Dia dos Pais
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Viajei para minha cidade natal para passar o Dia dos Pais com minha família. Como fui sozinha, preferi ir de avião em vez de enfrentar 7 horas de viagem sozinha na estrada. A viagem de ida foi ótima, tranquila e dentro do horário. Fiquei com meu pai e minha família por 2 dias inteiros e na metade do terceiro dia, chegou o momento de voltar para casa. Fiz meu check in com antecedência, cheguei ao aeroporto antes da hora, despachei minha bagagem, passei pela segurança e permaneci sentada aguardando o horário de embarque, tranquila, lendo um livro.

Depois de uns 30 minutos, fomos avisados que o voo tinha saído de São Paulo com atraso e pousaria, portanto, com atraso. Até esse momento, nenhuma novidade. O avião pousou e foi anunciado o embarque próximo. Após alguns minutos, novo aviso: haveria um atraso adicional. Continuamos aguardando pacientemente. Após um atraso de 1 hora, quando já deveríamos pousar em São Paulo, fomos avisados que o voo tinha sido cancelado. Assim, sem mais nem menos. Deveríamos nos dirigir ao balcão da companhia aérea, onde havia apenas 2 moças para resolver o problema de todos os passageiros do voo lotado. O próximo voo disponível para São Paulo? Em 24 horas.

Fiquei próximo ao balcão, escutando as informações passadas aos mais diversos passageiros. Sem muito o que fazer, liguei para os meus pais, avisando que o voo tinha sido cancelado e pedindo que eles fossem me buscar no aeroporto. Decidi resolver tudo por telefone, assim que estivesse de volta na casa deles. Não briguei, não me angustiei, nada. Apenas peguei minha mala e aguardei que eles me buscassem.

Em outra época da minha vida, não muito tempo atrás, eu teria ficado extremamente irritada, teria chorado, gritado que aquilo era um absurdo e exigido uma solução para o meu problema. De que adiantaria tudo isso? Nada. Talvez contribuiria para acelerar um infarto ou alguma outra doença.

Demorou muito para que eu percebesse que existiam fatos que eram alheios ao meu controle. Se algo não depende de mim, se não posso fazer nada para alterá-lo, de que adianta eu perder minha calma, estressar-me e ainda estressar mais ainda outras pessoas que estão lá tentando resolver o problema e que devem ter que lidar com dezenas de pessoas bravas, angustiadas e descontentes?

Eu precisava sim estar em São Paulo ontem. Hoje precisava trabalhar; uma agenda cheia. Entretanto, a angústia não ajudaria em nada a resolver o problema. Fui para a casa dos meus pais, após atrapalhar o almoço deles, e me sentei para telefonar para a companhia aérea com calma. Em meio a esta tentativa de resolução, surgiu uma ideia: de seguirmos de carro até São Paulo, já que meus pais precisariam estar na capital em 2 dias. Às 16:30, iniciamos nossa viagem. Às 23:00, chegávamos à minha casa. Uma viagem bastante longa, cansativa, em uma estrada boa, mas com tráfego intenso. Chegamos cansados, mas todos bem.

Apesar de tudo, sentia-me bem e com um sentimento de vitória… a vitória de ter me mantido controlada, tranquila, com a percepção correta dos fatos e daquilo que estava fora da minha alçada de resolução.

 

 

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2 Comments
  • Carlos Moya disse:

    Ola Sílvia estou feliz que você teve tranquilidade suficiente para encontrar uma alternativa para o problema do transporte e, embora cansada vai voltar para casa com segurança. Um beijo

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