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Pokémon GO

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Eu sou uma mãe de 45 anos com filhos de 15 e 12 anos. Venho acompanhando a história do Pokémon e, especificamente, do Pokémon GO há mais de 1 ano. Acredito que a maioria das pessoas que passe pelos blogs seja composta de jovens e que devem saber tudo sobre o fenômeno Pokémon GO. Mas eu quis saber um pouco mais a respeito e fiz uma entrevista com 2 jovens muito bem informados: meus filhos.

Eu não conferi pessoalmente as informações que coloco aqui. Apenas organizei tudo o que eles me contaram.

A franquia Pokémon foi lançada pela primeira vez em 1996 como um jogo de videogame. Após o sucesso inicial, criou-se o anime, o jogo de cartas e o mangá. O sucesso permaneceu até 2002 ou 2003, quando estava na 3a. Geração. Mas, mesmo com a diminuição das vendas, a Nintendo não desistiu de desenvolver novos jogos e de investir na franquia.

A partir de 2007, aproximadamente, as gerações mais novas voltaram a se interessar pelos Pokémons, favorecendo a novos investimentos da Nintendo e da Pokémon Company International. Por conta desse novo crescimento, eu convivo neste mundo dos Pokémons há bastante tempo. Meus filhos colecionam as cartas e compram todos os novos jogos que são lançados. Ainda assim, o único Pokémon que eu conheço é o Pikachu.

Meu filho mais velho vem acompanhando o desenvolvimento do Pokémon GO desde que ele foi anunciado. Ele foi lançado inicialmente na Austrália e na Nova Zelândia em 06 de julho deste ano. E foi um sucesso imediato, como era de se esperar.

O novo jogo foi desenvolvido pela Pokémon Company International e pela Niantic Labs Inc., cujo CEO é John Hanke. A Niantic era da Google e Hanke era seu funcionário; entre os projetos que ajudou a desenvolver está o Keyhole, que era patrocinado por um dos braços da CIA; também trabalhou no Google Maps.

Por causa desse currículo de Hanke, ainda existe muita polêmica sobre uma possível fiscalização dos jogadores pela CIA. Houve casos de jogadores que leram os Termos de Licença do jogo e constava que a CIA poderia usar imagens capturadas pelas câmeras de seus celulares em possíveis investigações. Mas o mesmo também está presente em outros jogos e aplicativos como o Instagram. A verdade é que somos monitorados através de vários meios diferentes e, talvez, este jogo seja apenas mais um deles.

Em 03 de agosto, às vésperas do início dos Jogos Olímpicos, o jogo foi lançado no Brasil. Momento de euforia na minha casa. Na mesma noite de lançamento, meus filhos saíram para pegar alguns Pokémons.

Os Pokémons capturados servem apenas para este jogo. O jogador deve usar uma bola para conseguir capturá-lo quando o vê, utilizando o mapa que aparece na tela do celular ou do iPad. Existem formas de atrair Pokémons, como o uso de incensos. Neste caso, apenas o jogador que utilizou o incenso consegue vê-lo e capturá-lo. Nos outros casos, os Pokémons aparecem para todos os jogadores que estiverem próximos. Além dos Pokémons, eles podem pegar ou comprar itens que serão usados para reviver um Pokémon, para ajudar na sua evolução ou frutas que ajudam na captura. No jogo, também aparecem Ginásios, onde ocorrem as batalhas entre Pokémons de jogadores diferentes.

Eu não acho que o jogo seja ruim. Acho que é uma nova forma de jogar, ajudando inclusive a tirá-los de casa. Os problemas que vejo e sobre os quais oriento meus filhos:

  1. Segurança: é um risco em todos os lugares, mas aqui no Brasil, a preocupação com a segurança tem que ser ainda maior. Muitas pessoas já foram roubadas e todo cuidado é pouco.
  2. Atenção: houve casos de pessoas que se machucaram, caíram, foram atropeladas por falta de atenção, por ficarem olhando apenas para o celular e se esquecerem do mundo.
  3. Vício: jogar durante as aulas ou deixar de fazer outras coisas ou de cumprir as obrigações por causa do jogo são coisas que não devem acontecer. Tudo na vida pede moderação.

 

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2 Comments
  • Carlos Moya disse:

    Olá Silvia, eu acho que chegar a acordos com as crianças sobre os jogos. E que eles também têm de cumprir o compromisso assumido é uma maneira de educar. Será sempre novos produtos no mercado para o consumo por jovens e que aprendê-las poderia ser muito útil. Minha filha também brinca com seus amigos quando eles têm algum tempo livre. E garante que é uma maneira de desligar de estresse no trabalho. Acredito também que devemos considerar as contracamapañas que lançaram os fabricantes rivais. Não? Quanto à CIA Eu acho que eles já tem acesso franco a todos os nossos dados. Um beijo

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