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Oscar 2016: “Mad Max: Estrada da Fúria” – 2015 (“Mad Max: Fury Road”)

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Oscar 2016: “Mad Max: Estrada da Fúria” – 2015 (“Mad Max: Fury Road”)
Oscar 2016: “Mad Max: Estrada da Fúria” – 2015 (“Mad Max: Fury Road”)

Acabei me rendendo a assistir a “Mad Max” depois que ele recebeu 10 indicações ao Oscar 2016. Não precisaria ter visto. Já tinha havido antecedente de filmes ganhadores de Melhor Filme e que eu não quis assistir de forma alguma.

Mas hoje estava aqui, nessa sexta-feira chuvosa, sozinha em casa, e resolvi alugar o filme pela TV.

Vamos lá. Ele foi indicado a:

  • Melhor Filme
  • Melhor Diretor
  • Melhor Design de Produção
  • Melhor Fotografia
  • Melhor Figurino
  • Melhores Efeitos Visuais
  • Melhor Montagem
  • Melhor Edição de Som
  • Melhor Mixagem de Som
  • Melhor Cabelo e Maquiagem

Talvez tenha merecido a maior parte das indicações. É um filme bem feito. Mas a indicação a Melhor Filme, eu não entendo. Posso ter esse viés de não gostar desses filmes pós apocalípticos, com um mundo destruído, onde se mata por qualquer coisa, onde há sempre uma enorme parcela das pessoas a quem falta tudo, enquanto alguns poucos controlam o que sobrou.

Eu já não ando a pessoa mais esperançosa que existe. Muito longe disso. Vejo que estamos próximos de um desequilíbrio muito grande. Violência em toda parte. E eu nem posso dizer que estou vendo muita notícia ou jornais sensacionalistas, porque eu não assisto televisão. Mais do que ver, acho que eu sinto essa tensão em vários lugares.

Sou daquelas pessoas que gosta de imaginar que todos poderiam ter a qualidade de vida dos suecos, com alto nível cultural, educacional, pouca violência, direitos humanos preservados, pouca corrupção, menor diferença dos direitos de homens e mulheres e daí em diante. Não é que eu gostaria disso para mim. Eu gostaria que fosse assim para todos.

Mas essa é a minha ilusão. Os momentos em que saio do chão e construo meus castelos nas nuvens, como se fosse possível acreditar em sonhos inviáveis.

Valeu a pena ter assistido ao filme? Não. Eu não gostei. Deveria ter ficado com a minha primeira impressão: de que era um tipo de filme que não me agradaria. Não gosto do Tom Hardy nem da Charlize Theron. Só espero não ter pesadelos me lembrando de algumas cenas grotescas do filme.

De tudo, gostei apenas do final. Mas o finalzinho mesmo. A última tela, em que aparece uma citação que me agradou:

“Where must we go, we who wander this wasteland, in search of our better selves?”

– The First History Man

 

– Sílvia Souza

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5 Comments
  • Achei que você fosse comentar sobre a questão mais comentada a respeito desse filme: o empoderamento da mulher. Ainda não o assisti, mas está na lista até o dia do Oscar. Ah, e adorei o seu comentário, principalmente:
    “Sou daquelas pessoas que gosta de imaginar que todos poderiam ter a qualidade de vida dos suecos, com alto nível cultural, educacional, pouca violência, direitos humanos preservados, pouca corrupção, menor diferença dos direitos de homens e mulheres e daí em diante. Não é que eu gostaria disso para mim. Eu gostaria que fosse assim para todos.” Será que é tão difícil assim? Beijo

    • Silvia Souza disse:

      Eduarda, acho que eu gostei tão pouco do filme, que mesmo essa questão da mulher ficou abafada nesse filme violento. É claro que a Furiosa (Charlize Theron) tem uma importância crucial. Ela é tão ou mais importante que o Max. E há o grupo de mulheres de onde ela se originou, que também tem destaque e papel central no desfecho da história. As mulheres são mais honestas no filme e lutam pela justiça.
      Mas a fuga inicial acontece para soltar as mulheres do chefe da Citadela, que mantém várias mulheres perfeitas para gerar filhos saudáveis (!!!). E elas são modelos do tipo Victoria’s Secret, de roupas curtas, brancas e transparentes, lindas e limpas em um mundo de sujeira e imperfeição. E aparecem todas sensuais e cheias de pose, que elas vão perdendo quando precisam ajudar na luta.
      Então, ao mesmo tempo em que temos a Furiosa, temos esse lado do papel da mulher do qual eu não gosto.
      No caso de Star Wars, ficou muito mais evidente a força e a importância da mulher, como alguém que está batalhando e indo atrás do que quer.
      Será que consegui escrever de forma a fazer sentido?
      Deixa sua observação depois…
      Obrigada por estar sempre por aqui participando comigo…
      Beijo grande!

    • Silvia Souza disse:

      E sabe… eu queria poder dizer que acho possível essa vida utópica que eu desejo para todos…
      Mas de verdade verdadeira, acho impossível…
      Falta tolerância e bom senso às pessoas…

  • Eu acabei evitando de ver este filme devido minha irmã ter ido ao cinema e voltado mega irritada com este filme rs.

    Lendo seus comentários sobre o poder de poucos sobre muitos neste mundo distópico, penso que seja nossa realidade.

    Acho saudável acreditar num mundo melhor, mas não creio que isso seja possível em longa escala, mas nos recortes do nosso dia a dia cabe a bondade e a gentileza.

    Hug

    • Silvia Souza disse:

      Eu também não vejo muitas possibilidades das coisas melhorarem… pelo menos, não por enquanto…
      Mas, mesmo não vendo possibilidade de melhora, eu detesto ver ainda mais tristeza e desgraça no cinema… gosto dos filmes que me deixam uma sensação boa, de que ainda resta alguma esperança nas pessoas…

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