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Livro “Uma mente profunda” de Dalai Lama

Livro “Uma mente profunda” de Dalai Lama
Livro “Uma mente profunda” de Dalai Lama

Título original: A Profound Mind: Cultivating Wisdom in Everyday Life

Primeira publicação: 2011

Editora: Martins Fontes (2013) – 122 páginas

Organizado por: Nicholas Vreeland

Posfácio de: Richard Gere

Tradução: Vera Ribeiro

ISBN13: 9788580630824

Sinopse: ‘Uma mente profunda’ mostra-nos como transformar situações difíceis em oportunidades de crescimento espiritual. A mente é central em todas as experiências humanas. Estar em harmonia com o mundo depende da relativa saúde afetiva e espiritual de cada um. Por essa razão, os ensinamentos essenciais do budismo sempre enfatizaram diversas formas de treinamento mental. Em ‘Uma mente profunda’, Dalai Lama oferece uma visão geral sucinta das técnicas básicas de desenvolvimento espiritual do budismo tibetano. Ao introduzir diversos aspectos do treinamento mental, ele combina o discernimento da erudição tradicional com sua cordialidade e calor humano pessoais.

 

Tenzin Gyatso, o Décimo Quarto Dalai Lama, é o líder espiritual e temporal do povo tibetano. Seus esforços inesgotáveis na defesa dos direitos humanos e da paz mundial valeram-lhe o reconhecimento internacional. Recebeu o Prêmio Wallenberg (conferido pela U. S. Congressional Human Rights Foundation – Fundação dos Direitos Humanos do Congresso dos Estados Unidos), o Prêmio Albert Schweitzer e o Prêmio Nobel da Paz.

 

O livro é curto e procura dar uma ideia geral do Budismo, suas diferentes escolas, os preceitos principais e como incorporar seus ensinamentos na vida cotidiana. É claro que em 122 páginas não é possível fazer grandes aprofundamentos. Mas o livro pode ajudar pessoas como eu, interessadas nos ensinamentos do Budismo e que não sabem bem qual o caminho a seguir.

Confesso que não é o melhor livro que li do Dalai Lama. Para quem quer apenas ler suas palavras de paz, compaixão e bondade, este não é o livro a ser lido. Neste, o enfoque é realmente dar uma ideia geral sobre o Budismo.

O livro se divide em capítulos breves:

  1. Tradições espirituais diversas
  2. O que há de singular no budismo
  3. As escolas budistas – divisões do budismo
  4. As quatro verdades nobres
  5. O papel do carma
  6. A identificação do eu
  7. A visão da escola hinaiana
  8. A visão da escola cittamatra
  9. O caminho do meio
  10. O aspecto metodológico do caminho
  11. Como praticar

Acho que os títulos dos capítulos falam por si.

Eu entrei em contato com os ensinamentos budistas pela primeira vez em 2013. Não sabia nada a respeito. Mas percebi que, quanto mais eu lia, mas eu me identificava com seus principais preceitos.

Não consigo ter uma crença completa em nenhuma religião. Gosto dos ensinamentos de compaixão, amor, fé, mas não consigo acreditar muito no que se prega sobre o que existe após a morte. O mesmo acontece com o budismo. Mas gosto de alguns conceitos concebidos no budismo, como a aceitação do sofrimento, a possibilidade de resolver a causa do sofrimento, o caminho para essa resolução, o conceito do carma, do vazio, da moderação em nossas ações, do uso da meditação. Foram os ensinamentos religiosos que mais me trouxeram paz e que fizeram crescer em mim o desejo de melhorar como pessoa e de ajudar outras pessoas também.

E um aspecto que acho absolutamente incrível é o fato do próprio Buda ter dito que não se deve acreditar em tudo apenas porque foi dito por ele; que devemos testar em nossas vidas, experimentar e ver se aqueles conceitos se aplicam a cada um de nós. Infelizmente, muitas pessoas acreditam em coisas que outras pessoas falam como se fossem verdades absolutas. Existem bem poucas verdades absolutas no mundo. Precisamos entender que nós mudamos, assim como tudo à nossa volta.

Deixo aqui algumas poucas colocações do livro:

Considero a compaixão uma qualidade mental capaz de nos trazer paz interior e força interior verdadeiras e duradouras. Podemos cultivá-la usando nossa inteligência para transformar nossos sentimentos. Reduzimos nossos afetos destrutivos, induzidos pelo egoísmo, e aumentamos nossos sentimentos construtivos altruístas, trazendo felicidade para dentro de nós mesmos e dos outros.

Discutimos a importância de reconhecer a preciosidade e a impermanência de nossa existência humana, de compreender as leis de causa e efeito ou carma, e de contemplar a natureza disseminada do sofrimento. Além disso, devemos aprender a apreciar o refúgio dessas condições que é oferecido pelo caminho budista. (…)

Contemplar nossa impermanência e nossa morte iminente dá um sentido maior de urgência ao uso de nossa encarnação humana atual. Sem o reconhecimento das oportunidades que nossa fugaz vida humana nos concede, sinto que nossa contemplação da morte pareceria deprimente e até masoquista.

Devemos trabalhar pela valorização do bem-estar dos outros a ponto de não conseguirmos suportar a visão do sofrimento deles. Como não podemos eliminar efetivamente esse sofrimento, trabalhamos a nós mesmos por meio de uma prática chamada dar e receber.

– Sílvia Souza

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2 Comments
  • carlos disse:

    Olá Silvia, eu acho que uma vez falhou religiões monoteístas para sua defesa feroz de autenticidade. Algo novo deve servir como uma referência para o progresso espiritual e poderia muito bem ser o budismo porque pelo menos não exclui os infiéis. Um abraço.
    Eu tenho que ler alguns livros sobre o assunto.

    • Silvia Souza disse:

      Olá, Carlos!
      Sou Católica, porque minha família é Católica.
      Comecei a ler ensinamentos Budistas recentemente (há cerca de 3 anos).
      Confesso que eles me ajudaram muito, me deixaram mais calma, mudaram minha forma de encarar as mudanças normais da vida e a aceitar a morte.
      As boas mensagens, não importa qual seja a religião, sempre são bem vindas, não é verdade?
      Beijo!

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