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Filme “Café Society” (2016)

Filme “Café Society” (2016)
Filme “Café Society” (2016)

 

Faz alguns anos que procuro assistir aos novos filmes de Woody Allen no cinema. Mas minha frequência em salas de cinema foi muito baixa no segundo semestre do ano passado. Apenas o Oscar conseguiu me movimentar um pouco para conseguir ver os filmes indicados antes da premiação. Fiquei, portanto, aguardando que este filme estivesse disponível para alugar no Now. E, ainda assim, demorei bastante para vê-lo.

É mais uma comédia leve e rápida do diretor americano. As reflexões que ele faz nos filmes atualmente não são mais aquelas angústias existenciais. Ele sempre traz alguns pontos interessantes, mas não busca respostas a qualquer preço, até porque elas não existem. Acho que o passar dos anos e a maturidade vão deixando isso muito claro.

O filme se passa entre Los Angeles e Nova York. Um rapaz, interpretado por Jesse Eisenberg, deixa o trabalho que fazia com o pai em Nova York e resolve se mudar para Los Angeles, buscando algo novo em sua vida. Lá, ele procura um irmão de sua mãe, que trabalha entre as estrelas de Hollywood e está muito rico, personagem vivido por Steve Carell. Tudo se passa na década de 1940, aproximadamente, já que ele cita Ginger Rogers com alguma frequência.

Chegando a Los Angeles, ele acaba conhecendo algumas pessoas relacionadas ao tio, gente importante da indústria do cinema e atores famosos. Consegue arrumar um trabalho ajudando nos roteiros e se apaixona pela secretária do tio, Kristen Stewart, sem saber que ela é sua amante também. Conforme a história vai se desenrolando, ele desiste de Los Angeles e volta a Nova York para ajudar o irmão em uma casa noturna, conseguindo transformá-la no maior sucesso entre a alta sociedade de Manhattan.

O filme mostra alguns contrastes entre as duas grandes cidades dos Estados Unidos, as diferenças entre as pessoas e seus estilos de vida. Não tenta fazer nenhuma análise profunda da vida ou da existência. Pincela brevemente sobre as escolhas que fazemos e aquilo de que temos que abrir mão em nossas vidas. Mas Woody Allen permite que os personagens tenham liberdade de viver seus desejos, em detrimento da estabilidade ou da lealdade aos outros.

Foi um filme divertido, não estando certamente entre os melhores do diretor.

Agora, eu vou aproveitar e fazer um comentário não muito educado da minha parte. Queria entender o sucesso da atriz Kristen Stewart. Já não gostei da atuação dela na série Crepúsculo, mas não havia muita necessidade de uma interpretação excepcional. E ela acabou sendo selecionada no elenco de vários outros filmes, alguns com grande carga dramática; e nunca gostei da atuação dela. Ela é inexpressiva, não fala direito as palavras e não acho que ela seja assim tão maravilhosa. Será que estou tão equivocada assim? Não foi diferente neste filme; minha opinião sobre ela permanece a mesma e fico admirada por ela atuar em grandes filmes, ter um cachê alto e ser garota propaganda da Chanel. Coisas inexplicáveis do mundo das celebridades…

– Sílvia Souza

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