Uma casinha pra morar
Previous post
Now reading

Oscar 2016: “Divertida Mente” – 2015 (“Inside Out”)

Oscar 2016: “Divertida Mente” – 2015 (“Inside Out”)
Oscar 2016: “Divertida Mente” – 2015 (“Inside Out”)

Sempre que um filme da Pixar está para estrear, eu me vejo aguardando por ele com certa ansiedade. Poucas vezes me desapontei. Se eu for citar algum filme que ficou abaixo da média (mas dentro das minhas expectativas), citaria “Carros 2”.

Quando assisti ao primeiro trailer de “Inside Out”, fiquei tentando imaginar como seria desenvolvida aquela ideia dos sentimentos dentro da nossa cabeça. E, vendo o filme nesse final de semana, percebi que saí da sala de cinema surpreendida de forma muito positiva. E, mais uma vez, um filme que me trouxe reflexões sobre nossos sentimentos e como lidamos com eles.

Os sentimentos antagônicos de alegria e tristeza são essenciais. Eles determinam nosso lado humano. E a alegria não seria tão boa se não houvesse a tristeza de vez em quando. A abordagem desses aspectos (que não têm nada de novo) é o centro do filme.

Mas como moderar esses sentimentos em mim? Eu sou uma pessoa mais melancólica. Não diria triste, porque não sou triste. Sou, de forma geral, alegre. Mas sou sensível demais e reajo a tudo de forma exacerbada, intensa, emotiva. Acho que tenho muitos outros bonequinhos de sentimentos na minha cabeça…

Foi apenas recentemente que percebi como eu era. Não sei bem se isso se passa com muitas pessoas. Escuto a maioria das pessoas falando: sou assim, sou desse jeito, com tanta certeza… e eu não tinha isso. Olhava para mim e via minhas múltiplas facetas e me sentia “diferente”.

Eu percebia o quanto me incomodavam situações de confronto, de desrespeito, de tortura, de dificuldades. Criava uma empatia enorme por pessoas com quem me relacionava e tinha o desejo mais profundo de fazer algo que pudesse trazer um conforto. Ainda sou assim. Continuo assim.

E sofro pelos outros. Sofro pelas minhas irmãs, meus pais, meus filhos, meus amigos, as pessoas com quem entro em contato no trabalho. Choro. Sonho. Me angustio. Medito pensando em cada um deles.

E sempre achei que isso fazia de mim uma pessoa triste, deprimida. Mas percebi que o fato de ser sensível demais, não me torna deprimida. Não sei se é uma qualidade ou um defeito. Talvez tenha os dois lados, como tudo na vida.

Mas ter percebido isso, essa sensibilidade (e não depressão), fez com que eu enxergasse que posso usar isso para algo bom. Eu tenho uma característica que pode ajudar de fato alguém… nem que seja uma única pessoa por dia…

E, nesses últimos dias, minha meta é fazer sorrir (com sinceridade) ao menos uma pessoa a cada dia. E, ao fim do dia, sei que irei dormir em paz.

 

 

– Sílvia Souza

(28/06/2015)

Written by

1 Comment
  • M.Raydo disse:

    E você está certa mais uma vez! Porque também não sei se conseguiria ser diferente. Eu também não sou assim ou assado… sou um dia de cada vez. Isso deve se chamar vivência, experiência de vida e coisas do tipo. Se pudesse sempre faria textos felizes, com um final alegre e que tudo acabasse perfeito, porque também gosto de ver as pessoas bem. Mas, o texto melancólico também me atrai, pois creio que faz pensar… mas, se estiver indo longe demais, prefiro mudar o rumo e apontar um caminho mais legal! Creio que a vida fica mais linda se apontarmos para a felicidade, afinal… isto acontece com mais frequência quando treinamos este sentimento! E o mais incrível? A vida parece gostar de pensamentos assim, porque inexplicavelmente ela abre portas, ilumina e brilha pra caramba!!!
    Curti seu texto porque pensei que fosse apenas algo referente ao filme, mas seu ponto de vista tão pessoal o tornou beeeem mais interessante!
    É isso aí! Até! 🙂

Instagram
  • #jamesbaldwin #citações #reflexõesdesilviasouza
  • #mikhailbakunin #citações #reflexõesdesilviasouza
  • #JamesJoyce #citações #reflexõesdesilviasouza
  • #gastonbachelard #citações #reflexõesdesilviasouza
  • #victorhugo #citações #reflexõesdesilviasouza