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Medicina e Saúde: Contagem de Calorias

Medicina e Saúde: Contagem de Calorias
Medicina e Saúde: Contagem de Calorias

Aprendemos que um grama de carboidrato contém 4 calorias, um grama de proteína contém 4 calorias e um grama de gordura contém 9 calorias. Entretanto, se pessoas diferentes ingerirem a mesma quantidade de calorias não terão o mesmo resultado final em termos de peso; ou seja, pessoas similares podem ingerir os mesmos alimentos e fazer a mesma quantidade de atividade física e, ainda assim, terem pesos finais muito diferentes. Além disso, a mesma pessoa pode ter resultados diferentes de acordo com a idade ou devido a coexistência de outras situações de saúde ou medicações.

Existe muita controvérsia sobre o tipo de dieta que levaria a maior redução do peso: com restrição de gorduras, de carboidratos ou outras dietas. Mas não são apenas os macronutrientes que importam; existem pesquisas que indicam a importância de olhar para os micronutrientes. Eles parecem desempenhar um papel importante na sinalização, podendo exercer um papel semelhante ao dos hormônios.

Por exemplo, a frutose e a glicose têm a mesma fórmula química, mas podem ter efeitos muito diferentes no corpo. Eles afetam o cérebro e o fígado de formas diversas, sendo que a glicose tem um efeito de açúcar mesmo, enquanto a frutose segue caminhos metabólicos mais envolvidos com as gorduras. Ela é menos regulada pela insulina e tende a levar a maior formação de gordura, em especial no fígado; e a presença de gordura no fígado (esteatose) causa resistência insulínica. E existe diferença na frutose ingerida pelo consumo de frutas (sua fonte natural) ou na frutose acrescentada em alimentos industrializados.

Alguns nutrientes podem ter papeis semelhantes a hormônios ou regulando hormônios. Alguns tipos de gorduras, como Omega 3 ou ácidos graxos, podem ajudar na sinalização celular de saciedade e podem contribuir para o controle do peso. O problema é que ainda não existem dados definitivos para sabermos qual a melhor combinação dos micronutrientes em nossa alimentação, de tal forma a dar mais saúde e reduzir a tendência ao ganho de peso e às doenças associadas.

Existem muitos estudos comparando dietas diferentes e os resultados nunca são conclusivos. Então, uma coisa extremamente importante é que cada pessoa que deseja reduzir o peso deve procurar uma dieta de redução de calorias com a qual se adapte melhor, desde que seja de acordo com as orientações médicas e nutricionais e não haja grande privação de nutrientes importantes.

Sempre que falamos sobre obesidade e o desejo de emagrecer, deve-se lembrar que ainda existem muitos aspectos desconhecidos; estamos aprendendo a entender o controle do gasto energético do corpo e de todos os fatores envolvidos neste controle.

Como um exemplo, um estudo publicado na revista Obesity por Kevin Hall et al. mostrou os participantes do programa The Biggest Loser após 6 anos. Eles perderam muito peso e acabaram recuperando muito do peso novamente. E um dado que foi avaliado foi do gasto metabólico após esses 6 anos: em média, o gasto calórico basal de cada participante ficou 500 calorias por dia menor do que eles tinham antes. Este é apenas um dado e outros estudos são necessários, mas este resultado fala contra perdas de peso de forma muito intensa e rápida.

E mais uma lembrança que é importante em tudo na vida: moderação. Nenhum nutriente é bom em excesso; assim como não podemos nos privar de nutrientes importantes. O melhor é fazer pequenas mudanças que sejam duradouras e não querer mudar drasticamente o estilo de vida por um curto período.

E seguimos aprendendo todos os dias.

Fonte: Endocrine News

– Sílvia Souza

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