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Livro “Eu sou o mensageiro” de Markus Zusak

Empatia
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Livro “Eu sou o mensageiro” de Markus Zusak
Livro “Eu sou o mensageiro” de Markus Zusak

Título original: The Messenger

Primeira publicação: 2002

Editora: Intrínseca (setembro de 2007) – 320 páginas

Tradutor: Antonio E. de Moura Filho

ISBN13: 9788598078298

Sinopse: Venha conhecer Ed Kennedy. Dezenove anos. Um perdedor. Seu emprego: taxista. Sua filiação: um pai morto pela birita e uma mãe amarga, ranzinza. Sua companhia constante: um cachorro fedorento e um punhado de amigos fracassados. Sua missão: algo de muito importante, com o potencial de mudar algumas vidas. Por quê? Determinado por quem? Isso nem ele sabe. Markus Zusak, autor do best-seller “A Menina que Roubava Livros”, nos fornece essas respostas bem aos poucos neste incomum romance de suspense, escrito antes do seu maior sucesso. O que se sabe é que Ed, um dia, teve a coragem de impedir um assalto a banco. E que, um pouco depois disso, começou a receber cartas anônimas. O conteúdo: invariavelmente, uma carta de baralho, um ou mais endereços e… só. Fazer o que nesses lugares? Procurar quem? Isso ele só saberá se for. Se tentar descobrir. E, com o misto de destemor e resignação dos mais clássicos anti-heróis, daqueles que sabem não ter mesmo nada a perder nesse mundo, é o que ele faz. Ed conhecerá novas pessoas nessa jornada. Conhecerá melhor algumas pessoas nem tão novas assim. Mas, acima de tudo, a sua missão é de autoconhecimento. Ao final dela, ele entenderá melhor seu potencial no mundo e em que consiste ser um mensageiro.

 

Markus Zusak nasceu em Sydney (Austrália) em 1975, filho de pai austríaco e mãe alemã. Vive até hoje na cidade. Tem cinco livros publicados. O maior sucesso é “A menina que roubava livros”; foi este que lançou seu nome entre os escritores de best-sellers. “Eu sou o mensageiro”, publicado em 2002, ganhou o Prêmio de Livro do Ano do Conselho Australiano do Livro Infantil (Leitores mais velhos) em 2003 e o NSW Premier’s Literary Award (Prêmio Ethel Turner) também em 2003.

Eu ganhei esse livro sem que eu soubesse nada sobre ele. Já tinha lido “A menina que roubava livros” e gostei muito. Apenas recentemente resolvi iniciar esta leitura.

Nitidamente, é um livro destinado a um público adolescente. Falei para meu filho que, provavelmente, ele vá gostar bastante do livro. Isso porque é uma história narrada em primeira pessoa, por um rapaz de 19 anos, que se envolve em um mistério, repleto de suspense e aventura.

Esse rapaz passa a receber cartas de baralho, uma por vez, com endereços ou nomes ou outras dicas anotados nas cartas. Ele não sabe quem está enviando nem o que esperam dele exatamente. Mas ele gosta da surpresa e passa a fazer de tudo para desvendar cada uma das pistas que ele recebe.

O livro é envolvente e tem uma linguagem bastante informal, jovem e de fácil leitura.

Enquanto as crianças dançam no jardim sob o céu noturno e as luzes, vejo uma coisa.

Lua e Marie estão de mãos dadas.

Parecem muito felizes, curtindo este momento, vendo as crianças e as luzes em sua velha casa de alvenaria.

Lua beija Marie.

É só um beijinho de leve nos lábios.

E ela retribui o beijinho.

Às vezes as pessoas são bonitas.

Não pela aparência física.

Nem pelo que dizem.

Só pelo que são.

Embora não seja o tipo de leitura que me atraia, acho que é um livro que vale a pena, especialmente no caso dos mais jovens. Porque Ed é um rapaz absolutamente sem nenhum objetivo na vida. Ele trabalha e paga suas contas, mas não espera nada para o futuro. Apenas vai vivendo, dia após dia. E as mensagens nas quais ele se envolve fazem com que ele tenha que entrar em contato com as mais variadas pessoas, de idades diferentes, com histórias de vida diversas. Com isso, ele percebe a importância que podemos ter na vida de outras pessoas; como pequenos gestos podem ter grandes significados.

– Sabe, Ed, já vai fazer um ano que moramos aqui, e ninguém – absolutamente ninguém – nunca moveu uma palha pra nos ajudar nem pra nos acolher como vizinhos – ele bebe. – Veja bem, não tô me queixando de nada. Já é de se esperar este tipo de coisa hoje em dia. As pessoas já têm lá seus problemas… – ele olha pra mim bem firme, só por um segundo. – Mas daí você aparece do nada. Não entendemos…

Os segredos vão sendo desvendados pouco a pouco. Nem o próprio Ed sabe o que está acontecendo, nem porque ele foi escolhido.

(…) Deixei minhas digitais no mundo, mesmo que pequenas, e isso mexeu no equilíbrio entre nós dois. (…)

(…) Talvez eu esteja mesmo transformando o antigo Ed Kennedy cheio de incompetências numa nova pessoa cheia de objetivos. Talvez eu acorde um dia e saia de mim mesmo, olhe pra trás e veja o antigo Ed, deitado, morto nos lençóis.

Sei que é uma coisa boa.

Acho que o que mais está faltando para os jovens hoje em dia são objetivos… algo pelo que lutar e fazer a vida valer a pena.

– Sílvia Souza

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2 Comments
  • carlos disse:

    Grande revisão. Eu acho que ser jovem inclui ser um ignorante e sem saber o que podemos fazer com nossas vidas. Em seguida, a estrada estreitase e as opções são reduzidas a caminhar ou ficar sentado. Um abraço.

    • Silvia Souza disse:

      Você está certo, Carlos… é isso mesmo.
      Os jovens estão sempre cheios das verdades; apenas a vida vai ensinando.
      Beijo!

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