19.08.2016
"Innocence" de Ephrem Kouakou

“Innocence” de Ephrem Kouakou

 

Mais uma vez, destino uma das minhas publicações a uma voz distante que queria falar de amor. Provavelmente, minha tradução não conseguiu manter a mesma beleza, a mesma poesia que está presente na versão original. De qualquer forma, achei que valeria muito a pena deixar esta mensagem registrada aqui.

 

Je Ne Suis Rien, Sans Le Sentiment Que Je Ressens!

Aimer à une distance incalculable, aimer une personne qui se trouve de l’autre côté du monde demande la plus grande et sincère rectitude dans le comportement et dans la vision personnelle de la vie. Aimer ça engage une maturité hors norme dans lequel sont renfermées de mauvaises expériences vécues. Des personnes qui aiment regrettent d’avoir aimé… Je me mets à rire, à me moquer de quiconque regrette d’avoir aimé. Moi je ne ferai jamais regretter les sentiments que j’ai eu, ou que j’ai pour n’importe qui. Pourquoi? Parce que la vie est une chose vaine sans ressentir le moindre amour. Ne pas être amoureux, c’est ne pas exister, c’est ignorant, c’est ne pas savoir que la couleur jaune et rouge donnent la couleur orange. En d’autres termes, je veux faire comprendre que ne pas être amoureux, c’est ne pas vraiment exister… Visitons notre vie, et vérifions lequel des moments était agité, lequel des moments était intéressant, lequel des moments on se sentait vivant, oui très vivant? Ce temps là nous le connaissons tous, et nous avons bien que le temps où nous avons été amoureux a été ou est le moment où l’on se sent vivant, et même très vivant. Prendre le risque d’aimer n’a jamais été une décision facile, c’est vrai. Mais ça sert a quoi de rester inexistant tout en respirant? Moi personnellement je pense bien qu’aimer fait partie de la vie d’une personne. Je me suis toujours senti homme, je sens la douleur du cœur, je sens le chagrin, mais il faut toutefois rester positif et savoir qu’on connaît aussi la joie. Je continue de connaître la joie. Je suis amoureux, et la distance est tellement énorme que je pensais ne jamais tenir le coup, tant cette femme me fascine. Mon cœur est lourd, parce que le chagrin, la tristesse, et la joie habitent à la fois ce cœur. Mais d’aucun cas je ne regrette ce que je ressens parce cela en vaut la peine. Il faut toujours louer la personne dont on est amoureux, la personne qui nous fait rêver, la personne qui nous rends heureux parce que tout le sentiment du bonheur qu’on ressent ressort de la personnalité de notre partenaire. Cette femme est belle, intelligente, intellectuelle, très sensible et courageuse, surtout respectueuse. Elle fait battre mon cœur, même quand je dors je le sens battre. Mes yeux ne font que l’admirer tant qu’elle se trouve devant moi. Dans mes pensées, il y a une grande place. Autrement dis ma capacité de réflexion a une petite marge, alors je suis fou amoureux d’elle. Tout mes sens bougent, toute ma vision de la vie se repose en elle. Mes ambitions se marient a sa personnalité, a ses choix, a sa volonté d’être avec moi. Parce que rien que de l’entendre me rend le cœur paisible, sa voix est si douce et innocente, son corps dont je suis fier corps est la chambre la plus belle que je visiterai bientôt. Et cela, elle ne le regrettera point! Cher lecteur ou lectrice, tout ce qui arrive n’est jamais du hasard, c’est bien ce que la vie nous offre. Il faut savoir exploiter tout que la vie nous offre. Il y a forcément de bonnes personnes. Chercher a connaître une personne ne coûte rien, il faut positiver dans n’importe quelle situation. On a le temps, on a le choix, on a la force de croire en tout si on le veut vraiment. Tout dépend de nous. Aimer, est la chose la plus mystérieuse qui soit et le sentiment le plus naturel qui soit. Heureuse journée tous!

– Constant

 

[Eu não sou nada sem o sentimento que tenho em mim!

Amar a uma distância incalculável, amar uma pessoa que está do outro lado do mundo, exige a maior e mais sincera retidão no comportamento e na visão pessoal da vida. Amar desta forma demanda uma maturidade extraordinária na qual estão contidas as más experiências que foram superadas.

Existem pessoas que se arrependem de ter amado… Eu rio, acho engraçado alguém se arrepender de ter amado. Eu nunca vou me arrepender dos sentimentos que tive, ou tenho em relação a qualquer pessoa. Por quê? Porque a vida não tem sentido sem a presença do amor. Não estar apaixonado é não existir, é ser ignorante, é não saber que a mistura do amarelo ao vermelho faz o laranja. Em outras palavras, não amar é não existir…

Vamos visitar a nossa vida e verificar quais foram os momentos agitados, interessantes, momentos em que nos sentimos vivos, realmente vivos? Estes momentos, todos nós conhecemos; os momentos em que amamos alguém são os momentos em que nos sentimos mais vivos, mais animados.

Assumir o risco de amar nunca foi uma decisão fácil, é verdade. Mas de que serve continuar sem existir, mesmo que se respire? Eu, pessoalmente, acho que amar é parte da vida de uma pessoa. Sempre me senti homem, sinto a dor do coração, eu sinto a ferida, mas devo, no entanto, permanecer positivo, porque, no amor, conhece-se também a alegria. Eu continuo a experimentar a alegria.

Estou apaixonado, e a distância é tão grande que eu pensei que não iria suportar, tanto esta mulher me fascina. Meu coração está pesado porque o sofrimento, a tristeza e a alegria vivem neste coração ao mesmo tempo. Mas eu não lamento nunca o que eu sinto, porque vale a pena.

É preciso sempre dizer à pessoa por quem se está apaixonado, o quanto ela nos faz sonhar, o quanto nos faz feliz, porque todo sentimento de felicidade que sentimos tem origem na personalidade de quem amamos. Esta mulher é bonita, inteligente, intelectual, sensível e corajosa, especialmente respeitosa. Ele faz meu coração bater; mesmo quando estou dormindo, sinto as batidas. Meus olhos sabem apenas admirá-la quando ela está na minha frente. Na minha mente, há um lugar enorme. Ao contrário, minha capacidade de pensar está reduzida, porque estou loucamente apaixonado por ela. Todos os meus sentidos se movem, toda a minha visão da vida está focada nela. Minhas ambições combinam com a sua personalidade, as suas escolhas, o seu desejo de estar comigo. Porque nada me acalma mais o coração do que escutar sua voz, uma voz doce e inocente.

Caro leitor ou leitora, tudo o que nos acontece não é por acaso, é o que a vida nos oferece. Deve-se saber aproveitar o que a vida nos oferece. Sempre há pessoas boas. Procurar conhecer as pessoas não custa nada; deve-se ser positivo em qualquer situação. Nós temos tempo, podemos escolher, temos a força para acreditar em tudo, se realmente quisermos. Tudo depende de nós. Amar é a coisa mais misteriosa que existe e, ao mesmo tempo, é o sentimento mais natural que existe.

Um dia maravilhoso a todos!]

 

 

  Mais uma vez, destino uma das minhas publicações a uma voz distante que queria falar de amor. Provavelmente, minha tradução não conseguiu manter a mesma beleza, a mesma poesia que está presente na versão original. De qualquer forma, achei que valeria muito a pena deixar esta mensagem registrada aqui.   Je Ne Suis Rien, […]



5.08.2016

 

Há um tema sempre recorrente nas minhas reflexões e em diálogos com pessoas próximas: as relações entre as pessoas e o quanto vale a pena estarmos cercados de amigos ou termos um amor apenas para evitar a solidão.

Eu sei que muitos fazem isso, porque abominam a possibilidade de ficarem sozinhos. Acho que a maioria tem medo da solidão porque tem medo de olhar para dentro de si mesmo; nem sempre é agradável o que vemos, em especial se nunca paramos efetivamente para analisar quem somos, o que queremos e qual é o sentido de cada uma das nossas atitudes.

Eu sofri muito com a solidão. Custou-me aceitá-la e aprender a extrair dela ensinamentos para minha vida e para que eu me tornasse uma pessoa melhor. Antes disso, eu fazia de tudo para me cercar de pessoas e tentava fazer o que estivesse ao meu alcance para agradar os outros apenas para evitar ficar só. Mas quando fazia isso, acabava preenchida pela sensação incômoda de desrespeito por mim mesma; e se eu não tinha respeito por mim, como poderia esperar que outros tivessem?

Passei a perceber que uma amizade verdadeira ou um amor verdadeiro não deveria exigir tamanho esforço e eu não deveria ser obrigada a “pagar” para ter alguém perto de mim. Parece uma coisa tão óbvia, não é? Mas nem sempre é fácil perceber que esse processo está acontecendo. Tudo se passa no subconsciente, no mais profundo de nós mesmos.

Foi difícil, mas quebrei esse padrão. Aceitei a solidão e aprendi a olhar para mim mesma e analisar como sou, do que gosto, o que quero, quais são meus valores reais e meus objetivos de vida. Percebi que a solidão é parte de quem somos; nascemos sozinhos e morreremos sozinhos e ninguém nos ajuda efetivamente nesses dois momentos cruciais da nossa vida. E se não nos preparamos, aprendendo a viver só, o momento da morte pode ser muito doloroso e desesperador.

Caso eu encontre alguém para ser meu parceiro nos anos que se seguem, não deverá ser qualquer “alguém” apenas para acalmar minhas carências ou “alguém” cheio de carências próprias e que queria dividi-las. Quero uma pessoa completa, que saiba lidar com seus próprios problemas, que já tenha olhado para dentro de si mesmo, que conviva bem com sua solidão, e que queira dividir momentos, alegrias, tristezas… compartilhar, estar junto, aprendendo a respeitar o momento individual do outro.

Sei que muitas pessoas não concordam comigo. Sei que existem aqueles que me acham muito isolada do mundo, porque não aceito as relações superficiais, as falsidades e as conversas fúteis. Sei que o mundo é assim. E, por isto, existem aqueles que acham que eu deveria ser um pouco mais flexível para poder “me enquadrar”. Eu cansei de tentar me enquadrar. Se eu tiver que aceitar tudo isso para pertencer ao mundo de forma completa, então, prefiro ser sempre uma outlier.

Prefiro ficar só ou, sendo autêntica, acabar encontrando outras pessoas isoladas e que se pareçam comigo. Quem sabe poderei ter meu próprio grupo, minha própria comunidade. Mas sendo sempre eu mesma.

 

 

  Há um tema sempre recorrente nas minhas reflexões e em diálogos com pessoas próximas: as relações entre as pessoas e o quanto vale a pena estarmos cercados de amigos ou termos um amor apenas para evitar a solidão. Eu sei que muitos fazem isso, porque abominam a possibilidade de ficarem sozinhos. Acho que a […]



4.08.2016
"O Banquete" de Anselm Feuerbach

“O Banquete” de Anselm Feuerbach

 

O Banquete, de Platão, descreve um jantar ocorrido na casa de Agatão, discípulo de Sócrates. Lá, os dois e mais Fedro, Pausânias, Erixímaco (o médico) e Aristófanes (o poeta) irão discursar sobre o amor ou a amizade.

Os discursos sobre o amor iniciam com Fedro. A seguir, discursa Pausânias e Erixímaco. O próximo será Aristófanes. Para Aristófanes, Eros é um anseio, uma busca metafísica do homem por uma totalidade do Ser. Uma das coisas que revela isso é a saudade dos amantes que desejam não se separar em tempo algum: não se trata somente de algo corporal, mas de algo que une as suas almas ou, dizendo de outra forma, complemento que uma alma busca na outra. Diz-nos Aristófanes:

Quando acontece encontrar alguém a sua metade verdadeira, de um ou de outro sexo, ficam ambos tomados de um sentimento maravilhoso de confiança, intimidade e amor, sem que se decidam a separar-se, por assim dizer, um só momento. Essas pessoas, que passam juntas a vida, são, precisamente, as que não sabem dizer o que uma espera da outra. […] E a razão disso é que primitivamente era homogêneo. A saudade desse todo e o empenho de restabelecê-lo é o que denominamos amor.

(…)

Falo em tese, tanto do homem como da mulher, para afirmar que nossa espécie só poderá ser feliz quando realizarmos plenamente a finalidade do amor e cada um de nós encontrar o seu verdadeiro amado, retornando, assim, à sua primeira natureza.

A seguir discursam Agatão e Sócrates.

Mas eu queria pegar o exemplo desse amor romântico descrito por Aristófanes, de que buscamos a nossa metade, o(a) outro(a) que vai nos completar no corpo e na alma.

Não há dúvida de que esse pensamento é totalmente irreal, principalmente no mundo de hoje em que praticamente metade dos casamentos de desfazem ao longo dos anos de convivência. Vamos mudando e, de repente, nos damos conta de que aquele que achávamos que era nosso complemento não é mais. De um momento para outro percebemos que não há mais nada em comum.

Entretanto, por mais estranho e pouco racional que possa parecer, eu acredito um pouquinho nisso. Percebo que estou sempre em busca desse complemento, mesmo que ele tenha mudado ao longo dos anos da minha vida. Eu sei que esse mito não é real; sei que esse é um pensamento romântico difundido pelo cinema e seus contos de fadas modernos. Sei que a vida não é assim.

No meu caso, nestas brigas entre a razão e a emoção, a emoção costuma sempre ser a vencedora. E me pego sonhando que a pessoa que me cabe neste momento da minha vida possa estar distante, em um país do outro lado do oceano. Ou pode ser alguém que não esteja mais esperando por mim, porque ele não acredita no amor descrito por Aristófanes. Ou pode ser alguém muito mais jovem; ou quem sabe muito mais velho. Estaria em um mosteiro ou desaparecido em algum deserto?

A questão é que, independente de encontrar a minha metade dessa fase da minha vida, sei que não quero estar com alguém apenas por estar. Sei que não quero um homem ao meu lado apenas para mostrar aos outros que não estou sozinha. Não quero relações superficiais, falsas, embasadas em aparências ou carências mútuas. Não quero o sexo desprovido de sentimento.

Mesmo que não exista a alma complementar à minha, quero encontrar pessoas sinceras, que acreditem no mesmo que eu, que saibam ser gentis, que se emocionem com as pequenas belezas de todos os dias. Não preciso encontrar parceiros; posso simplesmente encontrar amigos, mas que saibam me entender e me respeitar.

Enquanto isso, estou buscando o encaixe perfeito para cada uma das sinuosidades da minha alma, que estão em constante transformação.

 

– Sílvia Souza

 

Rosa

  O Banquete, de Platão, descreve um jantar ocorrido na casa de Agatão, discípulo de Sócrates. Lá, os dois e mais Fedro, Pausânias, Erixímaco (o médico) e Aristófanes (o poeta) irão discursar sobre o amor ou a amizade. Os discursos sobre o amor iniciam com Fedro. A seguir, discursa Pausânias e Erixímaco. O próximo será Aristófanes. Para […]






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