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Livro “Tudo são histórias de amor” de Dulce Maria Cardoso

Livro “Tudo são histórias de amor” de Dulce Maria Cardoso
Livro “Tudo são histórias de amor” de Dulce Maria Cardoso

Primeira publicação: Março de 2014

Editora: Tinta da China – 160 páginas

ISBN13: 9789896711986

Sinopse: Uma velha que em clausura depende do que o seu cão fiel lhe recolhe, uma mulher que mata a sua alma gêmea, nós que nos tornamos cúmplices num autocarro em noite de temporal, um rio que devolve os ecos de duas crianças a quem aguarda um terrível milagre, uma ilha onde congeminam os faroleiros e suas zelosas esposas, um assassino a salvo na biblioteca, uma menina desaparecida, uma mulher intrigada pelo homem desconhecido. Um destino chamado amor. Nesta inquietante coletânea de contos, Dulce Maria Cardoso revela de novo a sua mestria literária.

 

Dulce Maria Cardoso nasceu em Trás-os-Montes, em 1964, na mesma cama onde haviam nascido a mãe e a avó. Tem pena de não se lembrar da viagem no Vera Cruz para Angola. Da infância guarda a sombra generosa de uma mangueira que existia no quintal, o mar e o espaço que lhe moldou a alma. Regressou a Portugal na ponte aérea de 1975. Licenciou-se em Direito pela Faculdade de Direito de Lisboa, escreveu argumentos para cinema, gastou tempo em inutilidades. Também escreveu contos. Tem fé, uma família, um punhado de amigos, o Blui e o Clude. Continua a escrever e a prezar inutilidades. Vive em Lisboa.

– Nota sobre a escritora extraída do GoodReads

 

Em um dos cursos de aperfeiçoamento da escrita que fiz, a professora (uma escritora com alguns livros publicados, mas cuja obra eu desconhecia) disse que meu estilo de escrita era muito lírico. E falou isso em tom de crítica, como se fosse algo do passado e pouco atual.

Pode ser verdade. E não acho que eu seja uma boa escritora. Há muito o que melhorar, sem sombra de dúvidas. Ainda acho difícil colocar o ritmo certo ao que escrevo. E tenho muita dificuldade com as conclusões, os fechamentos dos textos.

E percebo que tenho um estilo mais melancólico mesmo. Raramente escrevo textos alegres ou engraçados ou otimistas. Eu me questiono muito e o que escrevo é reflexo desses questionamentos.

Jamais me comparando aos escritores que vou citar, mas identifico esse meu estilo um pouco aos escritores portugueses. É claro que deve haver escritores portugueses irônicos ou com obras mais leves.

Mas os livros que costumo ler dos escritores portugueses têm um toque lírico, quase poético e um ar de melancolia. E eu sou apaixonada por tudo isso.

Sou fascinada por textos portugueses e cito meus escritores favoritos: Fernando Pessoa, Eça de Queiroz, Florbela Espanca, Inês Pedrosa, José Luís Peixoto, Miguel Esteves Cardoso, Nuno Carmanero, só para citar alguns, porque a lista incluiria muitos outros nomes.

E acabei de travar conhecimento (e de me apaixonar) por mais uma escritora portuguesa: Dulce Maria Cardoso.

Li “Tudo são histórias de amor”. Um livro de contos. Jamais diria que as histórias descritas poderiam ser enquadradas como histórias de amor. Mas há amor (mesmo que em suas formas mais estranhas) em todas as histórias.

O livro é lindo. Lírico. Muitas histórias tristes. Muita sensibilidade ao descrever os aspectos mais sombrios e menos admiráveis dos seres humanos. Fiquei encantada. Cativada.

Incluí todas as outras obras dessa escritora à minha lista (que está bastante grande, já).
Foi, definitivamente, uma feliz descoberta.

– Sílvia Souza

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6 Comments
  • Thamiris Alves disse:

    Não conheço a escritora, mas vou pesquisar!
    Bobagem a crítica da sua professora, muitos autores são super simbólicos e líricos na hora de escrever.
    Já leu Mia Couto?
    Ah e a resenha sobre o livro Toda luz que não podemos ver já está no blog!
    beijos

  • Carlos Moya disse:

    Olá Silvia, acho que ninguém poderia escrever sem ter lido muitos outros autores, sobre o ritmo das histórias diria que no meu caso ouvir música enquanto a invenção, sempre o mesmo intérprete e, por vezes, com o mesmo CD. E até o final, sim, você não gosta de nada disso vai pensando, deixe-a aberta e seus leitores podem imaginar o que eles quiserem. O interessante é ecribir. Um beijo.

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