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Literatura: Realismo

Literatura: Realismo
Literatura: Realismo

Não é nenhuma novidade o quanto eu gosto de ler. E há tantos escritores diferentes, de tantos movimentos literários diferentes. Muitas vezes, tenho dificuldade em escolher um livro ou determinar a ordem da minha lista de leitura. Eu sei que ainda há muita coisa que não conheço; portanto, não posso ter opiniões absolutamente definidas e imutáveis. De qualquer forma, saber que há uma preferência por um movimento literário, ajuda nas escolhas. Um dos meus preferidos é o Realismo.

O Realismo foi um movimento artístico e literário surgido nas últimas décadas do Século XIX na Europa, mais especificamente na França, com a publicação de Madame Bovary de Gustave Flaubert em 1856. Flaubert é um dos escritores mais elogiados e admirados, por sua escrita clara, precisa, sem rebuscamento, buscando a perfeição. Esse livro me conquistou imediatamente e a personagem Emma Bovary, representando uma crítica frontal às mulheres do Romantismo, tornou-se um dos meus ícones femininos.

O termo realismo foi empregado pela primeira vez em 1850 para descrever um novo estilo de pintura e logo se difundiu na literatura. Os realistas literários de meados do século XIX queriam lidar com personagens comuns da vida real, em vez de heróis românticos em ambientes incomuns. Motivados pelas teorias científicas e filosóficas da época, os escritores realistas desejavam retratar o homem e a sociedade em sua totalidade. Não bastava mostrar a face sonhadora ou idealizada da vida, como fizeram os românticos; desejaram mostrar a face nunca antes revelada: a do cotidiano massacrante, do amor adúltero, da falsidade e do egoísmo humano, da impotência do homem comum diante dos poderosos. Eles também procuraram evitar a escrita florida e sentimental.

Outras publicações Realistas maravilhosas: Ilusões Perdidas de Honoré de Balzac; Os irmãos Karamázov de Fiódor Dostoiévski; Anna Karenina de Léon Tolstoi; O retrato de Dorian Gray de Oscar Wilde; Oliver Twist de Charles Dickens; As Aventuras de Huckleberry Finn de Mark Twain.

No Brasil, o Realismo teve início com a publicação de Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, em 1880. Machado de Assis foi o maior escritor brasileiro do Realismo, com outros livros como Quincas Borba, Dom Casmurro, O Alienista, Memorial de Aires. Outra obra do Realismo brasileiro que eu li em meus tempos de vestibular e que me conquistou completamente foi Memórias de um Sargento de Milícias de Manuel Antônio de Almeida. Na época, ele foi publicado sob a forma de folhetins.

Em Portugal, o Realismo foi iniciado por Eça de Queirós e Antero de Quental. O Crime do Padre Amaro foi o marco inicial, publicado em 1875. Outras obras maravilhosas de Eça de Queirós: O Primo Basílio, Os Maias, A Cidade e as Serras, A Ilustre Casa de Ramires.

As obras realistas, não raro, causaram desconforto nos meios sociais e, muitas vezes, escândalo, devido à sua crítica aberta à sociedade. Isso aconteceu com Madame Bovary, O Crime do Padre Amaro, O Primo Basílio

É claro que há muitas obras maravilhosas de outros movimentos literários. Assim como deve haver obras realistas que eu não deva ter gostado ou não gostarei, caso ainda vá ler. Mas confesso que, quando vejo que o escritor é Realista ou que o livro é Realista, começo a leitura imaginando que irá me agradar muito.

– Sílvia Souza

 

 

 

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8 Comments
  • laynnecris disse:

    Adoro também o Realismo. E, ainda há tanta coisa que ignoro. Li Madame Bovary e é bem verdade que ela quebra todas as convenções da mocinha do Romantismo (o que é bem interessante ver alguém que é tão humano quanto nós). E não acha que ela se parece um pouco com Constance do Lawrence?

    E, isso é uma grande aula sim. As melhores aulas são aquelas que falamos por prazer, conhecimento e por livre e espontânea vontade. Quem dera os professores de literatura fosse de fato apaixonados por ela, teria aprendido muito mais…

    Um beijão…

    • Silvia Souza disse:

      Obrigada, Laynne!
      A Connie tem algumas semelhanças com a Emma. Mas a Connie é mais segura, uma mulher mais forte e determinada.
      A Emma tem o sonho romântico de encontrar o amor eterno… E só se envolve com homens errados e em muitos problemas.

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