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Livro: “Sabres e Utopias: Visões da América Latina” de Mario Vargas Llosa

Livro: “Sabres e Utopias: Visões da América Latina” de Mario Vargas Llosa
Livro: “Sabres e Utopias: Visões da América Latina” de Mario Vargas Llosa

Título Original: Sables y utopías: Visiones de America Latina

Primeira Publicação: 2009

Editora: Objetiva (01-10-2010)

Tradutor: Bernardo Ajzenberg

ISBN: 8539001136 (ISBN13: 9788539001132)

Sinopse: Em “Sabres e utopias”, Vargas Llosa nos mostra que não é apenas um excelente romancista – “um dos melhores do mundo”, nas palavras de John Updike -, mas também um crítico e ensaísta brilhante, e um exímio observador da história recente da América Latina. Nos artigos reunidos no livro, ele fala sobre os mais diversos temas: política, direitos humanos, literatura e artes plásticas, economia e história. Acima de tudo, Vargas Llosa se mostra um defensor aguerrido da democracia e da liberdade. Ele ataca com precisão tanto os regimes militares de direita, corruptos e violentos, quanto as ditaduras de esquerda, que prometem utopias mas entregam somente repressão e autoritarismo. Com respeito ao Brasil, ele faz análises impactantes sobre a situação política atual, com duras críticas à relação entre Lula e Fidel Castro, e constrói relatos comoventes sobre grandes nomes da literatura – como Euclides da Cunha e Jorge Amado -, em textos selecionados especialmente para esta edição.

 

Eu sou uma admiradora da escrita de Mario Vargas Llosa. Se alguém me perguntasse “Que tipo de escritora você quer ser quando crescer?”, vou certamente responder “Igual ao Mario Vargas Llosa”. Adoro suas histórias, sua escrita, suas ideias (com as quais me identifico completamente).

Esse livro reúne alguns ensaios que ele escreveu para jornais e revistas em variados momentos. Há textos de 5 décadas diferentes, desde a década de 1960 até 2010. Ele escreve sobre vários países da América Latina em momentos diversos. Com certeza, não é um livro que agradaria muitos leitores, porque tem um cunho político muito grande.

Mas tenho que confessar que compreendi muito da nossa história política, econômica, cultural, social, com a leitura desse livro.

Não vivemos nada isolado. A América Latina teve ondas muito semelhantes de movimentos e mudanças. Compartilhamos as mesmas bases de corrupção, populismo, demagogia. Todos tiveram seus ditadores, suas torturas, desrespeito aos direitos humanos, governos imediatistas que não se importam com o longo prazo nem com os interesses reais das populações que “representam”.

E o interessante é que, entre os textos selecionados para o livro, ele fez questão de incluir textos com ideias contraditórias, dependendo do momento histórico em que foi escrito. Isso mostra mudanças de opinião e, mais do que isso, realidades que apenas vieram à tona com o tempo. Quando ele faz uma primeira abordagem da Revolução Cubana e do encontro que teve com Fidel Castro, poucos anos após a Revolução, fala da maneira como saiu impressionado positivamente pelas conquistas da população. Apenas 3 anos depois, começa a descrever os abusos de poder, a redução da liberdade de imprensa, as perseguições e violações dos direitos humanos.

Foi realmente uma leitura muito interessante. Aprendi muito.

O problema apenas é que tenho que confessar meu desânimo (que aumentou). Porque confirmei o que eu pensava: que estamos em um buraco escuro, sendo guiados por pessoas despreparadas e desinteressadas dos interesses da população de verdade. E isso é antigo. E envolve todos os países (praticamente) de nosso continente ao sul dos Estados Unidos.

Deve ser possível fazer alguma coisa! Tem que ser… Nós merecemos algo melhor!

 

– Sílvia Souza

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1 Comment
  • mariel disse:

    Então. Neste aspecto, gosto do Gandhi e o lance de “ser a mudança que a gente quer ver no mundo”. A humanidade, qualquer que seja o ponto de vista e a perspectiva histórica que se olhe, tem pouco preparo para o exercício do poder. Nós, humanos, precisamos entender coisas básicas sobre de onde viemos e onde estamos. Depois, talvez, possamos encaminhar a parte do pra onde vamos. E sim, o Llosa é bom demais.

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