.09.2016

 

No início do filme, falava que ele era baseado em uma história real. Não fui verificar.

Trata-se da história de uma mulher muito rica, cujo casamento aconteceu na base de uma troca: ela recebeu um título de Baronesa do marido e ele teve acesso ao dinheiro da esposa. Mas ela o amava de verdade. E tudo o que fazia era para chamar atenção do marido e tentar preencher sua própria solidão. O filme se passa na década de 1920, na França.

A principal coisa em que Marguerite Dumont emprega seu tempo é a música. Ela é uma grande admiradora de Ópera e coleciona partituras originais, vestuários e peças de decoração usadas nas montagens. E ela canta. Sem nunca ter recebido aulas ou orientação, ela canta as óperas que tanto admira. E ela acredita que canta bem. E nunca, ninguém teve a coragem de lhe dizer a verdade: de que é totalmente desafinada.

Mas Marguerite tem uma qualidade maravilhosa: ela é uma pessoa doce, compreensiva e sempre pronta a ajudar quem quer que seja. Quem se aproxima dela, geralmente por interesse, e tem a chance de conhecê-la de fato, consegue admirá-la de verdade.

O filme é muito bonito, com figurinos lindos e realizado com muita sensibilidade por Xavier Giannoli. A atriz que interpreta Marguerite é Catherine Frot

Eu fiquei pensando nessa questão da personagem principal não conseguir perceber que canta mal, no fato de não escutar sua própria voz. É claro que esta é uma situação extrema. Mas a verdade é que não sabemos exatamente como somos. Não nos escutamos como os outros nos escutam. Não sabemos exatamente quais são os nossos cheiros, porque nosso receptores olfativos não sentem bem os odores habituais. Geralmente, não sabemos as expressões faciais que fazemos ao falar, não nos vemos quando comemos, não notamos nossas pequenas manias. Acabamos sendo desconhecidos para nós mesmos. É claro que somos capazes de ter uma noção bastante precisa se prestarmos atenção.

Mas será que todas as pessoas olham para si mesmas de verdade? É mais cômodo assumirmos que fazemos tudo da forma correta e olhar para os outros, fazer julgamentos e críticas. Quem tem o direito de condenar outra pessoa? Quem está isento de todo tipo de falta?

Na minha opinião, é importante haver alguém que nos sinalize as coisas que podemos e devemos corrigir, melhorar, mudar. Mas existem as coisas que apenas indicam quem somos, nosso jeito de ser, nossa marca. Será que existe necessidade de que todas as nossas pequenas imperfeições sejam apontadas e criticadas? O que isso acrescenta em nossas vidas? O que acrescenta de bom na vida daqueles que nos criticam?

Todas estas reflexões vieram com o filme… Porque Marguerite é uma mulher sensível e gentil com todas as pessoas; e ela é tratada com crueldade por pessoas próximas e em quem ela confiava. Eu sei que o fato de sermos gentis não significa que receberemos gentilezas… Mas se cada um olhasse mais para si mesmo, para corrigir os próprios defeitos e aceitando mais os outros com gentileza, o mundo seria muito melhor.

 

 

 

  No início do filme, falava que ele era baseado em uma história real. Não fui verificar. Trata-se da história de uma mulher muito rica, cujo casamento aconteceu na base de uma troca: ela recebeu um título de Baronesa do marido e ele teve acesso ao dinheiro da esposa. Mas ela o amava de verdade. […]



19.09.2016

 

Não sei se a tradução do título foi feita antes para o livro ou para o filme. Independente de onde tenha partido a ideia, tenho que confessar que não gostei nem um pouquinho do título em português. Nem mesmo me daria ao trabalho de assistir ao filme se a Kate Winslet não fosse a protagonista. E depois vi que ele também estava muito bem avaliado no IMDb. Acho que o filme nem ficou por muito tempo em cartaz nos cinemas; também não me atraiu na época.

Em inglês, o título é “The Dressmaker”, que poderia corresponder a “A Costureira” ou “A Modista”. Entendo que também não seria um nome muito glamouroso. Mas “A vingança está na moda” não dá uma ideia exata da beleza do filme.

A história é baseada no romance de Rosalie Ham, publicado em 2000. Ela se passa em um pequeno vilarejo no interior da Austrália, no qual as pessoas são fúteis, gostam de falar da vida alheia e escondem a realidade de suas vidas, acomodados às aparências.

Tilly Dunnage (Kate Winslet) resolve voltar à cidade 20 anos após ter sido mandada embora, acusada de ser a responsável da morte de um menino que estudava com ela. Ela fora enviada ao interior da Inglaterra, de onde fugiu em direção a Londres, Milão e, finalmente, Paris. Munida de sua máquina de costura e seu requinte único, ela volta em busca de respostas, porque não sabe exatamente o que aconteceu para que fosse separada da mãe e punida daquela forma.

Ela impressiona as mulheres provincianas de Dungatar com seus conhecimentos das últimas tendências da moda e vai, pouco a pouco, tentando se inserir à vida do lugar. Embora todas as mulheres queiram seus serviços, ela nunca é tratada como uma igual e é sempre desconsiderada por causa desse passado desconhecido.

Aos poucos, as lembranças vão voltando à memória de Tilly e ela consegue respostas que nunca teria imaginado. Em meio a essa vivência, consegue corrigir injustiças que algumas mulheres sofriam, justamente aquelas que eram mais sinceras e honestas nas relações.

Com humor negro e um tom satírico leve, o filme vai se desenrolando de forma intrigante, contendo histórias de amor, aceitação e vingança em meio às fofocas do pequeno vilarejo.

O filme vai muito além de vingança, que nem mesmo é o propósito inicial dela. Acabei sendo surpreendida em muitos momentos e o desenvolvimento é totalmente inesperado. E também não é uma Comédia, como está classificado na sinopse da TV a Cabo.

Não li o livro. Mas o filme é realmente muito bom.

 

  Não sei se a tradução do título foi feita antes para o livro ou para o filme. Independente de onde tenha partido a ideia, tenho que confessar que não gostei nem um pouquinho do título em português. Nem mesmo me daria ao trabalho de assistir ao filme se a Kate Winslet não fosse a […]






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