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Oscar 2016: “Perdido em Marte” – 2015 (“The Martian”)

Oscar 2016: “Perdido em Marte” – 2015 (“The Martian”)
Oscar 2016: “Perdido em Marte” – 2015 (“The Martian”)

Eu não sou a maior fã de filmes de Ficção Científica, em especial esses que se passam no espaço sideral. Acho que eles me angustiam. Não gosto de me imaginar nessa situação, de estar em condições tão inóspitas se algo der errado. Não quis assistir “Interestelar” nem “Gravidade”. E (assumo um certo preconceito) coloquei “Perdido em Marte” nessa mesma categoria, sem nem mesmo ter assistido ao trailer.

Entretanto, comecei a perceber que esse filme era anunciado como Comédia, junto com Aventura e Drama. Então talvez tivesse algo que pudesse me agradar.

De qualquer forma, não fui ao cinema vê-lo. Ele estreou no Now. Eu ainda resistindo. Até que foi indicado a 7 categorias no Oscar 2016:

  • Melhor Filme
  • Melhor Ator – Matt Damon
  • Melhor Roteiro Adaptado
  • Melhor Direção de Arte
  • Melhores Efeitos Visuais
  • Melhor Edição de Som
  • Melhor Mixagem de Som

Depois disso, finalmente, eu me rendi. E assisti ao filme ontem à noite.

Achei o filme muito bom! Devia ter visto antes. Liguei para os meus filhos e disse que eles iriam gostar também. Eles que gostam tanto de ciências, de desafios, de inovação.

O filme é sobre sobrevivência. Mas, mesmo o fato do astronauta Mark Watney (Matt Damon) estar sozinho em Marte, sem possibilidade de contato e a meses de distância da terra, não chega a causar angústia. Porque ele é otimista e não se entrega. E decide que não vai morrer sozinho naquele planeta.

Ele passa a buscar estratégias que possam garantir sua vida o maior tempo possível. Ele se organiza, divide sua ração, consegue “criar” água através de uma reação química e, com isso, cultivar batatas, busca formas de tentar se comunicar e estabelecer um contato com a NASA. A única coisa que ele não faz é desistir. Mesmo quando as coisas vão mal em alguns momentos, ele segue buscando se manter vivo na esperança de receber mais provisões ou de ser resgatado de Marte.

Isso é uma lição! Quantas vezes, nesse cotidiano em que temos quase tudo à mão, não pensamos que já deu e perdemos a vontade de continuar enfrentando os problemas? E deixamos de encarar os desafios como algo positivo. E eles são positivos.

Não teríamos quase nada do que temos hoje, coisas simples que facilitam nossas vidas, se o homem não tivesse buscado superar as adversidades e os desafios que foi enfrentando ao longo da jornada. E a cada obstáculo vencido, abrimos novos horizontes e novos desafios surgem. E eles ficam lá, provocando, esperando que a gente se mexa e parta em busca de novas soluções.

E a vida segue assim. E ao final da nossa trilha, teremos superado infinitas dificuldades, maiores ou menores, mas que terão valido a pena, tanto na trajetória da nossa vida como das pessoas que estão à nossa volta.

 

 

– Sílvia Souza

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6 Comments
  • Compartilho do mesmo sentimento inicial: exatamente por ter assistido aos dois outros filmes que se passam no espaço, esse eu descartei na hora, mas tive que separar agora que foi indicado ao Oscar para a minha maratona. Espero que eu tenha a mesma surpresa positiva que você.

    • Silvia Souza disse:

      Se você tiver o gosto um pouquinho parecido com o meu (que é o meu palpite), acho que você vai gostar.
      Depois me conta.
      Beijo!
      🙂

  • vileite disse:

    Também não fã de ficção científica de espécie alguma .

  • Interessante este livro /filme, foge muito da ficção científica tradicional.
    O que faltou tanto no livro como no filme é o espectador sentir o peso desta situação limite, isso foi um deslize grave.
    Mas ainda assim gosto de ambas as mídias.

    Gostei dos teus insights, e realmente devemos muito a estes inventores malucos.

    Hug

  • Eu também estava 😘

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