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Livro: “Os Irmãos Karamázov” de Fiódor Dostoiévski

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Livro: “Os Irmãos Karamázov” de Fiódor Dostoiévski
Livro: “Os Irmãos Karamázov” de Fiódor Dostoiévski

Título Original: Братья Карамазовы

Primeira Publicação: 1880

Tradutor: Paulo Bezerra

Ilustrador: Ulysses Bôscolo

Editora: Editora 34 (06-06-2008)

ISBN: 9788573264098

Sinopse: A obra-prima final do autor de “Crime e Castigo” e “O Idiota”. Essa novela extraordinária, o último e melhor trabalho de Dostoiévski, narra a história dramática de quatro irmãos: Dmitri, de caráter impaciente e sempre em busca do prazer; Ivan, brilhante e taciturno; Aliosha, gentil, honesto e amoroso; e o ilegítimo Smerdiakov, cruel, quieto e manhoso. Eles acabam envolvidos no assassinato brutal de seu pai, um dos personagens mais repugnantes da literatura. A obra se constitui em um complexo estudo de tipos humanos, na investigação de um assassinato, e no exame fascinante da moralidade do homem e sobre a existência de Deus.

 

Já faz alguns dias que terminei esse livro. Mas não consegui escrever sobre ele de imediato. Mesmo nesse momento, enquanto estou aqui sentada pensando nas 999 páginas lidas, não consigo achar uma forma de simplificar uma obra tão grandiosa e complexa.

Eu tinha lido “Crime e Castigo” do mesmo escritor. Gostei do livro, mas não chega nem perto do arrebatamento que “Os Irmãos Karamázov” causou em mim. O problema é que fiquei com a sensação de “quero mais”. Foi como se os personagens fossem pessoas reais e alguém estivesse contando os eventos, mas ainda ficasse faltando muito mais coisa. Eu queria saber mais… saber o que viria a seguir…

Há ódio e amor, injustiça e perdão. Questionamentos sobre a influência do meio, da criação, da ‘genética’ (mesmo sem que esse termo exato seja usado na obra), naquilo em que as pessoas se transformam. Há aspectos da religião, mas há a compaixão que está além da religião e que é tão mais importante do que ela.

O livro foi publicado em 1880. Excetuando-se as vantagens tecnológicas de hoje em dia (que ajudariam a mudar consideravelmente o curso da história), todos os questionamentos filosóficos, psicológicos, religiosos, são muito atuais.

Os 3 irmãos me conquistaram, cada um à sua forma. Aliocha Karamázov principalmente. Se o mundo tivesse mais pessoas como ele, tudo seria muito melhor. E não acho que ele seja um personagem impossível de existir; ele foi construído de forma crível. Apenas está entre aquelas pessoas que são raras no mundo. Aquelas pessoas que lutam pelo justo, pelo correto, não importa o que tenham que fazer.

E isso é tão admirável! E tão difícil! Quantas vezes nos calamos frente a uma injustiça, a um ato de violência? Quantos pequenas ações corruptas testemunhamos? Quantas vezes não tentamos impor nossas opiniões como se fossem certezas absolutas? Quantas vezes paramos para escutar o que os outros têm a dizer… não apenas as palavras, mas os silêncios escondidos por trás das palavras?

E os personagens do livro, em especial Aliocha e o Padre Zossima, mostram que as virtudes não são necessariamente inatas. Elas podem ser buscadas, treinadas e vividas até que se tornem hábitos.

Um livro que mexeu muito com minha alma…

Embora não seja do livro, achei que caberia essa citação aqui:

 

Wiesel

 

– Sílvia Souza

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2 Comments
  • M.Raydo disse:

    Não li esta história, mas confesso que me surpreende e alegra ao conhecer as pessoas que são justas pelo simples fato de ser e não por querer algo em troca: Um lugar melhor no trabalho ou um lugar no céu! 🙂

  • Vou colocar na minha lista de leituras! <3 Obrigada por compartilhar tua visão acerca do livro!

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