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Filme “O Diário da Esperança” – 2013 (“A nagy füzet”)

Filme “O Diário da Esperança” – 2013 (“A nagy füzet”)
Filme “O Diário da Esperança” – 2013 (“A nagy füzet”)

Mais um filme que aborda aspectos da Segunda Guerra Mundial. Dois irmãos gêmeos são deixados pela mãe na casa da avó (que eles nunca conheceram). A avó morava no interior da Hungria, próximo a uma das fronteiras (não se menciona com que país). Seu pai estava lutando na Guerra e sua mãe achou que eles estariam mais protegidos na casa da avó.

Ela era uma mulher que vivia isolada do mundo e a quem todos chamavam de “Bruxa”. Uma das casas de sua propriedade estava ocupada por soldados alemães.

Os meninos prometeram ao pai que escreveriam tudo o que lhes acontecesse em um diário. E à mãe, prometeram que não deixariam de estudar.

Eles nunca descumpriram as promessas. Mas nem sempre era fácil em meio à Guerra, à fome, ao frio, aos maus tratos, aos bombardeios. A avó os obrigava a trabalhar e, com muita frequência, lhes negava comida e roupas quentes. Ela os espancava todos os dias usando toalhas molhadas. Os soldados alemães também batiam neles.

E assim eles foram vivendo o último ano da Guerra, depois a fuga dos alemães e a invasão dos soldados russos (supostamente libertadores) que chegaram saqueando e estuprando.

Eu sei que tenho essa fixação por filmes e livros que envolvam a Segunda Guerra Mundial. Eu sofro com eles. Sinto revolta, tristeza, inconformismo. E ainda assim, gosto de ler ou ver. Acho que é uma forma de perceber qual é o nível de crueldade que um ser humano é capaz de exercer. Talvez eu precise disso, como um choque de realidade, para me dar conta que o mundo não é feito do bem; que há muita maldade no coração das pessoas.

Com todo o sofrimento da Guerra e as necessidades das pessoas, nem mesmo os mais afortunados costumavam ajudar os outros. Muitas vezes, atos de compaixão e caridade podiam vir das pessoas mais inesperadas.

Além disso, a Guerra envolve todos. Não há como poupar crianças ou idosos. A morte e a violência são patentes, vivenciadas todos os dias. No filme, os irmãos passam a usar a morte e o ato de matar como um ato de compaixão, para livrar as boas pessoas do sofrimento.

Não há proteção possível. Nem forma de se isolar da realidade. E eles vão, pouco a pouco, perdendo todas as pessoas próximas; todas aquelas que poderiam estar ao lado, mesmo que não fosse possível contar com escudos ou barreiras para evitar os sofrimentos de todos os dias.

O filme é muito triste e incomoda bastante. Só vale a pena vê-lo, se houver um interesse em novas visões da Segunda Guerra e sua destruição.

 

 

– Sílvia Souza

 

 

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