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Oscar 2017: “Até o último homem” (2016)

Oscar 2017: “Até o último homem” (2016)
Oscar 2017: “Até o último homem” (2016)

 

Título original: “Hacksaw Ridge”

Indicações ao Oscar 2017:

  1. MELHOR FILME
  2. MELHOR ATOR: Andrew Garfield
  3. DIREÇÃO: Mel Gibson
  4. EDIÇÃO DE SOM
  5. MIXAGEM DE SOM
  6. MONTAGEM

Mais um filme sobre a Segunda Guerra. E, mais uma vez, sofro com tamanha crueldade e ódio entre as pessoas.

O filme conta uma história real e impressionante. O americano Desmond Doss, falecido em 2006, alistou-se no exército para ir para a Segunda Guerra lutar contra os japoneses. Mas ele era muito religioso, principalmente depois de alguns problemas pessoais na infância e adolescência que vão sendo esclarecidos ao longo do filme. E ele se recusava a usar uma arma; nem mesmo para os treinamentos. Ele foi submetido a todos os tipos de problemas por parte dos oficiais superiores, com o intuito de que ele desertasse. Mas ele se recusou. Acabou indo a julgamento, com risco de ser preso. E foi absolvido de última hora, com uma ajuda de seu pai.

Ele foi para a Guerra, sem portar uma arma, como auxiliar médico (ele resgatava os soldados feridos do campo de batalha e aplicava os primeiros socorros). Chegando a Okinawa, eles precisam vencer a parede de Hacksaw para enfrentar os japoneses. Diversos batalhões já tinham sido dizimados nessa tentativa. E não fora diferente com o Batalhão de Desmond Doss. Após uma batalha horrível, ele ficou para trás e salvou os feridos. Ele conseguiu salvar sozinho 75 soldados feridos que tinham sido deixados no campo de batalha na retirada americana.

Embora eu esteja contando fatos do filme e possa estragar a surpresa de algumas pessoas, a história não é um segredo. Já no início do filme sabemos que ele está na guerra. O filme vale a pena pela beleza da história, com um jovem que não desiste de sua crença, de seus princípios, contra tudo e contra todos. E que prova seu valor apesar de todas as adversidades.

Eu tinha lido sobre o trabalho que o Mel Gibson fez nesse filme. E assisti a um vídeo sobre a realização do filme antes de vê-lo. Realmente é impressionante. Porque ele não usou efeitos especiais criados em computador; os efeitos foram reais, criados com era antes da computação gráfica, em cena, usando dublês e uma equipe fantástica de efeitos. O próprio ator Andrew Garfield relatou que é impossível não se envolver emocionalmente, ao ver as explosões e pessoas pegando fogo na sua frente.

Não é um filme para ser visto por crianças. Eu cheguei a ficar bastante incomodada. Uma senhora saiu da sala de cinema porque estava se sentindo mal. Mel Gibson fez questão de mostrar todas as imagens mais cruéis e devastadoras da guerra. E o que é mais horrível é que não foi apenas a criação de uma mente doente. Tudo aquilo foi real, aconteceu em maior ou menor grau na Segunda Guerra. Milhões de pessoas morreram. E o enfrentamento dos americanos com os japoneses foi realmente avassalador, porque os japoneses não tinham medo de morrer e lutavam até o fim, sem rendição. As águas estavam contaminadas, muitos estavam doentes, e eles simplesmente não se entregavam.

Ainda me choca o tamanho do ódio entre pessoas que não se conheciam, que nunca tinham se visto. Uma luta por um ideal que representava apenas ganância e desejo de poder.

O filme é muito bom. Mas precisa ter estômago para assistir as cenas longas das batalhas e da destruição.

– Sílvia Souza

 

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