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Oscar 2017: “Manchester à beira-mar” (2016)

Oscar 2017: “Manchester à beira-mar” (2016)
Oscar 2017: “Manchester à beira-mar” (2016)

 

Indicações ao Oscar 2017:

  1. MELHOR FILME
  2. MELHOR ATRIZ COADJUVANTE: Michelle Williams
  3. MELHOR ATOR: Casey Affleck
  4. ATOR COADJUVANTE: Lucas Hedges
  5. DIREÇÃO
  6. ROTEIRO ORIGINAL

 

Esse é do tipo de filme em que você torce para não encontrar ninguém ao sair da sala de cinema. Quando o filme acabou, eu ainda estava enxugando as lágrimas e imaginando como estaria minha cara.

Para quem não viu o filme e não quer ter nenhuma surpresa estragada, não leia o que vou escrever. Não tenho como comentar o filme e toda a emoção que ele causa sem contar um pouco do que se passa na história.

O filme não tem efeitos especiais nem uma fotografia muito bonita. Aliás, as imagens de Boston e arredores sempre com neve, frio e céu nublado ajudam a causar uma tristeza grande e contribui para a melancolia do filme. O que existe neste filme é um bom roteiro, uma história excepcionalmente triste e atuações sensacionais dos atores, em especial do Casey Affleck. Depois de ver este filme, minha torcida é para que ele fique com o Oscar.

Ele faz o papel de um zelador de um conjunto de apartamentos de Boston e que acaba de receber a notícia da morte de seu irmão, que mora em Manchester, a pouca distância. Descobre-se muito rápido que existe alguma coisa no passado dele; mas toda a história anterior a aquele momento vai sendo contada aos poucos, no decorrer do filme. Vai havendo a interposição entre passado e presente, sendo que o passado sempre vem das lembranças dele.

Seu irmão deixou em testamento o desejo de que ele fique com a guarda do sobrinho de 16 anos e deixou tudo programado para que ele voltasse a se estabelecer em Manchester.

Mas Lee (Casey Affleck) é um homem totalmente depressivo, incapaz de tomar decisões, antissocial, com tendência a beber muito e a assumir alguns comportamentos agressivos. Vai-se percebendo que o intuito é de que ele mesmo saia machucado; seu desejo é de se auto agredir.

Com o passar da história, descobre-se que após um encontro entre amigos na sua casa, em que ele bebeu e consumiu drogas, ele se ausenta para comprar algo no meio da madrugada, mas tinha deixado a lareira acesa, sem colocar a grade (ele não se lembrava se tinha colocado ou não); na volta, ele vê a casa em chamas, sua mulher desesperada (tinha sido removida desacordada pelo corpo de bombeiros) e descobre que seus três filhos pequenos morreram no incêndio. Ele nunca conseguiu superar a perda e o sentimento de culpa.

Depois dessa revelação, passa-se a segunda metade do filme com a compreensão do comportamento daquele homem, que não consegue mais levar uma vida normal. Ele é extremamente cuidadoso com o sobrinho. Mas se sente incapaz de cuidar dele e de assumir sua tutela.

O filme é incrível, mas absolutamente triste. Acho que qualquer pessoa que tenha filhos consegue imaginar o sentimento de desespero desse personagem e da ausência completa de vitalidade em seus atos, como se sua alma tivesse morrido com os filhos.

– Sílvia Souza

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2 Comments
  • Marcia Reis disse:

    Casey Affleck é um ator bem meia boca, mas neste filme ele consegue deixar o público deprimido. O cara tá destruído.

    O que me incomodou muito no filme foi a falta de luto por parte do filho adolescente. Ele continuou levanda a vida como antes.

    Só teve um momento que ele surta na cena do frango congelado.

    É bom filme bacaninha

    Hug

    • Silvia Souza disse:

      Eu gostei do filme. Só que achei muito, muito triste.
      Saí do cinema arrasada.

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