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Exposição: “Picasso: mão erudita, olho selvagem”

Exposição: “Picasso: mão erudita, olho selvagem”
Exposição: “Picasso: mão erudita, olho selvagem”

Até 14 de agosto, acontece em São Paulo, no Instituto Tomie Ohtake a Exposição “Picasso: mão erudita, olho selvagem”. Eu esperei para comprar as entradas, porque queria vê-la quando estivesse com meus filhos. Particularmente, meu mais velho é grande apreciador da obra de Picasso e sabia que ele gostaria de ver.

No próprio site do Instituto, há o link para a empresa responsável pela venda dos ingressos da exposição, que devem ser adquiridos com dia e hora marcados para que a visitação aconteça de forma que todos possam aproveitar todas as obras que foram trazidas da França.

Com um vasto volume de trabalhos do artista espanhol, pertencente ao Musée National Picasso-Paris, a exposição organizada pelo Instituto Tomie Ohtake trouxe peças que guardam uma relação muito particular de Picasso com a sua obra, já que foram selecionadas e mantidas por ele ao longo de sua vida. A exposição conta com 153 peças, sendo a grande maioria inédita no Brasil, que traçam um percurso cronológico e temático em torno de conjuntos que seguem as principais fases do artista, desde os anos de formação até os últimos de produção. São 116 trabalhos do mestre espanhol – 34 pinturas, 42 desenhos, 20 esculturas e 20 gravuras –, além de uma série de 22 fotogramas de André Villers realizados em parceria com Picasso. Completam a mostra 12 fotografias de autoria de Dora Maar, três de Pierre Manciet e filmes sobre os trabalhos e seus processos de realização. A exposição brasileira sugere um percurso cronológico-temático em dez seções:

  1. O primeiro Picasso: Formação e influências (por volta de 1900);
  2. Picasso exorcista: As senhoritas de Avignon  (processo da geometrização das formas);
  3. Picasso cubista: O violão (relação com a música);
  4. Picasso clássico: A máscara da antiguidade (a maternidade, o teatro e a dança);
  5. Picasso surrealista: As banhistas;
  6. Picasso engajado: Guernica (estudos da obra, fotos e foco na apresentação da tela em 1953 no Brasil/ 2ª Bienal de São Paulo);
  7. Picasso na resistência: Interiores e vanitas (processo de trabalho durante a guerra, vida doméstica e vaidades);
  8. Picasso múltiplo: A alegria da experimentação (da cerâmica ao fotograma);
  9. Picasso trabalhando: O Mistério Picasso  (a magia de seu processo criativo na pintura);
  10. O último Picasso: O triunfo do desejo  (erotismo em todos seus estados).

Nunca tive a sorte de estudar arte na minha vida acadêmica. Tudo o que aprendi foi em visitas a museus e a exposições. Aprendi a desenvolver minhas preferências, mas isso apenas é possível depois de conhecermos as mais variadas tendências e movimentos.

Conhecer a obra de Picasso foi algo que me surpreendeu na primeira vez em que vi suas diversas fases em um museu. Imaginamos sempre o Picasso cubista e as obras podem nos parecer sem sentido. Mas o fato é que Picasso começou pintando da forma mais convencional (na exposição há um quadro pintado por ele aos 14 anos). A desconstrução do Cubismo, com uma nova forma de ver a realidade veio posteriormente. Assim como ele chegou a ter um retorno à pintura mais clássica, teve sua fase surrealista e assim por diante.

É um artista absolutamente maravilhoso, que fui aprendendo a conhecer e a admirar através dessas exposições.

Vale muito a pena visitar a exposição do Instituto Tomie Ohtake. Ela está muito bem organizada e possibilita um grande aprendizado sobre os vários períodos da obra de Picasso.

– Sílvia Souza

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1 Comment
  • Carlos Moya disse:

    Ola Sílvia. Diego Velazquez, Joaquín Sorolla y Pablo Picasso foram os meus refererentes para a pintura, os três dominann a arte, pense como nenhum outro. Entre eles era talvez Picasso que gostam mais liberdade por causa de sua consagração cedo. Fico feliz que tenha gostado da exposiçao. Eu não contará com seu Hispanisme, porque eu acho que é o protótipo de um artista europeu. Sim cubismo é seu trabalho mais famoso, o período azul é talvez o mais brilhante. Embora esquerda cativado por variados meios de expressão, na cerâmica subiu para a categoria de arte, o que no início era artesania. Um beijo.

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