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Filme “Snowden: Herói ou Traidor” (2016)

Filme “Snowden: Herói ou Traidor” (2016)
Filme “Snowden: Herói ou Traidor” (2016)

Eu tento acompanhar o que acontece no mundo, mas, algumas vezes, eu me sinto meio alienada. O fato é que eu não sabia nada da história de Edward Snowden até recentemente, quando um colega falou comigo sobre o filme. Não acompanhei na mídia as notícias sobre a busca dele nem sobre a coleta de dados sobre todas as pessoas do mundo que a NSA (Agência Nacional de Segurança – dos Estados Unidos) fazia (ou ainda faz).

Para outras pessoas que sejam meio alienadas como eu, segue um pouquinho de quem é Edward Snowden (Obs: a fonte foi Wikipedia, então não sei se todos os dados estão corretos). Ele era um analista de sistemas, ex-administrador da CIA e ex-contratado da NSA que tornou públicos detalhes de vários programas que constituem o sistema de vigilância global da NSA. Ele copiou dados de dentro da NSA e se escondeu, até estabelecer contato com jornalistas que divulgaram as informações nos jornais The Guardian e The Washington Post.

Quando as revelações foram publicadas, Snowden fugiu e, de acordo com o que está colocado no filme, pretendia chegar à América do Sul. Mas como seu passaporte foi cancelado, ele acabou ficando na Rússia, onde permaneceu como refugiado. O governo dos Estados Unidos acusou-o de roubo de propriedade do governo, comunicação não autorizada de informações de defesa nacional e comunicação intencional de informações classificadas como de inteligência para pessoa não autorizada.

Em junho de 2013, Edward Snowden, falando de seu trabalho e dos motivos por que decidiu correr os riscos de revelar a existência dos programas de vigilância e espionagem mundial, disse:

Eu sou apenas mais um tipo que passa o dia a dia num escritório, observa o que está acontecendo e diz: ‘Isso é algo que não é para ser decidido por nós; o público precisa decidir se esses programas e políticas estão certos ou errados.

Em 2015, o filme Citizenfour, foi o ganhador do Oscar na categoria de melhor documentário. O documentário dirigido por Laura Poitras aborda a extensão da vigilância global e espionagem pelos Estados Unidos, feitas através da NSA bem como, em filmagem feita durante o desenrolar dos eventos, documenta como se deram os encontros com Edward Snowden antes e depois de sua identidade ser revelada ao público.

Em 2015, Oliver Stone iniciou a produção da cinebiografia de Edward Snowden. O ator Joseph Gordon-Levitt foi o escolhido para interpretar o personagem. Eu gosto muito desse ator e acho que ele soube incorporar muito bem o personagem.

Fica difícil saber que lado assumir. É claro que o filme tenta dar razão para Snowden. Mas o fato é que sabemos apenas o seu lado da história; e temos grande tendência a achar que ele fez um gesto grande e altruísta para trazer a verdade para as pessoas. Mas conhecendo o mundo, sabemos que as coisas raramente são assim; raramente alguém abre mão de uma vida boa e confortável por um bem maior. É uma decisão muito difícil.

De qualquer forma, o filme é muito interessante e nos faz pensar no quanto estamos sendo observados o tempo todo pela segurança de todos. E não sei se isso é válido. Porque, no fim das contas, tudo acaba na mão de pessoas, em cuja honestidade nem sempre podemos acreditar.

Uma citação interessante do filme:

You ever hear about the Nuremberg trials, Trev? They weren’t that long ago. Yeah, well, the big shots were the first trial, but then the next trial were just the judges, and lawyers, and policemen, and guards, and ordinary people just doing their jobs, following orders. That’s where we got the Nuremberg principles, which then the UN made into international law, just in case ordinary jobs become criminal again.

[Já ouviu falar dos julgamentos de Nuremberg, Trev? Eles não foram há muito tempo. Sim, bem, os grandes foram julgados no primeiro julgamento, mas depois o próximo julgamento foi apenas dos juízes, dos advogados, dos policiais, dos guardas e das pessoas comuns apenas fazendo seu trabalho, seguindo ordens. Foi aí que foram dados os princípios de Nuremberg, que a ONU transformou em lei internacional, apenas no caso de empregados comuns tornarem-se novamente criminosos.]

 

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