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Livro “Últimas tardes com Teresa” de Juan Marsé

Livro “Últimas tardes com Teresa” de Juan Marsé
Livro “Últimas tardes com Teresa” de Juan Marsé

Título Original: Últimas tardes con Teresa

Primeira Publicação: 1965

Tradutor: Luís Carlos Cabral

Editora: Alfaguara Brasil (01-02-2015)

ISBN13: 9788579623639

Sinopse: Ambientado em uma Barcelona de contrastes, “Últimas tardes com Teresa” narra os amores de Manolo, típico expoente das classes marginalizadas, cuja maior aspiração é alcançar o prestígio social, e Teresa, uma bela garota loura e filha da alta burguesia catalã. Apesar de todas as improbabilidades, eles acabam se aproximando e, juntos, se veem obrigados a enfrentar os desafios da vida adulta. Manolo, mais conhecido como Pijoaparte, vive nas regiões mais empobrecidas de Barcelona. Entre roubos de motocicletas e dias descompromissados na praia, ele conhece Teresa. Seu desejo pela bela universitária se mistura à ambição por uma vida melhor, onde possa esquecer o passado. Já Teresa, militante do movimento estudantil e pretensamente revolucionária, projeta no jovem a imagem do trabalhador engajado e, apesar de todas as improbabilidades, acaba se apaixonando por ele. Por meio desta inusitada história de amor, Juan Marsé cria uma galeria de retratos que caracteriza toda uma época. Publicado originalmente em 1965, “Últimas tardes com Teresa” é um clássico da literatura espanhola contemporânea. Em suas páginas encontramos a ingenuidade do aparente compromisso; a amargura e o ressentimento dos perdedores; o esplendor, a miséria e as esperanças das diferentes classes sociais, num período especialmente conturbado da história do país.

 

Eu gosto muito de ler. Mas não gosto de ler todos os tipos de livros; e nem todos conseguem me cativar de forma real, daquele jeito que não dá vontade de parar de ler.

A leitura desse romance foi rápida e gostosa. Mas não tem nada de um livro comercial e superficial.

Juan Marsé retratou uma história de amor real. E, no meu ponto de vista, mais difícil de dar certo do que no caso de “Romeu e Julieta”, onde as famílias se odeiam.

Aqui, quando o romance inicia, a gente já sabe o final, porque há um abismo cultural que separa os dois. E, para mim, nada separa mais duas pessoas do que essa incompreensão completa do mundo do outro. É mais do que falar línguas diferentes e ter dificuldade de se comunicar. No caso do livro, é como se os dois fossem de planetas diferentes. Por mais que se amem por um período, a frustração e o desencanto são esperados. Tem como evitar?

Para mim, seria como se apaixonar por uma pessoa com gostos completamente diferentes: um gosta de rock e o outro de sertanejo; um prefere visitar museus e o outro quer fazer trilhas; e assim por diante. Acho normal haver alguns gostos comuns e outros diferentes. Mas e quando nada se encaixa?

 

– Sílvia Souza

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