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Saúde: Prevenindo complicações no Diabetes

Saúde: Prevenindo complicações no Diabetes
Saúde: Prevenindo complicações no Diabetes

O Diabetes mellitus é uma doença crônica que pode levar a complicações ao longo do tempo. Estas complicações incluem:

  1. Doença coronariana (obstrução das artérias do coração), que pode levar a um infarto
  2. Doença vascular cerebral, que pode levar a um AVC ou derrame
  3. Retinopatia (doença nos olhos), que pode levar a cegueira
  4. Nefropatia (doença nos rins), que pode levar à parada do funcionamento dos rins e necessidade de diálise
  5. Neuropatia (doença dos nervos), que pode levar a vários quadros clínicos diferentes, entre eles, a perda de sensibilidade nos pés, com ulceração e necessidade de amputação.

Muitas destas complicações não causam nenhum sintoma no início do quadro. Além disso, a maioria delas pode ser prevenida ou melhorada com o cuidado médico e a monitorização glicêmica regular.

 

Complicações cardiovasculares no diabetes

Algumas medidas são importantes para reduzir o risco de doenças cardiovasculares (doenças do coração e dos vasos sanguíneos):

  1. Parar de fumar
  2. Controlar a pressão arterial com modificações de estilo de vida e/ou uso de medicações
  3. Fazer um exame de sangue para verificar os níveis de colesterol e triglicérides e fazer modificações na dieta se necessário. Algumas pessoas podem precisar de medicamentos quando os valores não ficarem controlados apenas com os cuidados alimentares e a atividade física. No caso de necessidade de medicamento, as primeiras opções são as estatinas, que ajudam a reduzir o risco de infarto e de derrame e reduzem a mortalidade em pacientes diabéticos com mais de 40 anos.
  4. Ácido acetil salicílico (aspirina) está indicado para pacientes com diabetes com doença cardiovascular prévia ou com elevado risco cardiovascular.
  5. Algumas medicações usadas para controlar a glicemia nos pacientes diabéticos têm mostrado proteção cardiovascular. É importante conversar com o médico a respeito.

 

Controle da glicemia no Diabetes

Várias complicações tardias do diabetes são causadas por descontrole da glicemia.

  1. Monitorização da glicemia em casa: este tipo de controle ajuda o paciente a ver como estão seus níveis glicêmicos e, com estas informações, ajustar alimentação, atividade física e medicamentos (sempre com a orientação do médico).
  2. Hemoglobina glicada: o exame de HbA1C (Hemoglobina glicada) é feito em laboratório e ele ajuda a verificar o controle do diabetes no período de 1 a 3 meses. Normalmente, recomenda-se um valor de HbA1C abaixo de 7,0%; mas esse valor pode variar dependendo do paciente. É importante perguntar para o médico qual é a meta para um controle adequado.
  3. Diabetes tipo 1 (DM1): para tratar o paciente com DM1 e controlar sua glicemia, usam-se um ou mais tipos de insulina, que devem ser administradas com injeções subcutâneas ou com o uso de um aparelhinho chamado bomba de infusão de insulina.
  4. Diabetes tipo 2 (DM2): nos pacientes com DM2, em alguns casos, consegue-se um controle adequado da glicemia com mudanças no estilo de vida (cuidados alimentares, atividade física e redução do peso); em outros casos, deve-se associar algumas medicações de uso oral. Em algumas situações, pode também ser necessário o uso de insulina.

 

Complicações visuais no Diabetes

É muito importante que os pacientes portadores de diabetes façam exames periódicos com um Oftalmologista para a pesquisa de complicações e sua detecção precoce. Quando isto é feito, normalmente a retinopatia pode ser tratada e previne-se a perda visual.

O exame visual deve incluir a dilatação das pupilas para que a retina possa ser avaliada adequadamente. Em alguns casos, o médico fotografa a retina para, posteriormente, acompanhar a evolução das alterações. O risco de retinopatia varia de acordo com o tipo e a duração do Diabetes, além de outros fatores pessoais ou de outras doenças associadas.

  1. Diabetes tipo 1: nestes pacientes, a avaliação com Oftalmologista deve ser iniciada 5 anos após o diagnóstico do diabetes, embora geralmente não há necessidade de avaliação antes da puberdade. A frequência das avaliações subsequentes dependerá da avaliação inicial. Normalmente, a avaliação deve ser feita a cada um ou dois anos.
  2.  Diabetes tipo 2: os pacientes portadores de diabetes tipo 2 devem fazer sua primeira avaliação com Oftalmologista assim que descobrem o diabetes. Muitas vezes, essas pessoas podem ter aumento da glicemia há meses ou anos antes de saberem que são diabéticos e pode já haver alteração nos olhos, sem que haja sintomas. A frequência das avaliações subsequentes dependerá da avaliação inicial e das alterações encontradas.

 

Alterações nos pés no Diabetes

Pode haver alterações dos nervos no Diabetes mal controlado, o que pode levar a redução da sensibilidade nos pés e favorecer o surgimento de lesões por causa de um sapato que machuque ou de qualquer outro fator que possa machucar os pés e que a pessoa com diabetes não sente. Além da redução da sensibilidade, algumas pessoas podem ter algum grau de obstrução de pequenos vasos das pernas e dos pés, reduzindo a chegada de sangue para a região. E este é outro fator agravante, porque se uma úlcera (lesão) aparece, a cicatrização pode ficar ainda mais difícil pela falta de circulação de sangue adequada.

É muito importante que os pacientes com diabetes examinem todos os dias os próprios pés. Deve-se olhar entre os dedos e a planta dos pés, procurando por rachaduras, calosidades, úlceras, bolhas, micoses, áreas mais úmidas, com descamação ou avermelhadas. Se necessário, pode-se usar um espelho para avaliar os pés com mais cuidado ou pedir a ajuda de outra pessoa.

Nas consultas médicas, o médico também deve examinar os pés dos pacientes com diabetes, ao menos, anualmente. No exame clínico, o médico avalia as artérias que fazem a circulação de sangue nos pés, além de avaliar qualquer alteração da pele, de lesões, micoses ou outros problemas.

 

Complicações renais no Diabetes

O Diabetes pode alterar a função normal dos rins. Um exame de urina que avalia a quantidade de proteína (albumina) eliminada ajuda a identificar se existe um comprometimento da filtração renal. Quantidades microscópicas de albumina na urina (microalbuminúria) pode ser um indicador precoce da nefropatia diabética. A avaliação periódica da microalbuminúria também ajuda a verificar se está havendo uma piora da nefropatia.

Nos pacientes com diabetes tipo 1, a avaliação renal deve iniciar cerca de 5 anos após o diagnóstico do diabetes; nos pacientes com diabetes tipo 2, assim que o diagnóstico é estabelecido. Se houver presença de microalbuminúria, deve-se intensificar o controle da glicemia, da pressão arterial e dos níveis de colesterol e triglicérides.

Existem medicações que ajudam a melhorar os rins e a reduzir os níveis de albuminúria depois que todas as medidas iniciais forem tomadas.

 

Hipertensão Arterial e outras complicações no Diabetes

Muitos pacientes com diabetes também têm hipertensão arterial. Embora a pressão alta cause poucos sintomas, ela dois efeitos muito prejudiciais para o organismo: ela ocasiona um estresse para o sistema cardiovascular e acelera o desenvolvimento de complicações diabéticas nos rins e nos olhos.

Idealmente, a pressão arterial de uma pessoa com diabetes deve estar abaixo de 130 x 80 mmHg. Quando a pressão está acima de 120 x 80 mmHg, mudanças do estilo de vida já devem ser adotadas, com perda de peso, atividade física, redução do sal na alimentação, interrupção do tabagismo e redução no consumo de bebidas alcoólicas.

Se estas medidas não forem suficientes, pode ser necessário o uso de medicações que ajudem a reduzir a pressão arterial.

 

Gravidez e Diabetes

O controle do diabetes e de suas complicações é extremamente importante para as mulheres que estiverem planejando engravidar, assim como para aquelas que estejam grávidas. O controle adequado antes e durante a gestação ajuda a reduzir o risco de complicações para a mãe e para o bebê.

 

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