Now reading

Filme “Perdas e Danos” (“Damage” – 1992)

Muro
Next post
Filme “Perdas e Danos” (“Damage” – 1992)
Filme “Perdas e Danos” (“Damage” – 1992)

Damaged people are dangerous. They know they can survive.

“It takes a remarkably short time to withdraw from the world. I traveled… until I arrived at a life of my own. What really makes us is beyond grasping. It’s way beyond knowing. We give in to love… because it gives us some sense of what is unknowable. Nothing else matters, not at the end.”

Sinopse: Stephen Flemming (Jeremy Irons) é um político conservador do alto parlamento inglês que acaba se envolvendo com a noiva do filho. Ela não está disposta a abandonar o seu relacionamento com o futuro marido, e ele não quer um escândalo na sua carreira, mas apesar disso os dois continuam a se encontrar e Flemming até muda seus horários para poder ver Anna (Juliette Binoche). Eles têm noção de que a relação deles dois pode abalar a vida das pessoas que amam, mas não conseguem se desligar, sendo movidos pela forte atração sexual que um exerce no outro.

Às vezes apenas escolho um filme para me divertir, sem precisar pensar a respeito da trama. Há os filmes feitos para chorar, com aquelas histórias excessivamente tristes, que nos fazem sair da sala de cinema agradecendo pelas coisas boas que possuímos e por termos saúde. Há filmes violentos. Aqueles com lindas histórias de amor que nos fazem acreditar em Contos de Fadas.

E há os filmes que penetram na alma e falam com o que existe de mais profundo dentro de nós. Não creio que um filme que me atinja dessa forma vai fazer o mesmo com as outras pessoas. Provavelmente não. Acho que isso vai depender da história pessoal de cada um.

Eu tinha o DVD desse filme em casa, sem nunca ter assistido. Devo ter comprado em alguma promoção, na época em que eu comprava DVDs. Gosto da Juliette Binoche e do Jeremy Irons. Resolvi assistir nessa semana.

E esse foi dos filmes que explodiu uma granada dentro de mim… bagunçou meus sentimentos e alguns pontos de vista.

Pode ser fácil imaginar que somos os responsáveis por todas as nossas ações. O que nem sempre parece simples é vislumbrar todos os desdobramentos dos nossos atos, das escolhas que fazemos, das decisões que tomamos.

Muitas vezes, quando nossa atitude é motivada por um impulso ou uma paixão, nos sentimos imunes a tudo e parece que nada de ruim poderá decorrer de nossas ações irracionais. Ficamos cegos. Muitas vezes descuidados. Porque o cérebro está ocupado por um pensamento apenas.

Por que nos sentimos assim? Como um Super Homem, invulnerável a tudo? Mas até os heróis têm seus pontos fracos. E nós, simples mortais desprovidos de poderes e mutações especiais… é quase certo que iremos cair em nossas próprias mentiras, desmascarados da forma cruel e devastadora.

Por que é tão difícil resistir ao próprios impulsos? Por que olhamos para nós mesmos de forma tão condescendente e amenizamos as nossas falhas; mas somos implacáveis ao julgar os outros? Achamos que nossos erros são sempre justificáveis e passíveis de perdão. E acabamos causando sofrimentos, dores, mágoas… consequências quase certas de atitudes egoístas.

Pode ser que nada do que estou escrevendo faça sentido para quem não viu o filme. Mas foram as reflexões que me perturbaram por algum tempo.

O filme causa desconforto. E faz pensar muito. Vivemos em uma sociedade que parece cada vez mais individualista, na qual o importante é que cada um viva o limite máximo de seus prazeres. E nada de bom pode advir disso.

 

 

– Sílvia Souza

Written by

3 Comments

Instagram
  • #gilbertcesbron #citações #reflexõesdesilviasouza
  • #catão #ocensor #citações #romaantiga #reflexõesdesilviasouza
  • #françoisehéritier #citações #reflexõesdesilviasouza
  • #jorgeluisborges #citações #reflexõesdesilviasouza
  • #miguelestevescardoso #citações #reflexõesdesilviasouza