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Filme: “Em um pátio de Paris” – 2014 (“Dans la cour”)

Filme: “Em um pátio de Paris” – 2014 (“Dans la cour”)
Filme: “Em um pátio de Paris” – 2014 (“Dans la cour”)

Dormir’ de Raymond Carver

Il a dormi sur les mains.
Sur un rocher.
Sur ses pieds.
Sur les pieds de quelqu’un d’autre.
Il a dormi dans des bus, des trains, des avions.
Dormi pendant le service.
Dormi au bord de la route.
Dormi sur un sac de pommes.
Il a dormi dans une sanisette.
Dans un grenier à foin.
Il a dormi sur des chaises, dans des églises, des hôtels de luxe.
Il a dormi sous des toits étrangers toute sa vie.
Maintenant il dort sous la terre.
Il n’en finit pas de dormir.
Comme un vieux roi.

 

Assisti a esse filme hoje. Eu sou uma apaixonada pela França e quase tudo relacionado a ela: língua, vinhos, perfumes, cremes, cosméticos, maquiagens, história… e filmes. Sei que eles têm um ritmo diferente dos filmes americanos. Mas gosto muito de filmes europeus.

Acho que esse filme agrada às pessoas que gostarem de filmes franceses. Se não for o caso, não vale a pena ver.

O personagem Antoine (Gustave Kervern) lê o poema acima em uma das cenas do filme. Ele é um homem infeliz, deprimido, angustiado, que sofre de insônia, que não consegue se impor e que vive sem um objetivo na vida. Nada pelo que valha a pena viver.

São bilhões de pessoas no mundo. O que de fato dá algum significado à nossa vida?

Não sei quantas vezes eu já me perguntei isso. Hoje em dia, acho que estou mais próxima de viver de forma a dar sentido à minha existência. Acho que alcançamos isso não pelo tempo de vida ou por trabalharmos exaustivamente ou por conquistarmos riquezas.

Para mim, o que dá a sensação de que cumpri meu papel é sentir que eu posso ter colaborado para deixar o mundo um pouquinho melhor, mesmo que seja bem pouquinho. É saber que consegui fazer coisas boas para algumas pessoas… que crio meus filhos para continuarem nessa tarefa… que soube amar, abraçar, beijar, dar carinho…

Posso não ser lembrada por muita gente. Mas sei que vou permanecer no coração de alguns.

Imagino olhar para a vida que passou e não achar nada que tenha valido a pena… a sensação de ter passado dormindo todo o tempo… nascer e morrer sem nunca ter acordado.

 

 

– Sílvia Souza

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