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Exposição “KANDINSKY: TUDO COMEÇA NUM PONTO”

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Exposição “KANDINSKY: TUDO COMEÇA NUM PONTO”
Exposição “KANDINSKY: TUDO COMEÇA NUM PONTO”

Até 28/09 no CCBB em São Paulo.

O que eu sei sobre arte? Quase nada!

Minhas opiniões aqui são sobre meus gostos e sentimentos despertados por algo que vejo, leio ou escuto.

Sobre literatura, sei o que aprendi na escola. Sempre gostei de livros e a Literatura da escola organizou algumas coisas. Então, aquilo que estudei não ficou perdido, porque transformei em algo prático na minha vida e que apenas se ampliou. Mesmo assim, não sei avaliar uma obra por sua qualidade literária. Por exemplo, detestei o livro “O Quinze” de Rachel de Queiroz; mas ele é super elogiado e sempre está entre as leituras obrigatórias da escola. Certamente tem uma qualidade literária que eu não entendo.

Sobre filmes, não sei nada. Sei o que me agrada ou não. Gosto de muitos gêneros diferentes. Não assisto a filmes de Terror, porque eles atrapalham meu sono por semanas. E eu preciso descansar! Não assisto a alguns dramas muito tristes, porque eles interferem diretamente no meu humor, na forma como me sinto; incorporo em mim os sofrimentos dos personagens e isso é terrível! Então, hoje em dia, seleciono um pouco mais os filmes para que eu não fique arrasada quando o filme acaba.

E sobre arte, a subjetividade é ainda maior. Porque não sei nada! Tudo o que aprendi foi de visitar museus, ler sobre pintores e suas obras, sobre os momentos históricos, suas influências. Olho, procuro entender um pouco e percebo o que me toca ou não.

Já viajei bastante. Percorri muitos museus com diferentes pintores e estilos. Visitei muitas exposições em variadas partes do mundo. Mas sei reconhecer que minha análise é totalmente subjetiva.

Sou apaixonada pelos pintores do Impressionismo, sendo Renoir meu favorito. Mas admiro a obra de muitos outros, de correntes diferentes.

Eis que chega ao Brasil uma exposição sobre Wassaly Kandinsky. Eu adoro as obras de Kandinsky! É um daqueles pintores que eu sempre busco nos museus que visito. Muitas vezes acho alguns poucos quadros em alguns museus que contemplam a arte abstrata.

Meu primeiro contato com Kandinsky foi no Centre Pompidou em Paris. E, desde aquele momento, uma paixão nasceu!

Busco seus quadros em um desespero de amante saudosa de seu amado.

Não poderia deixar de visitar a exposição organizada aqui.

Fui ontem, com meus filhos. Não sei andar no centro de São Paulo. E pior ainda em um sábado, naquela região da Ladeira Porto Geral e 25 de Março. Mas foi divertido. Um programa maravilhoso!

Diferente de exposições anteriores no CCBB, dessa vez havia horário pré agendado, o que achei excelente. Não houve a necessidade de permanecer horas na fila. Tudo foi bastante organizado. O prédio é lindo. E a exposição foi formidável!

Além de várias obras de Kandinsky, de momentos e sob influências diferentes, obras de outros pintores que exerceram influência em seus trabalhos. Eu pude escutar a explicação sobre várias obras diretamente do meu celular, através do aplicativo do CCBB.

Confesso que saí um pouco frustrada, porque eu queria mais, muito mais! (sempre a questão das expectativas!).

Mas não deveria. Porque a exposição está incrível!

Vale muito a pena a visitação!

– Sílvia Souza

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6 Comments
  • albertpaixao disse:

    Estive nessa exposição em Belo Horizonte, simplesmente maravilhosa

  • Cris Campos disse:

    Olha, eu tb não entendo nada, mas o que sinto vai fundo quando gosto do artista. Me amarro na arte dele e já usei muito como ilustração em poemas..

  • gustavoesaude disse:

    Eu também não entendo nada de arte. Quando olho para uma pintura, por exemplo, eu sei que existe algo belo ou triste e muitas vezes profundo mas pode ser muito difícil entender exatamente o que o autor quis expressar (pelo menos para mim). As vezes deve ser algo que só quem fez sabe explicar mas quem vê pode interpretar de modo que faça diferença em sua vida. É como a matemática e seus teoremas.

  • M.Raydo disse:

    Saber de arte me parece menos importante do que sentí-las! Olhar e a ver especial, se faz mais importante do que entender a técnica e tudo o que cerca o assunto. Afinal, não somos movidos por emoções?! Do que me vale a técnica? Deixo estes interesses aos artistas e seus críticos! 🙂
    Aí, digo o mesmo sobre o mundo literário e a 7ª arte, apenas um admirador barato! Porém, não é que entre todas estas, os livros têm me despertado maior interesse? Pois é! Tentando incentivar minha galerinha aqui… tá difícil, mas vai que rola… né não! 🙂
    Sobre Kandinsky, adoraria acompanhar este mesmo sentimento, mas tudo o que vejo são riscos e cores que não despertam grande alegria e nem entusiasmo em mim!
    Apenas prometo tentar ver estas obras com mais respeito e carinho a partir de hoje! 🙂

    • Sílvia Souza disse:

      Uma das fases das obras de Kandinsky tenta representar a sensação abstrata da música.
      Não sei se essa emoção em mim possa ter relação com uma formação musical (estudei música por 7 anos) ou se não tem nada a ver.
      O fato é que acho alegre, vibrante e me dá sensação de movimento.

      “Kandinsky viewed music as the most transcendent form of non-objective art – musicians could evoke images in listeners’ minds merely with sounds. He strove to produce similarly object-free, spiritually rich paintings that alluded to sounds and emotions through a unity of sensation.”
      (http://www.m.theartstory.org/artist-kandinsky-wassily.htm)

      • M.Raydo disse:

        Preciso de mais tempo para assimilar! Talvez, por ser desenhista, ainda prefiro outras refrências! Ou quem sabe seja o momento que estou vivendo!!! Vai saber?! :p

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