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Minha família

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Minha família

O grupo Blogues à Mesa propôs uma publicação sobre a família. Resolvi, então, descrever um pouco da minha família, que é a base da minha vida e de quem eu sou.

 

Não conheci meu avô paterno. Minha avó paterna morreu quando eu tinha 3 anos e 9 meses. Meus avós maternos viraram a base da união familiar. Minha avó, descendente de italianos, era uma mulher forte e muito trabalhadora; foi a matriarca, o núcleo da família até sua morte em 2014. Meu avô, descendente de espanhóis, não frequentou a escola por muito tempo. Ainda assim, lia o jornal inteiro todos os dias, fazia contas como poucas pessoas, foi alfaiate, músico, vendedor, comerciante, incansável até conseguir ter o suficiente para uma vida tranquila.

Minha mãe recebeu esse gene das pessoas batalhadoras e infatigáveis, além de ser uma mulher inteligente. Casou-se com meu pai, que teve a oportunidade de estudar em Botucatu e São Paulo (em uma época em que sair de casa para estudar ainda era coisa para poucos), sempre foi um homem curioso e interessado e tem uma cultura geral como poucos.

Foi nessa família que tive a sorte de nascer. Não era uma família rica, mas era uma família onde não faltava amor, cuidado de uns com os outros, carinho, dedicação. Não faltava quando eu nasci e não falta até hoje, embora meus avós não estejam mais presentes.

Meus pais continuam sendo a minha base, aqueles em quem me espelho: honestos, honrados, sinceros, lutadores e que sempre abdicaram de si mesmos para nos atender, a mim e às minhas irmãs.

Tenho duas irmãs mais novas. Elas são mais fortes que eu e ajudaram a me sustentar em todos os momentos em que achei que não teria mais forças para prosseguir. Eu tenho esse jeito de ser (excessivamente) sensível, sonhador, romântico, ingênuo, inocente, crédulo… por isso, sofro muito, por tudo e por todos. Elas são mais racionais, centradas e conseguem me acolher sempre que tenho minhas desilusões com o mundo e com as pessoas.

Tenho dois filhos. São a minha luz e minha alegria. É por eles que eu acordo todos os dias e persigo os meus sonhos. É para eles que eu tento mostrar que temos que ir atrás dos nossos desejos, porque nosso objetivo de vida é ser feliz.

Tenho dois sobrinhos… um de cada irmã. São quase como meus filhos, mas não preciso educa-los e posso apenas mimá-los.

Essa é minha família. O alicerce da minha vida. O ninho onde fui colocada. Esse é uma coisa que eu agradeço todos os dias da minha vida. Poderia me queixar de muitas coisas: de ser míope, de ser tímida ou qualquer outra coisa. Mas a minha família sempre foi perfeita (em todas as suas imperfeições).

Eles têm meu amor eterno e infinito!

– Sílvia Souza

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4 Comments
  • Laynne Cris Andrade disse:

    Que delícia conhecer um pouco mais sobre você. Acredito que um lar onde se possa encontrar o amor e o apoio é algo tão imprescindível quanto respirar. E uma pessoa que foi ensinada a amar é capaz de retribuir esse amor.

    Que Deus possa salvar em todo o mundo a família e o amor.

    Beijão…

  • Xandy Xandy disse:

    É bom saber um pouco mais sobre a sua vida, minha querida amiga. Mas tome um pouco de cuidado com as pessoas que se dizem sua amiga, pois no fundo elas têm inveja da vida e da pessoas que tu és, Silvinha.
    Admiro a sua sensibilidade e a sua sinceridade, saiba disso.
    Um grande beijo.
    Alex

    • Silvia Souza disse:

      Gosto muito quando você deixa um comentário…
      Posso errar de vez em quando, mas, na maioria das vezes, consigo sentir quando um comentário ou uma mensagem é sincera…
      E tenho sempre essa sensação de sinceridade naquilo que você escreve…
      Deixei uma mensagem no seu facebook (InBox)… espero que não se incomode…
      Beijo!

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