26.09.2016

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A tristeza da sua ausência

Saudade infinita

Falta dos seus beijos e abraços

Seu carinho apenas em sonhos

Não foi difícil dar nome a esse sentimento

Algo assim, de tamanha beleza,

Apenas poderia ser amor.

Pensei em contar nossa história

Escrever um livro contendo a melodia da nossa vida

Dançar uma valsa, rodar no salão,

Abraçada a você, com meu sapato de cristal

Inocência de um conto de fadas

Jardim de flores perfumadas

Iluminado pela luz da lua e enfeitado pelo céu de estrelas

Caminhamos juntos, com sorriso nos lábios,

Cercados pelo perfume

O silêncio é quebrado apenas pelos sons da natureza

Seus olhos brilham da alegria do momento

Fascinação exercida pelo encanto das fadas

Aquelas que afastam a melancolia

E, com extrema sensibilidade,

Trazem a candura da gentileza.

E, com o movimento nobre de um cavalheiro,

Com toda a calma e paciência,

Você espera o despertar do meu desejo.

Esperança e suspense do futuro que está por vir.

– Sílvia Souza

 (texto escrito em 01/06/2013)

Reflexões e Angústias

  A tristeza da sua ausência Saudade infinita Falta dos seus beijos e abraços Seu carinho apenas em sonhos Não foi difícil dar nome a esse sentimento Algo assim, de tamanha beleza, Apenas poderia ser amor. Pensei em contar nossa história Escrever um livro contendo a melodia da nossa vida Dançar uma valsa, rodar no […]



24.09.2016
"The Russian Province" de Konstantin Yuon (1922)

“The Russian Province” de Konstantin Yuon (1922)

 

Quando somos jovens e encontramos uma paixão, não conseguimos tirar aquele véu colorido da frente dos olhos; o véu que faz com que o objeto da nossa paixão ganhe uma aura encantada; o véu que esconde todos os defeitos e exalta todas as qualidades. Esse véu transforma aquela pessoa comum em um ser especial, o ser que se encaixa perfeitamente aos nossos sonhos e desejos.

A culpa de não enxergamos perfeitamente o outro não é nossa nem do outro. É simplesmente por causa desse véu da paixão que deturpa a visão da realidade.

Mas existe uma pressa em constituir família. Todos cobram. O desejo de ter filhos chega. O receio de não encontrar outra pessoa fala mais alto. E os dois apaixonados, com suas visões transformadas, casam-se e fazem a promessa de amor eterno.

O problema é que o véu vai se desfazendo; as cores brilhantes vão se apagando. E chega um dia em que ele não existe mais. E passamos a realmente ver a pessoa para quem fizemos todas aquelas promessas. Será que, quando nossa visão torna-se nítida, desejamos confirmar nossas juras? Ou estamos arrependidos? Se estivermos arrependidos, teremos coragem de romper com a nossa palavra para escolhermos outro caminho ou permaneceremos na mesma companhia, acreditando sermos capazes de reacender a paixão ou de viver do carinho que porventura exista?

Aquele que tem a felicidade de olhar para o parceiro, vê-lo de verdade e, ainda assim, ter a certeza da escolha que fez, consegue transformar seu amor juvenil, sua paixão inconstante, em um amor maduro.

Não acredito que esse amor maduro dependa da idade. Entendo esse amor maduro como aquele que permite enxergarmos o outro sem o véu mágico que enfeita tudo; vemos as qualidades, os defeitos, a realidade crua do dia a dia, e, ainda assim, apesar de todas as falhas que todos temos, ainda amamos aquela pessoa e queremos passar a vida ao lado dela.

Apesar de não achar que dependa da idade, acredito que as pessoas com maior vivência e maturidade tenham uma facilidade maior de desenvolver esse tipo de amor mais rápido e de mantê-lo com maior entrega e sinceridade.

De repente, esse amor surge. Aparece em nossa frente em um encontro casual e inesperado. Tentamos fazer o oposto do véu mágico da paixão, e passamos a tentar olhar com véus sujos e sombrios, no desejo de intensificar os defeitos e evitar que o amor cresça. Mas ele teima em ficar, porque é tarde demais. Já conseguimos ver o outro, ver a alma, o todo, compreendê-lo e acolhê-lo. Não existe volta. O amor maduro não se rompe com tanta facilidade quanto uma paixão intensa e breve. Ele insiste em ficar, porque ele é real e palpável e, nesse caso, o substantivo “amor” não deveria ser abstrato. Ele está ali, vivo, pulsando e crescendo.

Não importa que o outro não sinta o mesmo amor maduro. Importa o nosso. Aquele que nos ocupa e preenche. Aquele que nasceu, cresceu e ficou.

Outras paixões podem vir. Outros encantos. Outros carinhos.

Mas amor maduro mesmo, devem ser bem poucos que cabem dentro da gente.

– Sílvia Souza

REFLEXÕES E ANGÚSTIAS LOGO PEQUENA

 

 

  Quando somos jovens e encontramos uma paixão, não conseguimos tirar aquele véu colorido da frente dos olhos; o véu que faz com que o objeto da nossa paixão ganhe uma aura encantada; o véu que esconde todos os defeitos e exalta todas as qualidades. Esse véu transforma aquela pessoa comum em um ser especial, […]



13.09.2016
"Little Ann Sucking Her Finger Embraced by Her Mother" de Mary Cassatt (1897)

“Little Ann Sucking Her Finger Embraced by Her Mother” de Mary Cassatt (1897)

 

Na minha opinião, não há nada que dê mais conforto do que um abraço acolhedor.

Nas manhãs em que meus filhos estão aqui comigo e eu tenho a felicidade de estar em casa quando eles acordam, cada um me presenteia com abraços longos e apertados. Nesses dias, sei que meu dia será especialmente bom, porque fico preenchida de boas energias.

Pesquisas mostraram que o abraço (e também a risada) é extremamente eficiente para ajudar na recuperação de doenças, a melhorar da solidão, da depressão, da ansiedade e do estresse.

Um abraço apertado pode trazer os seguintes benefícios:

  1. Ajuda a aumentar os sentimentos de segurança e confiança.
  2. Aumenta os níveis de ocitocina, um hormônio que ajuda a aliviar os sentimentos de solidão, isolamento e raiva. E tudo isso contribui para que nos sintamos bem.
  3. Aumenta os níveis de serotonina, um neurotransmissor que melhora o humor e a sensação de felicidade.
  4. Melhora a autoestima. Desde que nascemos, o toque das pessoas que nos amam mostra que somos amados e especiais. O abraço traz essas lembranças de forma inconsciente e aumenta nosso amor próprio.
  5. Relaxa os músculos e melhora a tensão.
  6. Nos ensina como dar e receber. Ele nos mostra como o afeto é compartilhado pelas duas pessoas.
  7. Ele é como a meditação e a risada; nos ensina como esquecer os problemas e estar plenamente presente no momento do abraço. Ele ajuda a romper os pensamentos repetitivos e nos conecta com nosso coração, nossos sentimentos e nossa respiração.
  8. A energia trocada entre as pessoas que estão se abraçando é um investimento no relacionamento; aumenta a empatia e a compreensão.

Há uma frase da terapeuta americana Virginia Satir que diz:

“Nós precisamos de quatro abraços por dia para sobreviver. Nós precisamos de oito abraços por dia para manutenção. Nós precisamos de doze abraços por dia para crescimento.”

Quando meu filho mais velho nasceu, eu lia muito que não podíamos abraçar demais nem beijar demais os bebês para não lhes transmitir doenças. É claro que eu, como uma mãe zelosa, seguia à risca essas orientações até que não houvesse mais risco.

Quando o segundo nasceu, eu desrespeitei todas as regras e segui meus impulsos e meus instintos. Não há nada melhor do que trocar energias através de uma abraço, passar algo bom, acolher as tristezas, demonstrar segurança, proteção, carinho. Eu sempre fiz questão de abraçar meus filhos. E eles sabem o quanto isso é importante para mim. E eles concordam comigo e compartilham comigo essa troca de afeto diário. Nunca é um esforço. É algo desejado, esperado e repartido com amor.

Já vi campanhas em parques aqui em São Paulo onde grupos de pessoas se colocam com camisetas dizendo “Você já abraçou alguém hoje?” e oferecem abraços. Abraços dados com carinho por desconhecidos no meio de um parque. Não é uma coisa incrível? Você se dispor a dar e receber o afeto de alguém que você nunca viu? Alguém que talvez esteja simplesmente precisando receber um gesto de carinho.

Algumas pessoas têm receio do toque, da proximidade, de se entregar nessa troca com outra pessoa. Talvez sejam aqueles que mais precisem da boa energia e do carinho transmitido em um abraço apertado.

– Sílvia Souza

 

Reflexões e Angústias

  Na minha opinião, não há nada que dê mais conforto do que um abraço acolhedor. Nas manhãs em que meus filhos estão aqui comigo e eu tenho a felicidade de estar em casa quando eles acordam, cada um me presenteia com abraços longos e apertados. Nesses dias, sei que meu dia será especialmente bom, porque […]






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