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Livro “Os íntimos” de Inês Pedrosa

Livro “Os íntimos” de Inês Pedrosa
Livro “Os íntimos” de Inês Pedrosa

Primeira publicação: Abril de 2010

Editora: Alfaguara Brasil (2010) – 200 páginas

ISBN13: 9788579620317

Sinopse: Afonso, Augusto, Guilherme, Pedro e Filipe. Cinco amigos se reúnem num bar de Lisboa, em noite chuvosa, para um longo jantar. Na televisão, assistem a um jogo de futebol enquanto discutem, riem, e falam sobretudo de mulheres. Elas não estão à mesa; a única personagem feminina é Célia, filha do dono do estabelecimento, que conhece bem os hábitos daqueles cinco homens e os serve noite adentro. Mas as mulheres permeiam esse magistral romance de Inês Pedrosa. Elas também mostram sua voz, para contradizê-los, para os ajudar a relembrar amores passados e desilusões.

 

Uma das escritoras que mais admiro é a portuguesa Inês Pedrosa. Tenho todos os seus livros. Encomendo diretamente de Portugal cada novo lançamento que é anunciado. A escrita dela é de imensa sensibilidade, intimista e fala diretamente com a minha alma.

Com bastante frequência, identifico-me com as personagens dos livros, ao menos, parcialmente.

O último livro (“Desamparo”) está comprado, mas ainda não o li.

Inês Pedrosa nasceu em Coimbra, em 15 de Agosto de 1962. É licenciada em Comunicação Social pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Trabalhou em vários jornais (“O Jornal”, “JL”, “O Independente”, “Expresso”) e revistas (“Marie Claire”, de que foi diretora durante 3 anos e “Ler”). Seu primeiro romance, “A Instrução dos Amantes”, foi publicado em 1992, e nele traçava as estratégias da vida adulta sobre um microcosmos de adolescentes suburbanos. Cinco anos mais tarde surgiu “Nas Tuas Mãos”, onde a autora nos leva a imaginar o Portugal das últimas décadas, através das emoções das três protagonistas, três mulheres (avó, mãe e filha) que cruzam destinos e memórias que atravessam o século XX.

Suas obras:

  • Desamparo (2015, romance)
  • Dentro de Ti Ver o Mar (2012, romance)
  • Os Íntimos (2010, romance; Prêmio Máxima de Literatura)
  • No Coração do Brasil — Seis Cartas de Viagem ao Padre António Vieira (2008, livro de viagens, com desenhos de João Queiroz)
  • A Eternidade e o Desejo (2007, romance; finalista do Prêmio PT 2009 e do Prêmio Correntes d’Escritas 2010)
  • Do Grande e do Pequeno Amor (2006, novela fotográfica, com Jorge Colombo)
  • Carta a Uma Amiga (2005, novela fotográfica, com Maria Irene Crespo)
  • Crónica Feminina (2005, crônicas)
  • Anos Luz: Trinta Conversas para Celebrar o 25 de Abril (2004, entrevistas)
  • Fica Comigo Esta Noite (2003, contos)
  • A Menina Que Roubava Gargalhadas (2002, infantil, com desenhos de Júlio Pomar)
  • Fazes-me Falta (2002, romance)
  • 20 Mulheres para o Século XX (2000, ensaio biográfico)
  • José Cardoso Pires: Fotobiografia (1999, fotobiografia)
  • Nas Tuas Mãos (1997, romance; Prêmio Máxima de Literatura)
  • A Instrução dos Amantes (1992, romance)
  • Mais Ninguém Tem (1991, infantil, com ilustrações de Jorge Colombo)

Abaixo, alguns trechos de “Os íntimos” que mais me tocaram:

Parecia-lhe impossível um silêncio assim – sem arestas nem constrangimentos, o silêncio de dois seres que já não precisam de falar para se sentirem juntos, que já não precisam de se tocar para se saberem envolvidos um com o outro até o fim da vida. O silêncio do amor – sem gargalhadas nem gritos, sem culpas nem explicações, sem embaraços nem exercícios de sedução.

O amor é eterno como as estrelas. Não sabemos nada das estrelas, como nada sabemos do amor. Muitas vezes encontramos no brilho distante de uma estrela a coragem necessária para atravessar noites de excessiva treva. Sussurramos desejos às estrelas cadentes e confiamos as lágrimas à beleza de um céu estrelado. Precisamos de tristeza para aprender a olhar para o céu.

Temos o privilégio de nos sabermos mortais.

As nossas vidas seriam muito diferentes, se acordássemos para cada dia como se fosse o único.

Quantas horas ocupamos a complicar as vidas dos outros, em vez de simplificarmos a nossa?

A tese das almas gêmeas é uma fraude, mas é verdade que há uma pequena percentagem de corpos incompatíveis, uma alta percentagem de corpos compatíveis e uma minoria de corpos feitos um para o outro. Quando se tem a sorte de encontrar esse corpo que se funde no nosso como o mar com o horizonte num dia de Verão, isso é a felicidade. Nem o amor nem o sexo servem para definir essa fusão. Trata-se de um fenômeno mais simples e mais complexo, assustador pela sua grandeza.

As mulheres amam sempre mais aqueles que menos as amam. Nisso, são iguais aos homens.

Não nos entregamos para não sofrer. Que graça tem essa vida sem entrega?

Tu és minha casa, contigo eu sou livre.

Inês Pedrosa em “Os íntimos”

 

 

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