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Medicina e Saúde: Densitometria Óssea

Medicina e Saúde: Densitometria Óssea
Medicina e Saúde: Densitometria Óssea

As pessoas costumam achar que os ossos são estáticos e que não mudam; mas a verdade é que os ossos estão constantemente passando por transformações. Algumas células especializadas dos ossos destroem partes mais velhas e, posteriormente, elas são reconstruídas com osso novo. O grande problema é que, durante o envelhecimento, a capacidade de formação de osso novo é menor do que a capacidade de destruição do osso antigo. Então, os ossos vão ficando porosos e frágeis.

Essa perda óssea pode acabar sendo importante a ponto do indivíduo desenvolver Osteoporose, definida como uma redução da massa óssea e a existência de um osso de qualidade ruim. Quando isso acontece, os ossos ficam muito fracos e existe um risco maior de fraturas. As pessoas com Osteoporose podem ter fraturas ósseas com impactos muito pequenos, como após uma queda por tropeçar no tapete da sala.

A cada ano, nos Estados Unidos, a Osteoporose leva a 1,5 milhões de fraturas, sendo:

  • 700.000 fraturas vertebrais
  • 300.000 fraturas de quadril
  • 250.000 fraturas do pulso
  • 250.000 fraturas de outras partes do corpo

As fraturas vertebrais e do quadril podem levar a dor crônica, deformidades, depressão, incapacidades e até a morte. Metade das pessoas que quebram o quadril não conseguirão andar sem assistência e 25% das pessoas precisarão de cuidados constantes.

O problema é que a Osteoporose não causa sintomas antes das fraturas acontecerem. Então, o exame de Densitometria Óssea é importante em pessoas com maior risco de desenvolver a doença; ele mede a densidade do osso, ou seja, se o osso está forte (mais denso) ou fraco (mais poroso). Neste último caso, podem ser adotadas medidas para evitar as fraturas e, quando necessário, prescritas medicações para melhorar a densidade óssea.

A Osteoporose atinge principalmente as mulheres; além disso é muito mais frequente após a menopausa e o envelhecimento. Recomenda-se, então, o exame de Densitometria Óssea para mulheres após a menopausa e que tenham 65 anos ou mais. Em alguns casos, pode-se solicitar o exame antes dos 65 anos quando houver um ou mais dos fatores de risco citados:

  1. Tabagismo
  2. Uso de glicocorticoides por um período muito longo (exemplo: prednisona)
  3. Baixo peso corporal  (menos de 58 kg)
  4. Artrite reumatoide
  5. História pessoal ou familiar de fratura não traumática ou causada por um trauma pequeno (exemplo: fratura ao cair da própria altura)
  6. Consumo excessivo de álcool (3 ou mais porções ao dia)
  7. História pessoal de uma doença que aumente a incidência de Osteoporose, como Diabetes, Hipertireoidismo, Hiperparatireoidismo, Menopausa precoce, Desnutrição ou mal absorção crônica, Doença hepática crônica

Há diferentes métodos para avaliar a massa óssea. O mais utilizado é o DXA (Dual-energy X-ray Absorptiometry). O equipamento pode fazer a quantificação da densidade óssea em coluna lombar, fêmur e antebraço, com uma quantidade mínima de radiação.

Recomenda-se a realização do DXA de coluna e fêmur, porque estes são os locais que mais conseguem predizer o risco de fratura osteoporótica, identificar os pacientes que devem ser tratados e monitorar a resposta ao tratamento. Para pessoas que não conseguem se deitar na cama para a leitura por DXA, pode-se fazer a leitura no antebraço. Em algumas situações clínicas como Hiperparatireoidismo e Hipertireoidismo, o antebraço deve sempre ser incluído, porque, nestes casos, o desgaste ósseo pode ser mais importante neste local.

Quando o exame tiver que ser repetido, em cerca de 2 anos, idealmente, ele deve ser realizado no mesmo equipamento; neste caso, consegue-se fazer a comparação para verificar se a densidade óssea está aumentando, reduzindo ou estabilizada.

Existem outros métodos para medir a densidade óssea:

  • Tomografia Computadorizada Quantitativa: é mais cara e usa uma quantidade maior de radiação.
  • Ultrassonografia: consegue medir a densidade óssea do calcâneo (calcanhar). O problema é que não existe padronização que indique o risco de fratura com este método. Só é usado quando não se pode fazer o DXA.

Para a realização do DXA, o indivíduo se deita em uma mesa e um aparelho emite Raio X, enquanto outro mede a quantidade de RX que atravessa o osso. Essa captação cria uma imagem que será avaliada. O exame não causa nenhum desconforto, não implica na injeção de nenhuma medicação ou contraste e leva cerca de 5 a 10 minutos.

A quantificação que é verificada na leitura realizada pelo aparelho é expressa em “T” ou “Z” score. O T-score representa a comparação da quantificação do indivíduo com a de pessoas normais com ossos saudáveis. O Z-score representa a comparação da quantificação do indivíduo com outras pessoas da mesma idade. Usa-se com maior frequência o T-score; quanto menos o T-score, maior o risco de fratura.

Quando o T-score está entre +1 e -1, a densidade óssea está normal. Nestas situações, não está indicado nenhum tratamento; apenas medidas preventivas, como atividade física, alimentação com cálcio e vitamina D.

Osteopenia é o nome usado quando existe redução da densidade óssea, mas sem atingir o nível de Osteoporose; usa-se este termo quando o T-score está entre -1,1 e -2,4. Nestes casos, as medidas de precaução devem ser intensificadas e, em algumas situações, podem ser necessárias medicações.

A Osteoporose é diagnosticada quando o T-score é igual ou menor que -2,5. Nos casos de Osteoporose, as medidas de cuidados devem ser intensificadas ainda mais, assim como atenção para o risco de queda. Geralmente, é necessário o uso de medicações que ajudam a aumentar a densidade óssea.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) desenvolveu uma ferramenta online chamada Ferramenta de Avaliação do Risco de Fratura (Fracture Risk Assessment Tool ou FRAXhttp://www.shef.ac.uk/FRAX) que indica o risco em 10 anos de haver uma fratura por trauma mínimo. Essa ferramenta pode ser utilizada sozinha, mas idealmente deve ser associada ao DXA, especialmente se o risco de fratura for elevado. Esta ferramenta deve ser utilizada apenas para avaliação inicial, em paciente que nunca tenha apresentado fratura óssea.

O exame de DXA deve ser repetido:

  • A cada 2 anos em pacientes que tenham redução de densidade óssea ou que usem remédios que afetem os ossos e estejam em tratamento ou em pacientes com Osteoporose e que estejam usando medicamentos para melhorar a densidade óssea.
  • A cada 3 a 5 anos em mulheres com 65 anos ou mais com T-score entre -1,50 e -1,99 sem outros fatores de risco.
  • A cada 10 a 15 anos em mulheres com 65 anos ou mais com T-score entre -1,01 e -1,49 sem outros fatores de risco.

 

 

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