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Filme “Samsara” (2011)

Filme “Samsara” (2011)
Filme “Samsara” (2011)

Eu sigo um canal do YouTube que fala sobre filmes chamado CineFix. Gosto da visão que eles têm dos filmes e das listas que eles fazem com os melhores filmes (na opinião deles) em algum aspecto específico, como, por exemplo, o melhor diálogo.

Assistindo a uma destas listas, eles mostravam os filmes com as imagens mais bonitas e o vencedor foi “Samsara”, um documentário de Ron Fricke de 2011. Eu nunca tinha ouvido falar e fui atrás, porque cismei que precisava vê-lo. Consegui comprá-lo apenas na Amazon dos Estados Unidos e aguardei o tempo do envio.

Assim que o filme estava em minhas mãos, fui assisti-lo.

O filme consiste de imagens absolutamente maravilhosas de paisagens, mas, principalmente de pessoas que retratam seus costumes, suas danças, os lugares onde vivem, em seus aspectos bons e ruins. Não há um único diálogo ou depoimento. São músicas instrumentais e as sequências de imagens. Muitos países estão representados.

Uma das tentativas do filme ficou clara para mim: a representação das principais religiões do mundo (Budismo, Catolicismo, Judaísmo, Islamismo) com alguns dos seus rituais. Não há nenhuma tentativa de mostrar a superioridade de uma ou outra; apenas mostrar como os praticantes demonstram sua fé. Achei muito bonita a forma como eles conseguiram representar este aspecto dos seres humanos.

Mas além deste lado de fé, que eu acho muito bonito quando se baseia realmente no amor que as religiões pregam, existem muitas imagens tristes e que me deixaram incomodada.

Foram imagens das cadeias superlotadas e as condições precárias daqueles que estão presos; a pobreza extrema em países da África, em que faltam alimentos e água, além de saúde e educação; pessoas que vivem revirando o lixo em busca de algo para si mesmo ou para vender (e fazem isso sem nenhuma proteção, em meio à sujeira); crianças carregando armas, tanto na África, em uma tribo, quanto nos Estados Unidos, uma menina entre o pai e o irmão, cada um segurando uma espingarda (e a da menina sendo cor de rosa). Como foi chocante e antagônico ver uma menina segurando uma espingarda cor de rosa!

Em que mundo estamos vivendo?

As pessoas vivem suas fés e suas religiões apenas em benefício próprio e daqueles mais próximos e deixam de olhar para o todo? Famílias pregam o ódio e acreditam que se armar é a solução para os problemas? O que se passa na cabeça de uma criança que cresce segurando uma arma?

Há pouco tempo li em um livro (não saberei citar a referência exata neste momento, mas está, certamente, em uma das minhas publicações sobre livros) que não são as guerras que pedem as armas, mas sim o fato de existirem as armas é que causa as guerras. E é a mais pura verdade! Hoje em dia, as indústrias bélicas financiam os conflitos intermináveis e cada vez mais mortais, porque elas precisam vender…

Tudo isso me deixa tão inconformada! Eu sei que se formos ver a história da humanidade, vivemos no período mais civilizado, com menos mortes. Mas, a meu ver, a globalização e o fato do mundo estar conectado através da Internet fazem com que o ódio e a intolerância ganhem uma amplitude nunca observada. Por enquanto, estamos contendo isso. Mas por quanto tempo?

Existem tantas coisas que precisam ser revistas…

A Terra é absolutamente incrível. Muitas coisas que os homens construíram ao longo de sua existência são maravilhosas. Mas precisamos lutar contra o que há de mau, de mesquinho, de egoísta… É a única forma da vida fazer sentido para mim.

Resumindo, o documentário é lindo. E me fez pensar muito, depois de me trazer desconforto com imagens de sofrimento que eu desconhecia (talvez eu seja ingênua demais).

 

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