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Resposta a uma amiga

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Minha amiga Francine Camargo, do Blog Papo de Fran, respondeu a uma TAG hoje (Tag SCARLET MOON BLOGGER AWARD) que eu respondi há dois dias. Mas o convite dela não foi o de responder à TAG. Ela fez apenas uma pergunta e indicou alguns Blogs, entre os quais o meu, para responder a essa única pergunta dela. Não poderia deixar de atender a um pedido da Fran.

Então, segue a pergunta e minha resposta.

 

Você já abriu mão de um sonho por conta do excesso de solidão que estava sentindo?

Sou uma pessoa de alma solitária. Acho que sempre fui. Mesmo nos momentos em que me encontro cercada de pessoas, tenho sempre a sensação de isolamento. Algo como uma incapacidade de me integrar completamente ao grupo, ao diálogo, ao convívio. Tenho a sensação de que as pessoas não conseguirão entender meus sentimentos, aquilo que se passa comigo, minhas reflexões e opiniões. E, quanto mais o tempo passa, mais aumenta esse sentimento de solidão e mais percebo que, de fato, não consigo colocar em palavras, da forma adequada, a imensidão de sensações que povoam minha alma.

Entretanto, o fato de sempre ter sido uma pessoa essencialmente solitária fez com que meus sonhos fossem compatíveis. Não almejei dar palestras, porque sempre soube que era uma pessoa tímida e que não gostava de exposição. Nunca quis ser a pessoa mais popular em um ambiente.

Hoje em dia, encaro a solidão como uma aliada. Por ter muitos momentos de isolamento, pude me dedicar à leitura, que tanto gosto e ajuda na minha escrita; e, principalmente, tenho meus minutos (ou horas) de silêncio para poder pensar, ter ideias, escrever e tentar (quem sabe) encontrar as palavras que possam descrever o que sinto e o que penso.

Então, concluindo, o excesso de solidão nunca me impediu de perseguir um sonho meu.

– Sílvia Souza

 

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6 Comments
  • Alex André disse:

    Álvares de Azevedo era um solitário, mesmo sendo cercado de amigos, poetas e familiares que o amavam, Silvinha. Eu aprendi a lidar com a solidão também, pois ela sempre me fez companhia.
    Um grande beijo!

    • Então, Alex, as pessoas solitárias parece que têm essa solidão na alma… É como se não encontrássemos ressonância dos nossos sentimentos…
      E vamos aprendendo a trabalhar e viver com esse sentimento.
      Beijo grande!

  • Francine Camargo disse:

    Ah, Silvia, te entendo muito. Já me enxerguei exatamente dessa forma, talvez muito por isso tenhamos esse vínculo. Mas em algum ponto mudei algumas coisas e por alguns anos decidi que a solidão não mais existia na minha vida. Enganei-me, mas para contornar a situação, fiz dela uma aliada, assim como você o fez, e consegui eliminar quase completamente os dias sombrios que eram tão frequentes…

    • Fran, acho que a gente vai aprendendo a tirar as vantagens dessa solidão.
      Acho que os momentos em que menos me sinto só são os momentos em que estou com meus filhos. Tenho a sensação de que eles me entendem de fato e essa “compreensão” ajuda a acolher e aplacar o isolamento.
      Esse mundinho dos blogs também ajudou… Engraçado, não é?
      Beijo!

  • claudio kambami disse:

    Interessante que independente de me sentir solitário ou não, jamais abandonei qualquer sonho de minha vida, alguns até sei serem muito difíceis de serem realizados, mas se os abandonar o que me sobraria para sonhar? Beijos! 😉

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