O ABC do Diabetes
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Filme “Loucas de alegria” (2016)

Filme “Loucas de alegria” (2016)
Filme “Loucas de alegria” (2016)

 

Este é uma comédia italiana com a atriz Valeria Bruni Tedeschi, que está absolutamente excepcional no papel. Ela interpreta uma mulher (Beatrice) com distúrbio bipolar, em um quadro de mania, que está internada em um hospital psiquiátrico em moldes diferentes.

Este hospital é localizado em uma casa de campo, com um espaço verde enorme, onde os internos são incentivados a exercer trabalhos nas plantações e, algumas vezes, na comunidade próxima. Eles recebem um tratamento mais humanizado dos funcionários do lugar.

Beatrice tenta tomar conta de tudo e de todos. Ela mesma não trabalha, mas supervisiona tudo, fala o tempo todo, está sempre arrumada, segurando uma sombrinha para não ficar ao sol e conta sobre sua família rica, de origem nobre e que aquela casa pertencera à sua avó. Não sabemos se o que ela fala é verdade ou não, ao menos no início do filme.

Até que chega ao local uma outra moça, sofrendo de depressão grave e com histórico de tentativas de suicídio. Beatrice move mundos e fundos para se aproximar da moça e para colocá-la dormindo em seu quarto. Ela assume uma atitude maternalista em relação à moça, procurando descobrir detalhes de seu passado e fazendo tudo para ajudar a moça, de acordo com a sua concepção de ajuda.

Elas acabam fugindo do sanatório e se envolvem em uma série de dificuldades, mantendo, as duas, um estado psicológico que beira a insanidade. E ficamos, em muitos momentos, envolvidas pelas histórias contadas pelas duas, através de seus pontos de vista, sem uma noção exata dos fatos, do que de fato de passou no passado de cada uma delas.

Aos poucos, toda a história vai sendo esclarecida. E o filme consegue mostrar de uma forma sensível o sofrimento que envolve as pessoas com um distúrbio psiquiátrico; uma situação em que a coisa que elas mais pedem é para serem normais ou para que morram logo e deixem de trazer problemas para as pessoas da família ou outras pessoas próximas.

É emocionante ver algo tão profundo narrado em uma comédia, tentando dar leveza a fatos tristes e graves. E o contraste das duas personagens, uma em mania e a outra em depressão, é interessante e constrói uma simbiose em que uma praticamente necessita da outra para equilibrar o próprio comportamento.

Um filme lindo, que vale a pena ser visto, para rir e se emocionar.

– Sílvia Souza

 

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