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Feliz Dia das Mães!

Feliz Dia das Mães!
Feliz Dia das Mães!

Foram nove meses de gestação. Depois um parto normal em uma época em que não se usava anestesia peridural. Amamentação difícil, porque não havia leite. Via a filha sem ganhar peso e chorando de fome, até que o pediatra autorizou usar leite de vaca ou fórmulas infantis. Chorava de medo do bebê, aquela pequena criança tão frágil, não sobreviver ao primeiro ano de vida.

Trabalhava fora, preparava as sopinhas, cuidava da filha. Dormia mal à noite, porque a menina não respirava bem e chorava muito.

Achava a menina bonita, com seus olhinhos azuis; e tinha que escutar todas as pessoas perguntarem quando aqueles olhos iriam escurecer.

Ensinou-a a andar antes que completasse um ano. Tinha que corrigir provas dos alunos e se sentava com a menina no colo, tentando distraí-la enquanto cumpria suas obrigações. Aproveitava e desenhava suas mãozinhas em folhas e cadernos. Talvez por tudo isso, a menina tenha crescido sempre familiarizada com os números.

Fazia desenhos para que a menina contasse e ligasse ao algarismo correspondente. Ensinava letras e palavras. Usava seus conhecimentos de professora de magistério, aplicando-os em casa com a criança que parecia precoce em seu aprendizado.

A mais velha ainda era um bebê de fraldas, com menos de dois anos, quando a segunda nasceu. Agora eram dois bebês a serem cuidados, acalentados, ninados, alimentados.

Quantos vômitos no carro quando viajávamos? Quantos sonos interrompidos por doenças ou pesadelos? Quantos despertares de madrugada para ajudar nos estudos de História ou Geografia, disciplinas que nem eram sua especialidade?

Uma vida de acordar cedo, preparar a mesa de café da manhã, chamar as filhas com todo o carinho sussurrando um bom dia baixinho no ouvido enquanto fazia um cafuné, arrumar-se para o próprio trabalho, estar de volta em casa para o almoço em família, trabalhar novamente à tarde, limpar a casa, passar a roupa, preparar o jantar, fazer supermercado. Não exigir nada para si mesma e contentar-se em ver as filhas felizes e realizadas.

A impossibilidade de ficar na cama durante uma doença, porque não há férias ou licença médica para as atividades de mãe.

Uma vida doando amor, o amor mais puro e sincero, incondicional e infinito.

Passaram-se mais de 45 anos desde que a primeira menina nasceu. É sua 45a. comemoração de Dia das Mães. E o carinho e a dedicação são os mesmos. A mesma atitude de trabalho incansável apenas para preparar um prato preferido de uma delas ou para dar assistência no que quer que seja. Sei que são várias as dores; dores da artrose que castiga aquelas que passaram uma vida trabalhando… uma coisa injusta para uma mãe que entregou sua vida para as filhas, o marido, os pais, os netos… e todos aqueles que precisaram de uma atenção, um cuidado.

Sei que nunca poderei retribuir à altura essa entrega. Mas quero que saiba que tenho muito orgulho de tê-la como minha mãe! A senhora é meu exemplo, o molde que tento seguir, a definição máxima de MÃE.

Eu a amo muito! Não estou ao seu lado para dar meu abraço, mas saiba que meu coração está aí, com a senhora… não só hoje, mas todos os dias.

– Sílvia

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