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Medicina e Saúde: Hiperprolactinemia

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Medicina e Saúde: Hiperprolactinemia
Medicina e Saúde: Hiperprolactinemia

O que é hiperprolactinemia?

Hiperprolactinemia é o nome dado a níveis elevados do hormônio Prolactina. A prolactina é produzida pela hipófise, que é uma glândula localizada na base do cérebro. A função principal da prolactina é estimular a produção de leite pelas mamas após o parto. Então, é normal encontrarmos níveis elevados de prolactina no sangue durante a gravidez e no período de amamentação.

Fora desses condições, a elevação dos níveis de prolactina pode acontecer devido ao uso de alguns remédios ou devido a algumas doenças. Uma das principais causas é um tumor da hipófise que produz prolactina e se chama prolactinoma. Esse tumor geralmente é benigno e é mais comum em mulheres.

 

Quais são os efeitos do aumento de prolactina?

A prolactina leva a uma redução dos níveis dos hormônios sexuais (estrógeno e testosterona) tanto em homens quanto em mulheres. Essas alterações hormonais podem levar a disfunções sexuais e menstruais, com infertilidade, redução do desejo sexual e perda óssea.

Além disso, as mulheres podem apresentar:

  1. Irregularidade menstrual ou ausência dos ciclos menstruais
  2. Ressecamento vaginal, podendo resultar em dor durante o ato sexual
  3. Presença de leite nas mamas fora da gestação ou do aleitamento

Os homens podem apresentar:

  1. Disfunção erétil
  2. Redução da massa muscular e dos pelos do corpo

As pessoas com grandes prolactinomas podem apresentar dores de cabeça e problemas visuais.

 

Como se identifica a hiperprolactinemia?

Os médicos podem solicitar exames que quantificam a prolactina no sangue. Para a maioria das pessoas, um nível de prolactina abaixo de 25 μg/L (microgramas por litro) é normal, e acima de 25 é elevado. Um nível de prolactina acima de 250 μg/L geralmente indica um prolactinoma. Entretanto, alguns remédios podem causar grandes aumentos nos níveis de prolactina.

Outros exames devem ser solicitados para identificar a causa da hiperprolactinemia. Uma das causas é diminuição da atividade da tireóide (hipotireoidismo); então devem ser solicitadas as dosagens dos hormônios tireoidianos. Se houver a suspeita de um tumor da hipófise, solicita-se uma RNM (ressonância nuclear magnética) da hipófise.

Deve-se também descartar gestação, se a paciente for uma mulher em idade fértil. Doenças renais e do fígado também devem ser descartadas, além de uma história cuidadosa sobre uso de medicamentos. Vários medicamentos podem aumentar a prolactina: estrógeno, alguns analgésicos, metoclopramida, antidepressivos e outros medicamentos que agem no sistema nervoso, alguns remédios para tratar hipertensão arterial, entre outros.

 

Qual é o tratamento da hiperprolactinemia?

Algumas pessoas com hiperprolactinemia que não apresentam sintomas ou com poucos sintomas podem não precisar de tratamento.

O tratamento pode variar de acordo com a causa ou com os sintomas apresentados.

  • Prolactinoma: a etapa inicial é o uso de medicamentos que diminuem a produção da prolactina e reduzem o tamanho do tumor; os medicamentos geralmente utilizados são a cabergolina e a bromocriptina. Quando o medicamento não é eficaz ou quando há muitos efeitos colaterais, a cirurgia é considerada. Raramente, nem os medicamentos nem a cirurgia resolvem totalmente o problema. Nesses casos, o tratamento com radioterapia pode ser uma opção.
  • Hiperprolactinemia por uso de medicamentos: pode-se tentar suspender a medicação e observar os níveis de prolactina, mas APENAS se a medicação puder ser suspensa! O médico deve ser sempre consultado antes de qualquer tentativa. Em alguns casos, é possível tentar a substituição por outros medicamentos que não interfiram nos níveis de prolactina. Quando a medicação não puder ser interrompida ou substituída, pode-se fazer uso de cabergolina ou bromocriptina para reduzir a prolactina. Ou, em casos de infertilidade, redução do desejo sexual, redução da massa óssea, pode-se tentar o tratamento com estrógeno (em mulheres) ou testosterona (em homens).
  • Hipotireoidismo: tratamento específico com a reposição dos hormônios tireoidianos.

– Sílvia Souza

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2 Comments
  • Carlos Moya disse:

    Esta série de artigos sobre saúde parece muito atraente e interessante. E mais a maneira como ele expressa isso muito fácil de entender. Muito obrigado.

    • Fico feliz que esteja gostando.
      Sou médica endocrinologista e tenho um Blog apenas com orientações médicas, mas que estava muito esquecido… reservei a quarta-feira apenas para essas publicações em saúde…
      Abraço!

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