Surpresas
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Imaginação

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Imaginação

Quando os chineses encontraram os primeiros fósseis de dinossauros que se têm notícia há mais de 1.700 anos, acharam que aqueles ossos gigantescos eram de dragões. E imaginaram aqueles seres enormes, capazes de voar e de soltar fogo pela boca.

Nossa mente criativa inventa as coisas mais incríveis a partir de objetos não compreendidos ou de eventos inexplicáveis.

Quando você entrou na minha vida, imaginei dezenas de teorias diferentes que pudessem ter feito nossos destinos se cruzarem. É engraçado, porque não sou supersticiosa nem acredito em magia. Mas gosto de sonhar com a pessoa que nos completa e será a única e eterna.

O problema é que minhas teorias não pararam. Como eu vivia no escuro, tateava rumo ao desconhecido e criava histórias e narrativas para cada relevo áspero, pontiagudo ou pegajoso…

Eu mesma criava o sentido de cada palavra dita… de cada silêncio sufocante…

Nunca soube os detalhes da sua vida. Sabia apenas o que você resolvia me contar, através da sua própria perspectiva. Então, dessa forma, inventei você, inventei nossa história, inventei nosso amor…

Tudo o que eu fiz e disse sempre foi sincero e sempre fui eu mesma, sem máscaras nem mentiras. Digo tudo pelas minhas expressões. Não contenho minhas palavras quando acho que algo precisa realmente ser dito, desde uma declaração de amor até um desabafo de ciúme incontido. Essa sou eu. E você me conheceu mais do que qualquer outra pessoa no mundo.

Mas quando o personagem era você… será que eu via seu verdadeiro “eu” através da minha lente de conto de fadas? Até hoje eu não sei. Será que eu via um amor enorme apenas porque eu precisava que houvesse tal amor e que ele fosse tão grande quanto o meu? Também não tenho essa resposta.

O problema é que nossa história chegou ao fim…

E eu precisei adaptar o final ao meu conto, escrever o fim à minha maneira… imaginar que não houve fim no seu coração…

E continuei imaginando…

Imaginando que você me observa de longe, que cuida de mim, que se interessa pelo que acontece comigo, que sente saudades, que sonha comigo, que fecha os olhos e me vê nas outras mulheres…

Vivo nas nuvens…

Vivo dos sonhos…

Vivo da minha imaginação…

Até que tudo acabe.

– Sílvia Souza

(23-12-2015)

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