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Lazer: Pateo do Collegio

Lazer: Pateo do Collegio
Lazer: Pateo do Collegio

A pouca distância do metrô Sé, temos uma das visitações obrigatórias do centro de São Paulo, o Pateo do Collegio. Estive lá pela primeira vez quando tinha 8 anos e cheguei a ir algumas outras poucas vezes. Muitas vezes, a ida ao Pateo do Collegio vale apenas para tomar um café ou comer um pão em uma das mesinhas no jardim interior, em um espaço tranquilo e agradável.

Para quem nunca foi, acho a visita obrigatória. No andar térreo, mapas, maquetes e documentos contando sobre a fundação da cidade de São Paulo e sobre seu crescimento.

No andar superior, o museu de arte sacra, com muitas obras do Brasil e de outros países da América Latina, falando sobre os jesuítas e sobre a importância da igreja católica no Brasil colônia.

Esse passeio fez parte da minha semana de turismo por São Paulo, junto com minha família. É impressionante como visitamos pouco os monumentos do lugar onde moramos. E São Paulo tem muita coisa a oferecer, especialmente em arte, história e cultura.

Trago alguns aspectos históricos e cronológicos do Pateo do Collegio, que constam no próprio site deles em maiores detalhes.

O complexo histórico-cultural-religioso Pateo do Collegio pertence à Companhia de Jesus, ordem religiosa dos jesuítas fundada em 1540 por Santo Inácio de Loyola (1491-1556). Os primeiros jesuítas chegaram ao Brasil em 1549 com a missão de evangelizar os indígenas, naturais da terra, e de educar e confortar espiritualmente os colonos, cristãos europeus que deram início ao processo de colonização do Brasil.

1553 – P. Manuel da Nóbrega após realizar visita ao planalto do Inhambussu (aquele que se vê ao longe) decide ali iniciar uma nova missão para a Companhia de Jesus. Este planalto é cercado por dois rios, Anhangabaú (rio do Deus Anhangá) e Tamanduateí (rio dos Tamanduás). Devido ao fenômeno ocorrido na várzea do rio Tamanduateí, o local passa a ser conhecido como Piratininga (Peixe Seco).

1554 – Com a intenção de ensinar e catequizar os indígenas que viviam neste planalto de Piratininga, os jesuítas constroem a primeira escola, feita de pau a pique (técnica de construção com barro, bambu e palha).

1556 – Devido ao crescimento do vilarejo, uma escola e igreja foram construídas de taipa de pilão (técnica de construção com barro, plantas, estrume e sangue de animais) pelo P. Afonso Brás, SJ, com equipe organizada e chefiada pelo líder indígena Tibiriçá.

1585 – Uma área transversal de taipa de pilão foi construída (parte da parede pode ser vista no jardim do Pateo). A vila de São Paulo foi oficialmente criada e a primeira igreja da Sé foi construída.

1640 – Devido à tentativa de impedir a escravidão dos indígenas pelos moradores da Capitania de São Vicente, os jesuítas são expulsos de seus colégios (São Paulo, Santos e São Vicente) pelos administradores dessas vilas.

1653 – Os jesuítas voltam para São Paulo em 1653, 13 anos após a primeira expulsão, com o auxílio de Fernão Dias Pais e Catarina Camacha (doadores das terras de Embu).

1680 – Os padres reconstroem o Colégio de São Paulo, a igreja e a torre são refeitas de taipa de pilão, pedras e cal. A construção durou até 1694.

1711 – São Paulo se tornou oficialmente uma cidade.

1759 – Pela segunda vez os jesuítas são expulsos, desta vez de todas as colônias portuguesas pelo Marquês de Pombal que por razões políticas confiscou todos os bens dos jesuítas.

1765 – O antigo colégio, que desde a expulsão funcionava como residência da Arquidiocese, é transformado em Palácio dos Governadores. A antiga construção jesuítica, de 1680, começa a ser modificada.

1843 – Os jesuítas conseguem retornar para o Brasil, mas ainda ficam longe de suas antigas casas e colégios.

1877 – Inicia-se a urbanização em volta do pátio do antigo colégio dos jesuítas estimulada pela plantação do café no Estado de São Paulo. Em menos de 100 anos, a cidade de São Paulo cresceu muito mais do que havia crescido nos últimos 300 anos.

1891 – O espaço antes utilizado como pátio do colégio dos jesuítas se transforma em praça.

1925 – Instalação do monumento comemorativo da fundação de São Paulo, esculpido em 1913 por Amadeu Zani (Itália, 1869- Brasil, 1944) no largo do Palácio.

1929 – O largo do Palácio que passa a ser chamado de Praça Pátio do Colégio.

1930 – Transferência definitiva do governo de São Paulo para os Campos Elíseos. A Secretaria da Educação passa a ocupar o prédio; perda total da identidade não se trata mais de um marco político e administrativo.

1945 – Coleta de quatro mil assinaturas solicitando o restabelecimento do colégio dos jesuítas (livro entregue ao interventor de São Paulo, Dr. Fernando Costa).

1953 – Nas proximidades das comemorações do IV Centenário da Cidade de São Paulo e com as grandes festividades que isso proporcionaria, é constituída uma comissão para construção de um memorial aos fundadores da cidade de São Paulo, no local onde a cidade nasceu, no antigo colégio dos padres jesuítas. Para isso é retomado o documento com 4000 assinaturas, solicitando o restabelecimento do colégio as inacianos. O sítio histórico da fundação de São Paulo é então devolvido aos jesuítas, como um dos marcos iniciais da comemoração dos 400 anos da cidade, em 1954. O prédio do antigo Palácio dos Governadores, em completo abandono é demolido.

1954 – IV Centenário da Cidade de São Paulo, Em 21/01/1954 o governador Lucas Garcez promulgou a lei nº2658 transferindo a Companhia de Jesus o domínio pleno do terreno situado no Pátio do Colégio com área de 2.805 m2 destinada à construção do Colégio e da Igreja “a fim de perpetuar a mais cara tradição do povo paulista”.

2005 – Reabertura do Museu de Arte Sacra dos Jesuítas.

2014 – Após 397 anos de abertura do processo de canonização, em 3 de abril de 2014, é canonizado São José de Anchieta, pelo Papa Francisco em cerimônia no Vaticano.

 

Fonte: Pateo do Collegio

 

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