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Livro “Toda luz que não podemos ver” de Anthony Doerr

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Livro “Toda luz que não podemos ver” de Anthony Doerr
Livro “Toda luz que não podemos ver” de Anthony Doerr

Título Original: All the Light We Cannot See

Primeira Publicação: 06-05-2014

Editora: Intrínseca (13-04-2015)

ISBN13: 9788580576979

Sinopse: Marie-Laure é uma jovem cega que vive com o pai, o encarregado das chaves do Museu Nacional de História Natural em Paris. Quando as tropas de Hitler ocupam a França, pai e filha refugiam-se na cidade fortificada de Saint-Malo, levando com eles uma joia valiosíssima do museu, que carrega uma maldição. Werner Pfenning é um órfão alemão com um fascínio por rádios, talento que não passou despercebido à temida escola militar da Juventude Hitleriana. Seguindo o exército alemão por uma Europa em guerra, Werner chega a Saint-Malo na véspera do Dia D, onde, inevitavelmente, o seu destino se cruza com o de Marie-Laure, numa comovente combinação de amizade, inocência e humanidade num tempo de ódio e de trevas.

Quando leio a resenha de um livro e a história inclui algo sobre a Segunda Guerra Mundial, raramente não me arrisco na leitura.

Esse ano, particularmente, com a comemoração dos 70 anos do fim da Guerra, houve um número enorme de lançamentos e passei a ficar um pouco mais seletiva nas minhas escolhas.

Feitas essas considerações, comprei esse livro em um impulso, do tipo muito frequente que tenho sempre que estou em uma livraria.

Acabei a leitura hoje.

Eu não consegui entender o motivo que transformou esse livro em um sucesso tão grande. Talvez por ter sido escrito por um americano, publicado 70 anos após o final do conflito e por um certo cuidado nos levantamentos históricos (apesar de eu não ter verificado cada um deles).

Minha comparação será bastante injusta, mas quando li A menina que roubava livros de Markus Zusak, achei que seria um livro excessivamente comercial. Talvez tenha sido um preconceito pelo fato do autor ser australiano e não ter vivido a guerra diretamente. Mas seus pais viveram. E pelo lado alemão. O livro me envolveu e me transportou para a Alemanha da Segunda Guerra. Para o frio, a fome, os ataques, o medo, tudo. Eu nunca tinha parado para olhar a Guerra pelo lado do povo alemão.

Talvez essa experiência positiva tenha facilitado eu dar uma chance ao livro de Anthony Doerr.

Tudo bem… o livro é bem escrito, a leitura flui, a história é bonitinha. Mas eu não me senti lá! Não senti as angústias, o sofrimento, as dificuldades. Tudo era mencionado, meio de passagem, quase como se alguém estivesse me contando um capítulo da novela. Não há um clímax. Foi um livro que veio e foi; não fez diferença na minha vida, não marcou meus sentimentos. Algo passageiro como os dias de hoje, em que tudo é fugaz.

Para algumas pessoas a quem dei uma opinião rápida sobre o livro, falei que era um livro envolvendo a Segunda Guerra Mundial, mas de fácil digestão. Ninguém vai ficar angustiado com essa guerra de mentirinha inventada por esse americano.

 

– Sílvia Souza

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