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Oscar 2017: “O lagosta” (“The Lobster” – 2015)

Oscar 2017: “O lagosta” (“The Lobster” – 2015)
Oscar 2017: “O lagosta” (“The Lobster” – 2015)

 

Indicação:

  • Roteiro original

Eu assisti a este filme já faz algum tempo. Não gostei muito dele e acabei optando por não comentá-lo aqui. Mas eis que ele foi indicado ao Globo de Ouro e, agora, ao Oscar na categoria de Roteiro Original.

O filme se passa em um mundo distópico em que todas as pessoas precisam ter um parceiro fixo em um casamento. Caso alguém se separe ou seja deixado pelo companheiro, deve ir para uma espécie de um resort de solteiros e tem 45 dias para encontrar um novo companheiro em uma relação que seja honesta e verdadeira, com alguém que tenha os mesmos interesses, ou será transformado em um animal de sua escolha.

O personagem vivido por Colin Farrell é abandonado pela esposa e se vê neste novo lugar. O animal que ele escolhe é totalmente inesperado e ele diz que prefere ser transformado em uma lagosta. Ele está sempre acompanhado por um cachorro, que acabamos descobrindo tratar-se de seu irmão.

Para que as pessoas tenham a possibilidade de ganhar dias a mais no resort, eles participam de caçadas à noite. Quem tiver caçado um maior número de pessoas (outros moradores do resort) ganha dias de vida antes de ser transformado em um animal. E existem alguns dissidentes, que vivem escondidos e resistem a essa obrigatoriedade de ter que viver em pares.

O filme é todo muito escuro, sombrio, melancólico, nesta vida decidida pelos dirigentes, em que não há possibilidade de autonomia nas próprias escolhas. Esse tipo de história me incomoda. É claro que ser transformado em um animal é algo completamente irreal. Mas sinto que cada vez mais tem-se justificado um maior controle dos governos nas vidas das pessoas por motivos de segurança. E esse é um caminho perigoso e que pode não ter volta.

Acho que por causa desse meu receio bastante pessoal, sinto-me tão incomodada por sociedades distópicas e ditatoriais seja em livro ou em filme. Confesso que, quando o filme acabou, eu me senti incomodada e triste. E não gosto de ter essa sensação depois de um tempo que deveria ser de distração e prazer.

– Sílvia Souza

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