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Medicina e Saúde: Diabetes Tipo 1

Medicina e Saúde: Diabetes Tipo 1
Medicina e Saúde: Diabetes Tipo 1

O que é Diabetes tipo 1?

O diabetes tipo 1 é uma doença que impede o uso adequado de açúcar pelo corpo.

Todas as células do corpo precisam de açúcar (glicose) para funcionarem normalmente. O açúcar entra nas células com a ajuda de um hormônio chamado insulina, produzido pelo pâncreas. Se não houver insulina ou se a insulina não agir de forma adequada, os níveis de açúcar no sangue começam a subir. Isso é o que acontece no diabetes.

Há dois tipos principais de diabetes. No diabetes tipo 1, a produção de insulina é muito pequena e insuficiente para o uso da glicose pelas células. No diabetes tipo 2, geralmente as células não respondem de forma adequada à ação da insulina.

O Diabetes Tipo 1 é uma das principais causas de doença crônica na infância, embora possa ter início na idade adulta também. Ele é causado pela redução da produção de insulina pelas células do pâncreas e continua sendo o tipo mais frequente de diabetes na infância, embora esteja havendo um aumento da incidência de Diabetes Tipo 2.

A incidência do Diabetes Tipo 1 (DM1) é muito variável de acordo com a região do mundo, podendo ser tão baixa quanto 0,1 por 100.000 crianças (na Venezuela e em partes da China) ou tão elevada quanto 65 por 100.000 crianças (na Finlândia). Embora o DM1 possa ter início em qualquer idade, existem dois picos com maior incidência: (1) de 4 a 6 anos; (2) no início da puberdade (10 a 14 anos).

Tanto fatores de risco genéticos quanto ambientais contribuem para o DM1. Pessoas que tenham um parente próximo com DM1 têm maior chance de desenvolver a doença. Em pessoas com uma genética que predisponha ao desenvolvimento do DM1, a exposição a um ou mais agentes ambientais pode servir como um gatilho para iniciar a resposta imunológica que causa a destruição das células produtoras de insulina. O problema é que não existem fatores que sejam indubitavelmente ligados ao desenvolvimento do DM1 e diferentes estudos populacionais indicam diferentes possíveis fatores ambientais.

 

Quais são os sintomas do Diabetes tipo 1?

De forma diversa ao Diabetes Tipo 2 que é assintomático em um grande número de pacientes, as pessoas que desenvolvem o DM1 geralmente apresentam sintomas que marcam o início da doença.

  1. Aumento da sede e maior ingestão de água (polidipsia), por causa do aumento da glicose do sangue e da maior perda de água através da urina.
  2. Aumento da quantidade de urina; geralmente começa a haver necessidade de levantar muitas vezes durante a noite para ir ao banheiro; crianças que já seguravam a urina durante a noite podem voltar a fazer xixi sem controle durante o sono (poliúria).
  3. Perda de peso, devido à redução de líquidos no corpo e à destruição de gordura e músculo pela falta de insulina.
  4. Aumento do apetite no início do quadro; depois a sede tende a ser maior e o paciente acaba ingerindo mais líquidos do que alimentos.
  5. Presença de hiperglicemia (aumento do açúcar no sangue)
  6. Presença de cetonas na urina e no sangue
  7. Cansaço
  8. Embaçamento da visão

Em casos extremos, o Diabetes tipo 1 pode causar náuseas ou vômitos e dor abdominal.

 

Como saber se tenho diabetes tipo 1?

O diagnóstico de diabetes é feito através de um exame de sangue para verificar os níveis de açúcar. O diagnóstico de diabetes tipo 1 é feito pelo médico baseado em outras informações como idade, peso e outros fatores.

Após o estabelecimento do diagnóstico, deve-se diferenciar entre Diabetes Tipo 1 e Diabetes Tipo 2.

No DM1, há falta de insulina. Geralmente as pessoas são mais magras e tiveram uma história recente de redução do peso. Quando existe uma história familiar importante de Diabetes, a maior chance é de se tratar de Diabetes Tipo 2, onde 75 a 90% dos pacientes têm história de diabetes na família.

Alguns exames laboratoriais podem ajudar a diferenciar os dois tipos de diabetes: a presença de anticorpos contra células pancreáticas ou contra insulina e a redução da produção de Insulina e de Peptídeo C.

Uma vez estabelecida a causa do aumento da glicemia, o tratamento deve ser iniciado o mais cedo possível. No caso do DM1, ele é feito com o uso de insulina.

É muito importante que os pais e as pessoas (crianças ou não) com DM1 esclareçam todas as dúvidas com o médico que estiver acompanhando e que saiba como fazer um controle adequado da alimentação, da hiperglicemia e como agir em casos específicos de hipoglicemia e infecções.

 

Como se trata o diabetes tipo 1?

Para tratar o diabetes tipo 1, há dois fatores principais:

  1. Verificação frequente dos níveis de açúcar, para evitar que ele suba ou desça muito.
  2. Utilização de aplicações de insulina ou da bomba de insulina para manter os níveis de açúcar em valores próximos aos normais.

As pessoas com diabetes tipo 1 também precisam planejar cuidadosamente as refeições e as atividades físicas; isso para evitar elevações muito grandes da glicemia com as refeições ou quedas bruscas da glicemia com atividades físicas intensas. Apesar de necessitar do planejamento, as pessoas com diabetes podem se alimentar normalmente, fazer exercícios, comer fora e levar uma vida normal.

 

Por que é importante manter os níveis de açúcar em valores normais?

A elevação crônica da glicemia pode causar problemas de saúde graves:

  1. Lesão dos nervos
  2. Problemas renais
  3. Problemas de visão ou mesmo cegueira
  4. Dor ou perda da sensibilidade nas mãos e nos pés
  5. Aumento do risco de amputação de dedos ou dos pés
  6. Infarto ou derrame

A redução dos níveis de açúcar também causa problemas. A hipoglicemia leva a elevação da frequência dos batimentos cardíacos, tremores das mãos e transpiração intensa. Se a glicemia continuar caindo, pode haver dores de cabeça, sonolência, desmaios ou convulsão.

 

Como monitorar a glicemia?

Há vários tipos de aparelhos que servem para medir a glicemia. O resultado é dado em pouco segundo. Para cada aparelho, há fitas próprias que devem ser utilizadas.

O próprio diabético pode picar o dedo para retirar uma gota de sangue que deve ser colocada no local indicado na fita, já encaixada no aparelho.

Com o resultado da glicemia, o paciente pode ajustar a dose de insulina que será administrada e a quantidade de alimento que deve ser ingerido.

Em caso de dúvida, de valores muito elevados ou muito baixos, ele deve sempre falar com o médico responsável pelo seu tratamento.

 

 

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