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Filme “Pai em dose dupla” – 2015 (“Daddy’s Home”)

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Filme “Pai em dose dupla” – 2015 (“Daddy’s Home”)
Filme “Pai em dose dupla” – 2015 (“Daddy’s Home”)

Depois de obrigar meus filhos a assistirem a um filme de 156 minutos ontem, com muitas cenas de vários minutos apenas mostrando o vento nas árvores e a paisagem inóspita, achei que os dois mereciam ver uma comédia que pudesse agradá-los, para que dessem algumas boas risadas.

Optei por esse filme com Will Ferrell e Mark Wahlberg

É uma comédia com humor tipicamente americano, com alguns momentos muito divertidos e outros que nos deixam com raiva. Não chega a ser apelativo.

Valeu a pena. Eles gostaram. Eu gostei. Demos risada.

Em meio à comédia, o filme traz um tema muito difícil e consegue fazer isso de forma interessante e positiva.

O personagem de Will Ferrell não pode ter filhos, mas seu maior desejo é ser pai (não no sentido biológico, mas no sentido de conviver, cuidar e educar filhos). Ele se casa com uma mulher divorciada que tem um casal de filhos, cujo pai é muito ausente (Mark Wahlberg).

Entretanto, esse pai resolve voltar para ver os filhos e está disposto a retomar seu lugar como o homem da casa, o modelo masculino para os filhos e reconquistar sua ex-mulher. E o confronto dos dois homens é inevitável. Um que realmente cuida das crianças e tinha conquistado seu amor, confiança e respeito. E o outro que está ausente há muito tempo, mas é cheio de novidades e diversão.

Eu nunca tinha parado para pensar sobre a diferença de aceitação de uma madrasta ou de um padrasto. Como sempre, no meu ponto de vista, há um grande aspecto machista. É muito mais frequente pensarmos em uma madrasta: a mulher que se casa com o homem que já tem filhos e ajuda a cuidar das crianças. A sociedade aceita. Vemos esse papel como algo natural atualmente. A mulher passa a imagem da maternidade naturalmente, mesmo que os filhos não sejam dela. Consideramos muito menos provável que uma mulher vá punir ou torturar uma criança, mesmo que não seja seu filho. Além do mais, raramente o homem fica sozinho após se divorciar ou ficar viúvo.

Mas quando uma mulher que tem filhos está sozinha e começa a namorar, a impressão que tenho é que ela pensa muito mais antes de apresentar outro homem aos filhos. Há sempre o receio do comportamento desse homem com as crianças que não são seus filhos. E, mais do que isso, no caso de uma mulher divorciada, vejo que há um receio enorme do pai biológico em relação ao homem que vai passar a exercer influência na vida de seus filhos.

Eu posso estar absolutamente errada em toda essa análise. Mas foi assim que se passou no meu caso. E foi algo assim que o filme mostrou, de forma divertida e menos dramática.

Voltando ao filme, vale a diversão, sem maiores expectativas. Foi um bom programa.

 

 

– Sílvia Souza

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