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Livro: “Carta sobre a Felicidade (a Meneceu)” de Epicuro

Livro: “Carta sobre a Felicidade (a Meneceu)” de Epicuro
Livro: “Carta sobre a Felicidade (a Meneceu)” de Epicuro

Tradutores: Álvaro Lorencini e Enzo Del Carratore

Editora: UNESP (2002)

ISBN: 8571393974

Sinopse: Texto baseado na edição de G. Arrighetti

Que ninguém hesite em se dedicar à filosofia enquanto jovem, nem se canse de fazê-lo depois de velho, porque ninguém jamais é demasiado jovem ou demasiado velho para alcançar a saúde do espírito. Quem afirma que a hora de dedicar-se à filosofia ainda não chegou, ou que ela já passou, é como se dissesse que ainda não chegou ou que já passou a hora de ser feliz. Desse modo, a filosofia é útil tanto ao jovem quanto ao velho: para quem está envelhecendo sentir-se rejuvenescer através da grata recordação das coisas que já se foram, e para o jovem poder envelhecer sem sentir medo das coisas que estão por vir; é necessário, portanto, cuidar das coisas que trazem a felicidade, já que, estando esta presente, tudo temos, e, sem ela, tudo fazemos para alcançá-la…”

 

Quando então dizemos que o fim último é o prazer, não nos referimos aos prazeres dos intemperantes ou aos que consistem no gozo dos sentidos, como acreditam certas pessoas que ignoram o nosso pensamento, ou não concordam com ele, ou o interpretam erroneamente, mas ao prazer que é a ausência de sofrimentos físicos e de perturbações da alma. Não são, pois, bebidas nem banquetes contínuos, nem a posse de mulheres e rapazes, nem o sabor dos peixes ou das outras iguarias de uma mesa farta que tornam doce uma vida, mas um exame cuidadoso que investigue as causas de toda escolha e de toda rejeição e que remova as opiniões falsas em virtude das quais uma imensa perturbação toma conta dos espíritos.

Epicuro

Quanto mais eu leio e reflito, mais fico convencida de que a felicidade, o desejo máximo de todas as pessoas durante suas vidas, é alcançada de forma racional.

Somos nós (cada pessoa individualmente) que estabelecemos nosso conceito de felicidade (absolutamente particular).

E é trabalhando a mente que conseguimos reduzir nossos desejos e perturbações e podemos, finalmente, alcançar um estado de tranquilidade e paz, que poderia ser considerado como felicidade.

 

– Sílvia Souza

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