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Medicina e Saúde: Diabetes Gestacional

Medicina e Saúde: Diabetes Gestacional
Medicina e Saúde: Diabetes Gestacional

A prevalência de Diabetes Gestacional é de cerca de 6 a 7% nos Estados Unidos. Em 2010, houve uma modificação nos critérios para se definir o Diabetes Gestacional, o que fez com que a prevalência global de hiperglicemia na gravidez passasse a ser estimada em 17% (de 10% a 25% dependendo da região do mundo).

A importância de se pesquisar e identificar as mulheres com Diabetes Gestacional é o fato de ele se associar a outros problemas na gravidez:

  1. Pré eclampsia (aumento de pressão arterial durante a gravidez)
  2. Aumento da quantidade de líquido amniótico
  3. Macrossomia (bebê grande para a idade gestacional)
  4. Aumento do tamanho dos órgãos do bebê (aumento do fígado, do coração)
  5. Dificuldade do trabalho de parto, aumento a chance de traumas ao nascimento
  6. Aumento da necessidade de parto cesárea
  7. Aumento da mortalidade perinatal
  8. Problemas respiratórios e complicações metabólicas (exemplo: hipoglicemia) no recém nascido

Ao longo da vida, as mulheres que apresentaram Diabetes Gestacional têm maior risco de desenvolver diabetes tipo 2 e doença cardiovascular; e seus filhos têm maior chance de apresentarem obesidade e síndrome metabólica.

O controle adequado da glicemia durante a gravidez reduz o risco das complicações associadas, tanto na gestação, como no parto e ao longo da vida dos descendentes. Por isso, preconiza-se a pesquisa do Diabetes Gestacional e o acompanhamento adequado quando ele é diagnosticado.

As mulheres grávidas com qualquer uma das seguintes características apresentam maior risco de desenvolver diabetes gestacional:

  1. História pessoal de intolerância à glicose ou de diabetes gestacional em uma gravidez anterior
  2. História familiar de diabetes, especialmente em parentes de primeiro grau
  3. Peso pré-gravidez acima do peso ideal ou Índice de Massa Corporal (IMC) > 30 kg/m²
  4. Idade materna > 25 anos de idade
  5. História prévia de um bebê nascido com mais de 4,1 kg
  6. Abortamento anterior ou antecedente de algum filho com mal formação
  7. Peso ao nascimento da mãe > 4,1 kg ou < 2,7 kg
  8. Presença de açúcar na urina
  9. Condição médica que aumente o risco de diabetes, como Síndrome Metabólica, Síndrome dos Ovário Policístico (SOP), uso atual de glicocorticóides, hipertensão arterial sistêmica
  10. Gestação múltipla (mais de um bebê)

Quando existe uma grande suspeita de Diabetes Gestacional, pode-se fazer o teste de triagem precocemente. Se o teste inicial for negativo ou em mulheres com menor risco, o teste de triagem deverá ser feito entre as semanas 24 a 28 da gestação. O screening é feito com o Teste de Sobrecarga à Glicose Oral. Até recentemente, o teste era feito em duas etapas, com 50 gramas e depois com 100 gramas de glicose. Atualmente, os órgãos de saúde internacionais padronizaram o teste com 75 gramas de glicose, o mesmo que para pessoas fora da gestação.

Os critérios para o diagnóstico de Diabetes Gestacional com o teste de sobrecarga com 75 gramas de glicose são:

Jejum ≥ 92 mg/dL
OU
1 hora após ≥ 180 mg/dL
OU
2 horas após ≥ 153 mg/dL

 

O diagnóstico de Diabetes Gestacional é estabelecido quando o teste é feito entre 24 e 28 semanas de gestação e quando 1 ou mais valores estão acima destes limites estabelecidos.
Se a gestante tiver Diabetes, ela deve seguir as recomendações do seu médico com relação à:

  1. dieta e controle do peso
  2. atividade física
  3. controle dos níveis da glicemia (quais os melhores horários para medir)
  4. uso de insulina ou medicamentos nos casos em que apenas a dieta não foi suficiente

É muito importante um controle adequado, tanto para a mãe quanto para o bebê.

 

O que é diabetes gestacional?

O diabetes gestacional é uma doença que altera a utilização do açúcar pelo corpo e que tem início durante a gravidez.

Todas as células do nosso corpo precisam de açúcar para funcionarem normalmente. O açúcar entra nas células com a ajuda de um hormônio chamado insulina. Se não houver insulina em quantidade suficiente ou se o corpo não responder de forma adequada à ação da insulina, há um aumento nos níveis de açúcar no sangue. Isso é o que acontece com os diabéticos.

O diabetes gestacional é uma forma de diabetes que afeta algumas mulheres quando elas estão grávidas. Ele aparece porque a gravidez aumenta a necessidade de insulina no corpo para manter o açúcar em níveis normais. Mas nem sempre o pâncreas tem condições de produzir a quantidade necessária de insulina.

 

O que o diabetes gestacional faz para a gestante e para o bebê?

Ele pode fazer com que o bebê fique muito grande (pode pesar mais de 4,5 kg ao nascimento). Esse pode ser um problema, porque aumenta o risco de um problema no nascimento durante um parto normal, porque o bebê pode ter maior dificuldade na passagem pela vagina.

O diabetes gestacional também aumenta o risco da mulher ter um aumento nos níveis da pressão arterial durante a gravidez, que é chamada de pré-eclâmpsia.

Após o nascimento, há maior risco do bebê apresentar episódios de queda do açúcar (hipoglicemia), especialmente nos casos em que o diabetes gestacional não tenha sido bem controlado durante a fase final da gestação.

 

Como saber se a gestante desenvolverá diabetes gestacional?

Não dá para saber se a gestante irá desenvolver diabetes gestacional. Mas há fatores de risco que devem ser identificados e que devem deixar o obstetra mais atento ao possível aparecimento da doença:

  • Antecedente de diabetes gestacional
  • Gestante com sobrepeso ou obesidade
  • História de diabetes na família
  • Gestante acima de 25 anos

 

Quem deve fazer o exame para avaliar o diabetes gestacional?

Todas as gestantes devem fazer o exame para avaliar o desenvolvimento de diabetes gestacional.

Geralmente os exames são realizados entre 24 e 28 semanas de gravidez. Entretanto, as mulheres que tiverem um risco maior podem fazer a avaliação mais precocemente.

O exame é feito com a dosagem de glicemia após a ingestão de um líquido especial, bem doce, que contém uma quantidade estabelecida de açúcar. O sangue deve ser colhido após 1 ou 2 horas após o líquido ser ingerido, de acordo com a orientação do médico obstetra.

 

Como o diabetes gestacional é tratado?

Para tratar o diabetes gestacional, deve-se verificar os níveis de açúcar no sangue com frequência. Isso é feito pela própria gestante, em casa, utilizando um pequeno aparelho que determina a glicemia em poucos segundos usando uma pequena gota de sangue.

Algumas gestantes conseguem manter um controle adequado da glicemia apenas ajustando a dieta. Outras gestantes podem necessitar da administração de insulina para manter o controle adequado da glicemia.

 

Quais os cuidados com a dieta?

O ideal é que a gestante faça um acompanhamento com um nutricionista durante a gravidez. Cada mulher é diferente, então não há como indicar a mesma dieta para todas as pessoas. De forma geral, todas as gestantes diabéticas devem:

  • Evitar alimentos doces e gordurosos
  • Dar preferência para carboidratos integrais

 

Devem-se praticar exercícios físicos?

Não há necessidade de exercícios para tratar o diabetes gestacional. Entretanto, o fato da gestante se manter ativa ajuda a controlar os níveis de glicemia. Se a gestante já pratica atividade física, ela pode continuar fazendo o que ela já faz. Se a gestante é sedentária, ela deve falar com o obstetra para saber se ela pode praticar um exercício e qual seria o mais adequado para ela.

 

Com que frequência a gestante deve passar em consulta médica?

As mulheres com diabetes gestacional devem passar em consulta com o obstetra com uma frequência maior do que as não diabéticas. Entretanto, a frequência exata dependerá se a gestante está evoluindo bem e se está ou não em uso de insulina.

Durante as consultas o obstetra:

  • verifica o bebê
  • verifica a dieta
  • verifica os controles de glicemia
  • ajusta a dose de insulina (se a gestante estiver usando insulina)

 

O que acontece após o parto?

Geralmente a glicemia normaliza. Para aquelas que usaram insulina, ela não será mais necessária, provavelmente.

Mesmo assim, normalmente são feitos exames para verificar se realmente houve normalização dos níveis do açúcar.

Deve-se lembrar que as mulheres que tiveram diabetes gestacional apresentam um risco muito maior de desenvolver diabetes posteriormente ao longo da vida.

 

 

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