Parte 2: O golpe
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Filme “Dunkirk” (2017)

Filme “Dunkirk” (2017)
Filme “Dunkirk” (2017)

Acho que o Christopher Nolan está naquela categoria especial de diretores que atrai todos os atores para o filme, mesmo que não seja para um papel importante. No caso desse filme, temos o jovem Fionn Whitehead no papel principal, um ator pouco conhecido, e Kenneth Branagh com uma participação menor, embora interprete um dos principais oficiais ingleses na França.

O filme conta um episódio da Segunda Guerra Mundial, que foi a retirada dos soldados ingleses da França em 1940. O exército alemão foi massacrando os exércitos aliados até que eles precisaram bater em retirada ou seriam todos mortos pelos alemães. Como os alemães ocupavam Callais (a localização francesa mais próxima da Inglaterra), os soldados se reuniram em Dunkirk, mais próxima da Bélgica. Os alemães atacavam incansavelmente através de bombardeios pelo ar, destruindo a maioria dos navios ingleses que tentava se retirar de lá com os soldados.

Como a estratégia de Churchill era poupar aviões e navios ingleses com o intuito de preservá-los para defender a ilha em caso de ataque alemão, eles recrutaram barcos civis de todos os tamanhos para ir até Dunkirk resgatar os soldados. Com isso, ele conseguiu levar de volta para a Inglaterra 335.000 soldados ingleses.

A Inglaterra voltou a enviar seus soldados para combater na França junto aos soldados americanos, em uma estratégia mais coordenada, que aconteceu em 6 de junho de 1944. Além disso, os soldados combatiam pelo norte da África, tentando chegar na Itália. Essa novo envio aconteceu depois do exército alemão ter sofrido perdas imensas nas batalhas da frente leste, contra a União Soviética.

Eu não sou uma expert em direção de filmes e outros aspectos técnicos. Mesmo assim, na minha opinião, o grande mérito desse filme está na direção. A história é conhecida e não traz maiores comoções. Não há atuações brilhantes isoladamente. O filme não é feito para isso. Mas a direção, a forma como foi concebido, editado, construído, tudo isso é que faz o filme brilhante.

A história não é construída de forma linear. São vários eventos sendo mostrados aos poucos, eventos que ocorreram em diferentes momentos. Até que eles se encontram no tempo. E o filme mantém uma tensão incrível todo o tempo. Talvez tenha o benefício de mostrar o sofrimento real de quem vive a guerra, com todos os seus medos, riscos, sofrimentos. Todos aqueles soldados jovens, tentando voltar para casa sem serem mortos, ao mesmo tempo, envergonhados pela retirada frente à derrota.

O filme mostra momentos de desespero nas batalhas aéreas, nos ataques aos barcos, que afundam matando inúmeras pessoas, o dilema interno de cada um entre fazer de tudo para se salvar apenas ou voltar para resgatar outros companheiros.

O tema da Segunda Guerra parece inesgotável. Foi uma guerra tão absurda, com um número tão impressionante de mortos, que ainda desafia a compreensão das pessoas que pensam sobre ela.

Certamente, esse não foi o melhor filme que vi sobre a guerra. Mas realmente tem montagem e direção incríveis, nos faz vivenciar um pouco daquele sofrimento atroz e, quem sabe, ajuda a refletir sobre o absurdo de perder tantas vidas dessa forma.

 

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